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PSP detém no Porto casal suspeito de abastecer viatura com matrículas falsas e fugir

Suspeitos são um homem de 49 anos de idade e uma mulher de 41, ambos desempregados

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Foto: Ilustrativa

A PSP deteve no Porto um casal que colocava matrículas falsas na sua viatura quando queria abastecer combustível e fugir sem pagar, num expediente a que terá recorrido pelo menos 10 vezes, disse hoje fonte policial.

O casal foi apanhado em flagrante delito na tarde de quinta-feira junto de um posto de abastecimento de combustível da avenida Sidónio Pais, no Porto, por polícias à paisana que os seguiam desde Vila Nova de Gaia, onde tinham sido detetados a substituir as chapas de matrícula.

“Tivemos denúncia de uma dezena de situações em Vila Nova de Gaia de abastecimento de combustível com fuga e, na sequência de uma investigação, concluímos que se tratava sempre da mesma viatura, apenas com as chapas de matrícula alteradas”, contou a fonte policial à agência Lusa.

Os suspeitos são um homem de 49 anos de idade e uma mulher de 41, ambos desempregados.

A PSP apreendeu-lhe o automóvel e as chapas de matrícula, que tinham sido furtadas, dois depósitos em plástico e uma mangueira.

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Holanda vence Eurovisão (pela quinta vez)

Em Israel

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Foto: DR

A Holanda venceu no sábado, pela quinta vez, o Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Arcade”, interpretado por Duncan Laurence, que era o favorito à vitória de acordo com a média de várias casas de apostas.

A Holanda, que venceu pela última vez há 44 anos, foi o país que obteve maior pontuação (492 pontos), atribuída pelos espetadores de cada país e pelos júris nacionais dos 41 países que participaram na edição deste ano, embora apenas 26 canções tenham competido na final.

A final da 64.ª edição do Festival Eurovisão da Canção decorreu hoje à noite em Telavive e foi transmitida em direto em todo o mundo.

Portugal falha final da Eurovisão

A Holanda ocupava, desde 07 de março, o primeiro lugar de um ranking dos 41 países concorrentes, cuja classificação é definida pela média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso.

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Turismo nos cemitérios do Porto vira moda e visitas mais do que duplicam em quatro anos

Rota Europeia dos Cemitérios

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Foto: DR

Os dois cemitérios municipais do Porto, incluídos na Rota Europeia dos Cemitérios, mais do que duplicaram o número de visitantes nos últimos quatro anos e os portugueses e brasileiros são quem mais adere à moda do turismo sepulcral.

Dados da Câmara do Porto avançados à Lusa indicam que os cemitérios de Agramonte (1855) e do Prado do Repouso (1839) receberem “432 visitantes em 2015” nas sete visitas guiadas, enquanto em 2018 o número de visitantes subiu para “1.205 nas 17 visitas realizadas entre maio e outubro”.

Em 2016 registaram-se “685 visitantes nas oito visitas guiadas e em 2017 contaram-se 960 participantes nas 12 visitas agendadas.

O facto de serem os únicos em Portugal a integrar a Associação dos Cemitérios Monumentais da Europa e de também estarem incluídos na Rota Europeia dos Cemitérios – criada em 2010 pelo Conselho da Europa – “ajuda a explicar o aumento do número de turistas” em busca do património cemiterial, considera Arnaldina Riesenberger, historiadora e técnica superior na Câmara do Porto.

Na lista das nações que mais visitam o Agramonte e o Prado do Repouso está Portugal, seguido pelo Brasil, Reino Unido, Europa de Leste e Espanha, explica Arnaldina Riensenberger.

A missão das visitas guiadas aos sepulcrários do Porto é desmistificá-los e levar as pessoas a descobrir obras de arte, história, notáveis e ou monumentos do Porto, porque os cemitérios são “pequenas cidades dentro da cidade grande”, verdadeiros “museus a céu aberto”, conta Arnaldina Riesenberger.

O casal de jovens estudantes de Montevideu (Uruguai) Augusto Cilintano e Martina de Barros de Montevideu (Uruguai) e a fazer turismo no Porto contam que, sempre que podem, tentam ir aos cemitérios das cidades que visitam.

“Porque é tranquilo, pode-se caminhar, há poucos turistas. Gostamos de ver as pessoas a lidar com os seus mortos, as flores. Uma vez vimos muitas velas e isso não existe no Uruguai e é muito interessante”, conta Martina, estudante de escultura.

Também o casal francês Alain e Catherine Jamoteau encontra nos cemitérios uma forma de conhecer a história de um país.

“Não somos necrógrafos, mas adoramos história e, em particular, dos cemitérios, seja em França ou em Portugal. Gostamos de ver quais são as diferenças”, admite Alain, acrescentando que lá ir é como “aprender uma lição de história sobre uma cidade ou um país”.

Traçar a vida das pessoas através do cemitério, como por exemplo “perceber a sua riqueza” e “descobrir a vida anterior das pessoas que estão sepultadas agora” é outra perspetiva assinalada por Catherine Jamoteau.

Nos 12 hectares do Agramonte, o visitante pode descobrir o Monumento às Vítimas do incêndio do Teatro Baquet (1888), que matou mais de cem pessoas num espetáculo, e observar o Mausoléu de Francisco Antunes de Brito Carneiro (1819-1850), edifício projetado pelo arquiteto Tomás Soller (1848-1883), com esculturas de Soares dos Reis (1847-1889).

