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Viana do Castelo

PSD/Viana aponta dedo a Rui Rio e defende eleições diretas antecipadas

“Pior resultado do partido em 36 anos”

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Carlos Morais. Foto: DR / Arquivo

A Distrital do PSD de Viana do Castelo defendeu hoje a realização de eleições diretas antecipadas face ao “pior resultado do partido em 36 anos”, em eleições legislativas, afirmou hoje à Lusa o presidente daquela estrutura, Carlos Morais.

“O PSD tem um congresso eletivo previsto para janeiro/fevereiro de 2020. Era importante e atendendo a que o líder do partido diz sempre que há guerras internas que se clarificasse, que se marcassem eleições diretas antecipadas”, disse o líder da comissão política distrital do PSD de Viana do Castelo.

Nas legislativas de domingo, o PS foi o partido mais votado, com 34,78% dos votos, tendo recuperado o terceiro deputado pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo à Assembleia da República que havia perdido em 2015 para a coligação PSD/CDS-PP. O PSD ficou em segundo lugar, com 33,8% dos votos e o mesmo número de deputados que os socialistas (3).

Para Carlos Morais, a realização de eleições diretas antecipadas permitirá ao PSD “ganhar tempo e preparar melhor as próximas disputas eleitorais, em concreto, as próximas eleições autárquicas”.

“Quanto mais tempo ganharmos para clarificar as coisas melhor será para o PSD”, disse, adiantando que o órgão a que preside irá reunir-se, no início da próxima semana, para analisar os resultados alcançados nas eleições legislativas de domingo.

O líder da distrital do Alto Minho considerou que “o PSD não pode perder duas eleições em quatro a cinco meses”.

“Nas europeias conseguimos quase 22% e, agora, 27,9%. É muito pouco para um partido como o PSD. O partido tem de arrumar a casa, construir outro tipo de unidade, de coesão de mobilização dos militantes, das estruturas. Tem de se renovar, regenerar, trilhar um caminho novo, com paciência e consistência para ser considerado, pelos portugueses, como numa alternativa”, frisou.

Carlos Morais disse que os resultados eleitorais alcançados nas legislativas de domingo “quebraram um ciclo de vitórias que vinham desde o tempo de Manuela Ferreira Leite como presidente do partido”.

“Este é o pior resultado dos últimos 36 anos. Está muito longe do potencial do PSD como grande partido português que é”, referiu, apontando o dedo à estratégia “totalmente errada” seguida por Rui Rio.

“Rui Rio deveria ter começado o mandato como fez a campanha, com combatividade. Os resultados mostram que tínhamos todas as possibilidades de ganhar ao PS e a António Costa, dizendo os erros da governação do PS e das ilusões que a geringonça está a criar nos portugueses. Durante a campanha deviam ter ficado marcados os aspetos positivos do nosso projeto, como alternativa. Rui Rio esteve bem a criticar alguns coisas que o Governo vem a fazer, mas esteve totalmente ausente a propor e a marcar o debate com ideias novas, que mobilizassem os portugueses”, sustentou.

Da lista social-democrata que se apresentou às eleições legislativas de domingo, foram eleitos deputados Jorge Mendes, até agora presidente da Câmara de Valença, segunda cidade do Alto Minho, Emília Cerqueira, deputada desde 2015, natural de Arcos de Valdevez e Eduardo Teixeira, que regressa ao parlamento após um interregno de quatro anos.

Eduardo Teixeira foi o nome apontado pelo partido para o terceiro lugar da lista pelo Alto Minho depois do veto dos órgãos nacionais a Carlos Morais Vieira. Líder da distrital social-democrata desde janeiro de 2014, Carlos Morais Vieira foi reeleito para o último mandato em março de 2018.

Morais acusou Rio de se “queixar” das críticas internas, quando “foi sempre ele que as instigou”.

“Se nos lembramos das suas declarações, chegou a dizer que assim é que funcionava bem. Ou sejam com guerras internas. Isso diz tudo em relação ao comportamento de Rui Rio em relação às estruturas e aos militantes do PSD”, referiu.

O líder social-democrata acrescentou que o “augue” das “guerras internas” foi a elaboração das listas para as eleições legislativas de domingo.

“As listas foram feitas de forma sectária, marcadas por amiguismos. Quem discordou e quem teve oportunidade de dizer que não concordava com determinada estratégia foi logo corrido das listas. Foi o meu caso, mas isso para mim está totalmente enterrado”, observou.

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Viana do Castelo

Juiz manda prender jovem que fez vários assaltos com arma branca em Viana

Crime

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Foto: DR / Arquivo

A GNR anunciou hoje a detenção de um homem, de 28 anos, por tentativa de roubo e de extorsão, no concelho de Viana do Castelo, o qual ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

“Na sequência de várias denúncias, por ameaças, tentativa de roubo e [de] extorsão, todas com recurso a arma branca, os militares desencadearam um conjunto de diligências policiais que levaram à identificação e detenção do suspeito que se encontrava na posse de uma faca de cozinha, de um ‘X-ato’ e [de] um canivete”, explica a GNR, em comunicado.

O detido, com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, foi presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Viana do Castelo para primeiro interrogatório judicial, o qual lhe aplicou a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

A detenção ocorreu no domingo, acrescentando a GNR que o arguido “já havia sido detido há cerca de um mês pelo furto de vários objetos em ouro, na residência da própria mãe, num valor a rondar os 25 mil euros”.

