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Opinião

PSD tem de se afirmar num Rio tranquilo

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ARTIGO DE EDUARDO TEIXEIRA

Eduardo Teixeira, Presidente do PSD de Viana do Castelo e Conselheiro Nacional do PSD

 

Num momento em que a geringonça ou frente de esquerda governa, sem legitimidade democrática, há mais de três anos, gerindo um cuidadoso plano de marketing político, que anuncia, mas não concretiza, sempre com as eleições no horizonte, o PSD sofre o seu próprio processo de transformação na renovação da sua liderança nacional.

Rui Rio cumpre agora um ano de liderança, após vencer umas eleições internas bem disputadas entre dois grandes candidatos a 13 de janeiro de 2018. Alguns dos que não estiveram disponíveis nessa altura para participar neste combate político, alimentam, semana após semana, a agenda mediática com questões internas que só têm o propósito de criar divisões dentro do partido.

O líder do PSD não se pode queixar do seu opositor no ato eleitoral, Pedro Santana Lopes, que saiu do partido para seguir um caminho autónomo, num legítimo processo de alteração de filiação partidária. Mas pode e deve queixar-se das intenções desta onda de críticos com e sem rosto, que deixam a sensação de confusão na praça pública.

Muitos de vós deverão lembrar-se da frase “se fosse só olhar para a frente a conduzir, tudo seria mais fácil, mas ando constantemente a olhar pelo retrovisor”, da autoria de Durão Barroso e proferida, aludindo à sua oposição interna, em plena era do Guterrismo. Também recordarão o PS de António Seguro, constantemente criticado pelo opositor António Costa, que nunca escondeu a intenção de destituir o líder em funções. O que está a acontecer agora no PSD não é diferente. E é igualmente lamentável.

A estratégia dos opositores internos é provocar ruído, boatos, contrainformação, tentativas de condicionar a afirmação da liderança nacional do PSD, em movimentos sem rosto e provenientes de fontes anónimas. Ou, em alguns casos, com origens assumidas. Refiro-me, por exemplo, a um antigo deputado e aspirante a líder parlamentar (que não o foi por falta de apoio nacional), que ressurge agora para denominar de “aselha” o presidente do PSD, confundindo debate de ideias com conversa de café. Esta tomada de posição, bizarra para dizer o mínimo, terá em vista um lugar nas listas, que ao longo dos últimos 16 anos, sempre foi por “quota” nacional?

Esta incompreensível e infrutífera oposição interna não serve outros interesses que não algumas agendas pessoais. Definitivamente, não serve os interesses do país, que precisa que o maior partido português se mantenha forte, combativo e construtivo. É Portugal e não apenas os apoiantes ou militantes do PSD que necessitam de um partido capaz de provocar a discussão e a resolução dos problemas dos portugueses, sempre numa lógica de seriedade, honestidade e verdade para com os eleitores, fartos de ser enganados pelo Governo atual.

Ao longo de quase 18 anos e não obstante uma intensa vida profissional, assumi a partir dos 28 anos várias funções nacionais de forma ininterrupta até hoje, mas nunca deixei de estar sempre próximo e atuante nas concelhias, no meu distrito de Viana, da minha região norte. Respeito demasiado o meu partido para não me insurgir face a tão grande contestação à sua liderança, sobretudo vindo de quem não tem nenhum mandato claro de militantes, de quem nunca liderou nenhuma estrutura local ou distrital, e de quem espera apenas um lugar nas listas, à boleia de terceiros.

A legitimidade é um valor inerente à democracia. Rui Rio conquistou essa legitimidade. Venceu as eleições internas, é o presidente de todos os militantes, independentemente de quem o apoiou ou não, e o único que a poucos meses das eleições, reúne reais condições para ser o Primeiro Ministro de todos os portugueses. É o Líder, e foi na Lista dele em Congresso que renovei o meu mandato de Conselheiro Nacional. Tem as características que Portugal precisa. É sério e competente. Já geriu, com sucesso e empenho, uma das maiores cidades do país, tem dado provas inequívocas do seu profissionalismo. Tem carácter e resiliência, fibra, determinação. É um líder à dimensão dos melhores do PSD.

Mas é também um líder com o direito de lamentar esta adversidade, sem rosto ou propostas concretas, sem coragem para se ter sujeitado a votos internos no seu devido tempo, sem outro objetivo que não seja alimentar ambições pessoais, num deplorável jogo de tacticismo político.

