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Alto Minho

PSP apreende oito mil “bombas de Carnaval” em Caminha e Monção

Operação Polícia Sempre Presente – Carnaval em Segurança 2020

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Foto: PSP / Divulgação

Dois estabelecimentos em Caminha e Monção foram alvo de buscas pela PSP, no âmbito da operação “Carnaval em Segurança”, resultando na apreensão de oito mil artigos pirotécnicos, adiantou a PSP em comunicado.

O comando distrital da Polícia de Segurança Pública de Viana sublinha o facto de um destes estabelecimentos se situar “muito próximo de um estabelecimento de ensino”.

A Operação Polícia Sempre Presente – Carnaval em Segurança 2020 vai decorrer até à próxima terça-feira com a participação da equipa de fiscalização do núcleo de armas e explosivos.

A PSP apela à população, especialmente aos mais jovens, que não comprem este tipo de artigos, já que, os seus riscos são imprevisíveis.

“Se encontrar algum destes objetos afaste-se e alerte um responsável da Escola ou um Polícia”, finalizam.

O Comando da PSP de Viana do Castelo aconselha:

 

Não comprar, aceitar ou tentar fazer “bombinhas de Carnaval”

Não transportar “bombinhas de Carnaval”

Afastar-se das brincadeiras com “bombas de Carnaval”

 

 

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Alto Minho

Cabritos para a Páscoa por vender acumulam prejuízos a casal de Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR / Ilustrativa

Alexandre e Rosa Fernandes tinham 150 cabritos de leite encomendados por restaurantes de todo o Alto Minho para a Páscoa, mas o surto de covid-19 trocou às voltas à tradição e os prejuízos começaram a aparecer.

“Tinha 150 cabritos de leite, de raça bravia, prontos a sair. Com cinco a seis quilogramas, o peso que os restaurantes pedem. Desistiram todos porque tiveram de fechar portas. Já perdi cerca de 10 mil euros e não vai ficar por aqui”, lamentou o pastor.

Criador há vinte anos, Alexandre não hesita: “É a pior crise que já vivi, de longe. Nunca vi tal coisa. Nunca passei por tantas dificuldades financeiras como agora. Precisamos de escoar o produto e não há qualquer hipótese”.

O casal da freguesia de Vale, em Arcos de Valdevez, com 45 e 36 anos, têm “na maior exploração do distrito de Viana do Castelo, 350 cabeças e 200 cabritos de leite, de raça bravia”.

A Páscoa, muito celebrada no Alto Minho, e o Natal, são os pontos altos do negócio familiar que, este ano, por causa da pandemia de covid-19, está a enfrentar “uma diminuição drástica de procura”.

“Vou ficar quase com 95% da criação que tinha para a Páscoa. Agora vai ser complicado para as vender, mesmo a nível particular, porque não há tanta procura e a que há é a baixo custo”, lamentou.

Os animais ficam na exploração e os custos com a alimentação engrossam, diariamente, os encargos do negócio de Alexandre e Rosa.

“Gastamos tanto com a alimentação dos animais e chega a altura de sermos ressarcidos do nosso trabalho e não temos a quem vender. Por dia são entre 40 a 50 euros para a ração e o feno, e ainda levo os animais à serra para pastar”, observou.

Preocupado, o casal não vê outra fonte de rendimento para “apoiar” os projetos dos dois filhos, sobretudo da “mais velha” prestes a entrar no ensino superior.

“Neste momento temos de ponderar. Já falamos com ela, com calma, porque ela queria muito entrar para a universidade, mas é preciso dinheiro e se continuar assim não poderemos apoiá-la este ano. Isto é mesmo assim”, atirou.

O pastor, que “não é homem de virar a cara à luta”, confessa que, “desta vez está difícil” enfrentar o futuro com “otimismo”, ainda mais com o projeto que a mulher candidatou a fundos comunitários para aumentar a produção”.

“O projeto de 120 mil euros foi aprovado e está assinado. Prevê a ampliação da exploração, a partir de 09 de setembro, para as cerca de 600 cabeças. O pavilhão de 400 metros quadrados começa a ser construído em maio ou junho, mas se isto não melhorar vamos passar por alguns problemas”, disse Alexandre Fernandes.

O casal de criadores é associado da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

“Pedem-nos para continuar, mas o Governo devia olhar para este setor. A ver se nos apoiam para podermos continuar. Gostamos de cumprir com as nossas obrigações”, referiu.

O presidente da cooperativa, José Carlos Gonçalves, está “muito preocupado”, até porque o problema não afeta só a criação de cabrito. A criação de vaca de raça Cachena, que tem Denominação de Origem Protegida desde 2002, é outra das raças autóctones que está a ser “muito afetada”.

“Está tudo parado. Os restaurantes e hotéis, os nossos principais clientes, estão fechados não temos para onde escoar a carne”, referiu.

José Carlos Gonçalves acrescentou que a Federação das Raças Autóctones está a fazer “um bom trabalho” no sentido de “incentivar os hipermercados a venderem carne destas raças”.

“Também temos de tentar a exportação senão vai ser um caos”, referiu.

A Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca representa 2.436 criadores dos dois concelhos sendo que, por ano, são produzidos cerca 500 animais de raça Cachena.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera, e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira.