Os jazigos do escritor Júlio Dinis (1802-1883), da violoncelista Guilhermina Suggia, do cineasta Manuel de Oliveira, do negociante e benemérito Conde de Ferreira, da família Andersen e do FC Porto, são algumas peças para aprender a histórica do Porto e dos seus notáveis que se podem descobrir nas visitas guiadas de um dos cemitérios portugueses “mais ricos em arte romântica”, segundo a Associação dos Cemitérios mais Importantes da Europa.

Conquistar mais turistas a visitar os cemitérios passa por motivá-los a “decifrar” a simbologia inscrita nas decorações dos jazigos, mausoléus, monumento e estatuária, acredita Arnaldina Riensenberger.

Saber que as folhas de louro simbolizam glória, ou que as de oliveira significam paz, um morcego a morte, uma pomba branca uma jovem donzela pura, ou que um martelo e uma roda simbolizam a indústria são informações que ajudam a desvendar enigmas sem necessidade de letras e números.

Um visitante que faça uma visita guiada num cemitério nunca mais vê aquele espaço da mesma maneira, assegura historiadora, considerando que da experiência nasce a vontade de “decifrar o enigma que é um jazigo” recolhendo um “mar de informação”.

No Prado do Repouso (1839), o primeiro cemitério público do Porto construído após a proibição da inumação dentro de capelas, o destaque da autarquia vai para o jazigo do poeta Eugénio de Andrade (1923-2005), projetado pelo arquiteto Siza Vieira (1933).

Os jazigos do músico Francisco Eduardo da Costa, com busto do escultor francês Anatole Calmels (1822-1906), da pintora Aurélia de Sousa (1866-1922) ou do médico e artista plástico Abel Salazar (1889-1946) são outras descobertas que se podem fazer no Prado.

A Câmara do Porto lança pela primeira vez este ano ‘workshops’ de desenho para quem queria tentar fazer esboços sobre a temática dos cemitérios e para o próximo dia 25 de maio acontece no âmbito do XIV Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto uma visita ao Cemitério Britânico sobre a celebração dos 210 anos do nascimento de Barão Forester, um vinicultor, cartógrafo e fotógrafo que dá nome a uma rua no Porto.

A visita está agendada para as 15:30 e vai ser feita pelo historiador Joel Cleto.

As visitas noturnas são outra iniciativa “muito requisitada” nos cemitérios do Porto, conta Arnaldina Reisenberg, explicando que são usadas lanternas potentes que servem para direcionar o foco para detalhes da simbologia.

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Acesso ao portal SNS passa a exigir chave móvel digital ou cartão do cidadão

Primeiro serviço público a condicionar a sua plataforma a este procedimento

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Foto: DR/Arquivo

O acesso ao Portal SNS passa a exigir a partir de segunda-feira a chave móvel digital ou cartão do cidadão, sendo o primeiro serviço público a condicionar a sua plataforma a este procedimento de autenticação.

A chave móvel digital, além de ser um meio de autenticação que permite a associação de um número de telemóvel ao número de identificação civil para um cidadão português e o número de passaporte para um cidadão estrangeiro, permite, também, que o cidadão possa assinar, eletronicamente e de forma segura, documentos em vários formatos.

“É uma das medidas fundamentais do Simplex”, havendo já 500 mil pessoas com esta ferramenta, disse a ministra da Presidência e Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, à margem da sessão de apresentação do “Simplex+ Chave Móvel Digital na Saúde”, que decorreu hoje em Lisboa.

Segundo a ministra, a generalização da medida permitirá que nas relações contratuais, nas relações com os serviços públicos, este elemento de certificação possa ser feito no telemóvel, no ‘tablet’, no computador em qualquer circunstância sem necessitar de nenhum elemento adicional.

“A Chave Móvel Digital é mesmo um instrumento fundamental para que toda a digitalização na relação com os serviços públicos e privados possa crescer. É um passo muito importante nesse sentido”, disse Mariana Vieira da Silva.

Também presente na sessão, a ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que a importância da chave móvel digital consiste na segurança do utente.

“Temos que ter presente que há aqui questões de segurança que tem der ser preservadas e essa é a maior vantagem deste aspeto que hoje foi mostrado”, sublinhou.

Marta Temido destacou também a importância do “espaço hospitalar solidário”, um instrumento de literacia para pessoas que tenham menos apetências na utilização de mecanismos de assinatura digital, de contacto com plataformas informáticas.

“Os serviços de saúde são uma porta de entrada diária de muitas pessoas, com perfis muito distintos, nós apelamos cada vez mais à relação das pessoas com os serviços de saúde através de instrumento digitais e é importante que isso possa ser apoiado face a quem tem menos ferramentas”, defendeu.

A ministra adiantou que a Saúde é das áreas que tem tido “mais adesão” à vertente da digitalização.

“Há um longo caminho percorrido que se prende sobretudo com a questão da receita eletrónica, que é talvez uma das marcas mais conhecidas no que respeita à simplificação de processos e a digitalização na área da saúde”, disse Marta Temido.

Mas também há outros serviços como o ‘eBoletim de vacinas’ ou Nascer Cidadão, que permite registar os recém-nascidos imediatamente no próprio hospital ou maternidade logo após o nascimento, entre outros serviços, que permitem facilitar a vida das pessoas que precisam de utilizar o Serviço Nacional de Saúde, mas também a vida das empresas, disse Marta Temido.

O Programa Simplex Saúde (2016, 2017, 2018) englobou o desenvolvimento de 72 medidas de simplificação e modernização.

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