Comportamentos como estes a que assistimos nas últimas semanas, a poucos meses de eleições europeias e legislativas, renegam a génese do PSD e do seu fundador, defraudam o património do partido, contribuem para a degradação da atividade política. E colocam em causa tudo aquilo que os portugueses esperam do PSD, que não é pouco. Razões mais do que suficientes para travar esta inconcebível onda de contestação interna e deixar liderar quem conquistou licitamente esse direito. A bem do sistema político, da democracia, dos portugueses, do nosso país.

 

Eduardo Teixeira, Presidente do PSD de Viana do Castelo e Conselheiro Nacional do PPD/PSD

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Opinião

Quatro dias bem intensos na Web Summit

OPINIÃO

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ARTIGO DE IVONE CRUZ

CEO LINK Cowork & Business (Viana do Castelo). Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

Foram quatro dias de Web Summit bem intensos. Não fui à abertura nem ao encerramento por razões muitos simples. Já tenho o livro do Edward Snowden, tive a oportunidade de presenciar a apresentação das três startups selecionadas para o PITCH final e já tenho uma selfie com, segundo o Paddy Cosgrave, o “fantástico” Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. Gostei que tenha ganho a suíça NUTRIX, pelo impacto futuro na área da saúde, nomeadamente na área da diabetes. Confesso que tinha um carinho especial pelo Banjo Robinson, não tivesse o LINK Cowork & Business um gestor de comunidade que é precisamente um gato.

Este ano a adesão superou a das edições anteriores, tendo esgotado a bilheteira, facto que se fez sentir bem nos corredores dos pavilhões. Muita gente a fazer contactos e a partilhar ideias, mas muita mais gente desorientada. Segundo dados da organização, foram vendidos mais de 70 mil bilhetes, o que, na verdade, não sei bem o que significa, atendendo a que só 25 mil são para women in tech – a 45 euros cada (a semana), e 6 mil bilhetes foram destinados a estudantes – a 8,50 euros cada – permitindo o acesso a um dia. Se a primeira ação se prende com o fomento da equidade num meio maioritariamente masculino, o programa Inspire pretende potenciar o acesso a jovens – dos 17 aos 26 anos – familiarizando-os com um cenário tecnológico e de inovação, fomentando um espirito mais empreendedor. Muito bem.

A Web Summit 2019 não teve, de forma evidenciada, um tema central como a edição do ano passado, nem nenhum hashtag que substituísse, ou reforçasse, o que havia sido lançado por Tim Berners-Lee #fortheweb, que preconizava um “acordo para a internet” entre governos, empresas e cidadãos, garantindo assim uma internet segura e aberta a todos. Sentiu-se bem a presença das startups que, este ano, tiveram mais palco (literalmente) para se evidenciar, assim como se sentiu que muitas das empresas que lá estavam representadas – Microsoft, Lenovo (com um stand enorme), Booking, entre muitas mais, fizeram verdadeiras operações de charme para captar talento, mais do que, na minha perspetiva, para vender a própria marca.

Se tivesse, aliás, que definir um tema central, paralelo à discussão da regulamentação e proteção de dados ( e do seu uso para nos manipular), da inteligência artificial, do gamming, do business with purpose (que tanto diz a estas novas gerações), do trabalho remoto, do software como um serviço (Saas), da sustentabilidade, eu destacaria a discussão em torno da escassez de talento, atendendo a demanda, e o foco na literacia digital.

Destacaria igualmente o discurso de Tony Blair que, entre outras coisas, evidenciou a importância da política nesta era digital, alertando para o facto de que “o que os políticos não compreendem, não gostam e regulamentam”. Torna-se imperativo um esforço maior para perceber a importância da tecnologia e qual a sua aplicabilidade (desde a saúde à educação), adequando desta forma a regulamentação.

Na minha opinião, a maior parte das pessoas que participa no evento não sabe muito bem ao que vai. Talvez por esse motivo se comece a falar sobre uma feira de vaidades. As startups procuram investidores, as empresas fazem ativação de marca e aproveitam para recrutar talento, os organismos públicos (Startup Portugal, Delegação da União Europeia, Nações Unidas, Embaixadas, etc.) divulgam as medidas e os programas existentes no apoio ao empreendedorismo. Depois há os restantes players que, tal como eu, vão para se atualizar, fazer parcerias, estudar o mercado. Quem passa à margem destes públicos, sem um objetivo definido, quase que afirmaria que sai de lá como entrou.

