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Braga

PSP e apicultor, José Carlos é o terror das vespas asiáticas

Reportagem

em

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

José Carlos Nunes, agente do Destacamento do Corpo de Intervenção da PSP do Porto e que leva a apicultura como hobby já erradicou dezenas de milhares de vespas asiáticas no concelho de Vila Verde, com recurso a diferentes métodos, seja na prevenção como na destruição de vespeiros.

O brigantino, que reside em Aboim da Nóbrega, Vila Verde, tem levado a cabo, nos últimos quatro anos, em conjunto com outros apicultores da região, uma ação de remoção de vespeiros no seu estado avançado, quando os mesmos apresentam perigo para a população.

José Carlos Nunes com uma armadilha com dezenas de velutinas. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A O MINHO, o polícia-apicultor explica que tem apostado na prevenção com recurso a garrafas armadilhadas, durante os meses de primavera e início de verão, tendo já capturado e eliminado mais de 300 vespas fundadoras, evitando assim a criação do mesmo número de ninhos [cada fundadora tem a capacidade de criar um ninho que pode ir até 30 centímetros de diâmetro].

José Carlos utiliza diferentes métodos para armadilhar as zonas ao redor de fruteiras e de apiários, com recurso a misturas biológicas, como é o caso da groselha com cerveja preta, ou até com recurso a produtos químicos devidamente autorizados, mas que apenas resultam na fase em que as vespas fundadoras ainda andam à procura de construir os primeiros ninhos.

Vespa velutina sai de apiário de José Carlos Nunes. Foto. Fernando André Silva / O MINHO

“Nos últimos quatro anos já devo ter apanhado durante a primavera cerca de 300 vespas fundadoras nas armadilhas e milhares de vespas obreiras entre o verão e o inverno”, explica o apicultor, que não deixa também os ninhos em mãos alheias.

“Com ajuda de outros apicultores, como o Domingos Costa, já devemos ter eliminado cerca de 25 ninhos principais ao longo destes quatro anos”, avança. Cada um desses ninhos albergava entre mil a 10 mil vespas velutinas.

Vespas constroem ninho por cima de um apiário

Este sábado, O MINHO acompanhou a eliminação de um vespeiro situado em uma árvore [nogueira] mesmo por cima de um apiário, uma visão pouco habitual, dado que as vespas habitualmente faziam os vespeiros a cerca de um quilómetro das colmeias.

José Carlos Nunes e Domingos Costa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Isto assusta um pouco porque elas começam a perder o medo e já fazem os ninhos mesmo na cara dos apicultores”, realça José Carlos.

Com ajuda de uma vara com vários metros, um anzol e um produto químico, José Carlos e Domingos Costa introduziram o químico embebido numa tira de uma esfregona, deixando-o dentro do ninho.

José Carlos Nunes e Domingos Costa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Ninho de velutina. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para além do produto químico, os apicultores juntaram banha de porco de forma a assegurar que o mesmo se espalhava por dentro do ninho e se colava às vespas.

Dentro de alguns dias, ambos regressam ao local do vespeiro de forma a assegurar que o mesmo se encontra neutralizado e que as vespas ficaram mortas ao seu redor.

“Esta é uma forma mais eficaz que a incineração”, vinca José Carlos, acreditando que com o fogo, várias conseguem escapar e regressam alguns dias depois, fazendo novos ninhos ao redor. “De um ninho queimado, podem surgir uns 50 novos”, adianta.

“Com o veneno, a população do vespeiro é quase que totalmente dizimada”, afiança.

Esta noite de sábado, os dois apicultores eliminaram ainda outro ninho, situado junto a um quintal, na mesma freguesia. O mesmo encontrava-se em um valado pouco profundo, repleto de vespas.

Foto: Domingos Costa

Foto: Domingos Costa

O apicultor Domingos Costa explica que um agricultor preparava-se para limpar o valado de sebes com recurso a máquina hortícola quando terá ficado sem combustível. “Por acaso, a esposa foi ver o local e detetou este ninho”, explica. “Caso ele tivesse cortado o ninho com a máquina, era quase certo que haveria mais uma morte no concelho”, adianta.

Em Vila Verde já morreram três pessoas na sequência de ataques de vespa asiática, quase sempre por estarem a limpar terrenos agrícolas ou a abater árvores sem se aperceberem da existências de ninhos.

Dada uma imensa mancha florestal que se conjuga com populações rurais, o concelho de Vila Verde é local de vários avistamentos diários deste tipo de vespeiros.

De acordo com dados divulgados pela Câmara de Vila Verde, em 2018, foram eliminados cerca de 300 ninhos por todo o concelho.

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Braga

Mulher resgatada de fenda de montanha no santuário da Abadia em Amares

Em Amares

em

Foto: Divulgação / CM Amares

Os Bombeiros Voluntários de Amares resgataram, esta tarde, uma mulher que tinha caído numa fenda de montanha, no monte do Santuário da Nossa Senhora da Abadia, em Santa Maria de Bouro, Amares.

A operação, complexa, demorou uma hora e meia, pois foi necessário retirar a mulher, com 32 anos, da fenda onde ficou presa.

A vítima fraturou um membro inferior após rotação sobre o próprio corpo e foi transportada para o Hospital de Braga.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Braga rendida a Luan Santana

Um dos principais nomes da “nova geração” da música sertaneja do Brasil

em

Fotos: Diogo Pereira / Divulgação

O cantor Luan Santana, um dos principais nomes da “nova geração” da música sertaneja do Brasil. lotou esta sexta-feira o auditório principal do Altice Forum Braga.

Com nove discos gravados, o cantor conquistou em Portugal seis discos de Platina e dois de Ouro.

Fotos: Diogo Pereira / Divulgação

Fotos: Diogo Pereira / Divulgação

Fotos: Diogo Pereira / Divulgação

Fotos: Diogo Pereira / Divulgação

A digressão do cantor em Portugal também passa por Lisboa, este sábado, durante o festival Villa Mix.

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Braga

ASAE apreende vinho “Pêra Manca” falsificado à venda em Braga por 400 euros a garrafa

ASAE

em

Foto: DR

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) identificou uma pessoa por ter colocado à venda duas garrafas de vinho contrafeito a 400 euros cada.

Através da sua Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC), a ASAE realizou, em Braga, uma ação de fiscalização num estabelecimento de restauração e bebidas, no âmbito do combate à contrafação.

No decurso da investigação foi identificado um indivíduo que vendia garrafas de vinho falsificadas como sendo genuínas.

Como resultado da ação foi instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias e venda de artigos contrafeitos, tendo sido apreendidas duas garrafas de vinho, ostentando a marca Pêra Manca.

Em comunicado, a ASAE explica que continuará a desenvolver esta atividade, na qualidade de órgão de polícia criminal, no que se refere à salvaguarda das regras do mercado e da livre concorrência, defendendo os direitos da propriedade industrial.

Em julho, a ASAE apreendeu oito garrafas de vinho tinto da marca “Barca Velha” também por suspeitas de falsificação, que estavam à venda na Internet e cujo valor poderia ser superior a 4.500 euros.

A investigação sobre mercadorias e contrafação na área dos vinhos durava há alguns meses e culminou com a apreensão de oito garrafas de vinho tinto “premium” com rótulo “Barca Velha”, supostamente das colheitas de 1978, 1982 e 2004 e que estavam à venda em sites e leilões.

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