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Alto Minho

Caminha quer avançar com apoios ao emprego, às empresas e às instituições

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Caminha (Arquivo)

A maioria socialista na Câmara de Caminha vai propor, na segunda-feira, em reunião ordinária do executivo municipal a aprovação de medidas de apoio ao emprego, às empresas e às instituições do concelho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado hoje enviado às redações, o autarquia adiantou que a proposta a apreciar, na segunda-feira, a partir das 15:00, “prevê isenções de pagamento de rendas habitacionais e de comércio em espaços municipais, isenção do terrado das feiras semanais e de esplanadas, pagamento de tarifas fixas no abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos para pequenas e microempresas e o apoio financeiro a Instituições Particulares do Solidariedade Social (IPSS) e corporações de bombeiros”.

A proposta socialista será apresentada na sessão camarária, que decorrerá com recurso a videoconferência, e tem como objetivos “a manutenção do emprego, o equilíbrio financeiro da atividade empresarial e de suporte ao trabalho das IPSS que trabalham com idosos no concelho, incluindo as corporações de bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora”.

“Depois das medidas de contenção da covid-19 e dos projetos de mitigação do impacto social desta doença no nosso concelho, esta é a hora de ajudarmos as pequenas e microempresas do concelho que estão a sofrer com esta paragem da economia, bem como as instituições que estão na linha da frente do combate a este novo e poderoso vírus”, afirmou o autarca, citado na nota hoje enviada à imprensa.

Para o presidente da câmara, “estas são as primeiras medidas a tomar, mas não serão as únicas, infelizmente”.

“Temos de ir avaliando a situação e aplicando as medidas gradualmente, porque ainda não sabemos quando e de que forma vamos voltar a ter dinâmica comercial no concelho de Caminha e não sabemos, com certeza, o impacto que todo este adiamento do quotidiano terá nas nossas famílias. Sabemos dos custos brutais deste travão que pusemos nas nossas vidas, mas não temos dúvidas de que a prioridade é a saúde de todos e cada um, por isso, temos que prosseguir o esforço de isolamento social que temos vindo a fazer nas últimas semanas”, explicou.

Entre as propostas que serão submetidas à votação do executivo municipal está “isenção integral do pagamento das rendas habitacionais em todos os fogos municipais desde 01 de março (com efeitos retroativos) e até 30 de junho de 2020, do pagamento de rendas de todos os estabelecimentos comerciais em espaços municipais que se encontrem encerrados desde 1 de março (com efeitos retroativos) até 30 de junho de 2020.

A maioria socialista propõe ainda a “comparticipação total no pagamento de tarifas fixas dos serviços de abastecimento de água e saneamento e isenção da tarifa de resíduos para pequenos e médios consumidores não domésticos do concelho como forma de apoio às atividades empresariais e de comércio”, medida que se “aplica a 959 empresas”.

A maioria socialista pretende ainda ver aprovado “um subsídio extraordinário para os bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora, no valor de cinco mil euros, para cada corporação”.

“O subsídio visa corresponder à perda de receita de cada uma das instituições pela não realização de serviços durante o período de emergência nacional”, sustenta o município, apontando ainda a comparticipação “total” do pagamento das faturas de serviço de água e saneamento e isenção do pagamento do serviço de recolha de resíduos urbanos às IPSS.

O executivo irá ainda aprovar um contrato a celebrar com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) para constituição de um Fundo de Apoio, no âmbito da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, para aquisição de equipamento de proteção individual, bens de interesse hospitalar, produtos de limpeza ou desinfetantes de mãos, no valor de 6.980,97 euros para o Município de Caminha”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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Alto Minho

Cerveira desafia população a prestar apoio e cuidados a idosos

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM VN Cerveira (Arquivo)

A Câmara de Vila Nova de Cerveira lançou hoje um desafio aos munícipes com disponibilidade para prestar apoio e cuidados geriátricos a idosos, para que se inscreveram na bolsa de voluntariado da autarquia.

O município explicou que “os interessados “deverão preencher um questionário de identificação e aferição na plataforma ‘online’ de Balanço Municipal COVID-19”, através da ligação https://arcg.is/0H1KLO.

“Avaliada a necessidade de colocar voluntários no terreno, os inscritos serão contactos telefonicamente para reconfirmar a sua disponibilidade para o período em causa, fazer um ponto do seu estado clínico, além de responder a algumas questões relacionadas com os últimos 14 dias, nomeadamente se esteve em contacto com alguma pessoa com sintomas ou já diagnosticada com covid-19, se apresenta algum sintoma compatível com a doença, ou se esteve em algum país estrangeiro”, especifica a nota.

De acordo com aquela autarquia, o objetivo “é criar respostas para minimizar o impacto desta pandemia, através do apoio a cidadãos institucionalizados, seniores e portadores de deficiência, mas também na compra de medicamentos nas farmácias e entrega no domicílio, na compra e entrega de bens de primeira necessidade e entrega no domicilio, na ligação com as unidades de saúde para obtenção de receituário crónico, ajudar na limpeza e higienização de espaços e acolhimento temporário de animais de companhia”.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

De acordo com os dados da DGS, há 9.886 casos confirmados, mais 852, um aumento de 9,4% face a quinta-feira.

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