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Alto Minho

Viana do Castelo apela à compra no comércio local

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana lançaram uma campanha com o “Compre em Viana, apoie o Comércio Local”.

“Em contexto de pandemia, a campanha visa transmitir e demonstrar a confiança e segurança na utilização dos equipamentos vianenses, no acesso aos alojamentos hoteleiros, restaurantes, cafés, pastelarias e estabelecimentos comerciais da cidade e do concelho”, refere a Câmara em comunicado.

A campanha tem por base, como esclarece o município, “as vantagens competitivas e diferenciadoras de Viana do Castelo, como as caraterísticas do território, a qualidade ambiental e do edificado, a extensão das praias, a segurança e os serviços de saúde, os desportos náuticos, os produtos endógenos, os espaços museológicos, a diversidade da oferta cultural, os amplos espaços de fruição e de lazer, a oferta hoteleira de elevada qualidade, a excelência da restauração e do comércio”.

A campanha de apoio ao comércio local está integrada na iniciativa “Havemos de ir a Viana”, de promoção da cidade e do concelho no pós-Estado de Emergência, lançada pelas duas entidades com o objetivo de promover a reativação do comércio, restauração e hotelaria vianenses.

A campanha junta-se ao selo “Comércio Seguro”, lançado no início deste mês e que já conta com a adesão de 1.200 estabelecimentos.

A iniciativa “Comércio Seguro” pretende reativar o comércio tradicional local através de um selo que garante que o negócio está a cumprir todas recomendações de prevenção da covid-19, emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os kits, que incluem o selo, são atribuídos mediante a assinatura de uma declaração de compromisso e incluem um guia com as recomendações da DGS. O objetivo, explica o município, é ajudar a restabelecer o ambiente de confiança que deve existir entre consumidores e comércio tradicional e vice-versa.

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Alto Minho

PSD de Viana lamenta alegada recusa do PS em auditar finanças da câmara

Vereadores do partido não formalizaram qualquer pedido, segundo garantem

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Foto: DR / Arquivo

O PSD de Viana do Castelo lamentou hoje que a câmara, de maioria PS, tenha recusado uma proposta para auditar as finanças municipais, iniciativa que os dois vereadores social-democratas garantem não ter formalizado.

“O PSD de Viana do Castelo lamenta que o senhor presidente da câmara municipal tenha recusado a proposta de realização de uma auditoria externa às finanças municipais, com particular ênfase nos lapsos financeiros que se têm verificado, na dimensão do passivo em função da dívida existente e dos compromissos totais assumidos, apresentada na última reunião do executivo”, refere o comunicado hoje enviado pela concelhia, liderada por Eduardo Teixeira.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora do PSD na autarquia, Cristina Veiga, afirmou que, “de forma vinculativa, não houve nenhuma auditoria pedida pelos dois vereadores que integram a bancada”, referindo-se ao colega, Hermenegildo Costa.

Na semana passada, a concelhia propôs “uma auditoria externa imediata às finanças municipais”, na sequência de um erro de digitação que a câmara admitiu ter ocorrido num contrato.

Em causa está o contrato para aquisição de um serviço de jantar da Gala do Desporto, que o município promove anualmente para homenagear os campeões do concelho, e que foi publicado na plataforma eletrónica de contratação pública como tendo custado mais de 1,3 milhões de euros, quando foi adjudicado pelo preço contratual de 13.407,80 euros.

Não, o jantar da gala do desporto em Viana não custou mais de um milhão de euros

Na ocasião, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento efetuado pela Lusa, a autarquia presidida pelo socialista José Maria Costa explicou que, “efetivamente, e no que toca aos procedimentos concursais aludidos, existem erros de digitação, mas não processuais, ou seja, os procedimentos foram bem instruídos e são legais”.

Hoje, Cristina Veiga disse que terem sido dadas indicações pela concelhia do PSD aos dois vereadores no executivo municipal para que, na reunião camarária da última quinta-feira, realizada por videoconferência, propusessem a realização da auditoria, o que não veio a ocorrer.

“Os vereadores, após uma análise detalhada dos contratos, concluíram que não há qualquer possibilidade de haver outra coisa que não seja um erro grosseiro de processamento. Perante esse facto não foi feito o pedido da auditoria”, afirmou Cristina Veiga.

Fonte camarária hoje contactada pela Lusa adiantou “não constar da ata da reunião do executivo municipal de quinta-feira qualquer proposta do PSD para a realização de uma auditoria às contas da autarquia da capital do Alto Minho”.

No comunicado hoje enviado à imprensa, a concelhia presidida pelo também deputado eleito pelo círculo de Viana do Castelo refere que, “na hora da saída, o senhor presidente tinha a obrigação de prestar contas”.

“Infelizmente, sabemos agora que as contas municipais continuarão mascaradas até ao final do mandato. A somar a isto, não se vislumbra qualquer quarentena ou contenção nos ajustes diretos (instrumento legal para uso em situações excecionais) em compras de bens e serviços por parte do executivo”, adianta o documento.

O PSD disse ter “verificado a identificação do mesmo número de identificação fiscal referenciado para duas denominações de empresas distintas, uma destas contratada, em 2017, para uma prestação de serviços de impressão, no valor de cerca de 30.735 euros”.

“Para além disso, o proprietário destas é um dos fornecedores, direta e indiretamente, com mais faturação acumulada (mais de meio milhão de euros), neste tipo de serviços, nos dois últimos mandatos da câmara municipal”, refere.

A Lusa tentou contactar o presidente da câmara, sem sucesso.

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