Por muita polémica que possa gerar a Web Summit – se a camisola custa 700 euros, se as palestras são todas em inglês, se os voluntários economizam muito dinheiro à organização, e outras que tal, parece inegável, na minha opinião, o impacto que esta cimeira tem para o país enquanto afirmação na economia digital.

Primeiramente, estiveram este ano presentes no evento profissionais de 163 países, sendo o Reino Unido, Alemanha, Brasil e Estados Unidos os mais representados. Portugal, ao dinamizar uma cimeira tecnológica, está ao mesmo tempo a afirmar-se na economia internacional como país com capacidade para atrair empresas estrangeiras, podendo com isso proporcionar melhores salários, e acrescentando, desta forma, valor. Sem falar da ocupação hoteleira, da restauração, das atividades de lazer, das visitas a outras zonas do país e de todos os negócios paralelos que se geram, e dos que voltam porque gostaram de tudo o que temos para oferecer.

Há sempre coisas a melhorar, e, sendo o caso, que seja em Portugal e para os portugueses.

Ivone Cruz
CEO LINK Cowork & Business
Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

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Colunistas

O holocausto mundial

Por Vânia Mesquita Machado

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Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Canção de embalar de um filho no Céu para os seus pais na Terra.

Uma homenagem a todas as crianças perdidas no Holocausto global da atualidade, sem escolher credo ou cor da pele, transversal a todos os povos de países em conflito armado.

Em 2018, foi quebrado o infeliz recorde de crianças mortas ou feridas na guerra, conforme os indicadores da ONU.

– Não chores minha mãe.
(Ou chora mais se te faz bem chorar)

– Não cales o choro meu pai.
( ou emudece o choro se te entristece chorar também)

– Não desesperem de tristeza
pode parecer longe agora,
por me terem perdido.

– Eu estou aqui a olhar por vós,
como olharam por mim
antes de me ir embora.
Ensinaram- me a ser forte,
antes de me levar a morte,
e vos deixar aí tão sós
com o coração partido.

– Aqui, o azul é a cor do céu.
Não existe vermelho sangue
vertido das nossas feridas,
perdido no nosso chão.
Nem cores pretas vestidas
Sinal humano de partidas,
(de filhos sem pais)
(de pais sem filhos)
Almas em escuridão de breu.

– Aqui,o silêncio é tão bom!
Não se ouve o som das bombas,
nem das balas
dos homens malditos.

– Vou-vos contar um segredo:
aqui, não sinto medo nenhum
como sentimos das sombras e dos gritos
quando fugimos de casa.
Não tremo nem me atormento.
Estou ainda protegido na tua asa pai,
E com a tua terna mão me embalas mãe.
Aqui, já não existe mais guerra,
como aí na nossa terra.
Aqui, será eterna a paz.

– Sou capaz de ficar sozinho
mais algum tempo,
e esperar pelo amanhã,
quando vierem a caminho
Papá, e mamã.

(Inspirada numa canção de embalar iídiche, escrita em placa comemorativa dos 60 anos da libertação das vítimas de Auschwitz no local onde, a 15 de junho de 2005, foi plantada uma oliveira, no âmbito de evocação promovida na Escola Secundária Carlos Amarante, Braga)

Vânia Mesquita Machado
03 agosto 2019

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Opinião

Os queridos avós!

Artigo de Felismina Barros – Jurista

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ARTIGO DE FELISMINA BARROS

Jurista. De Ponte de Lima.

Os avós são a base da pirâmide familiar, a origem do nosso ser e não podem ser ignorados ou esquecidos.

Os avós são considerados como sendo o pai ou mãe que contém açúcar, porque tudo o que os pais um dia não deixaram o seu filho ou filha fazer, os avós certamente deixarão. São, muitas vezes, definidos pelos netos como as pessoas que têm sempre tempo. Esta interessante definição faz-nos refletir no tempo e disponibilidade que os familiares e a sociedade têm para dedicarem aos avós.

No discurso dos netos, quando falam dos avós, sente-se um misto de admiração, ternura e amor.

Quando a sociedade fala da terceira idade ou dos idosos o sentimento é o mesmo?

Mas nessas situações as pessoas não serão as mesmas?

Fazendo uma análise empírica das palavras constata-se que a comunidade muitas vezes faz referencia à terceira idade no mesmo sentido que faz referência a uma qualquer situação de terceira, como por exemplo “português de terceira” ou “material de terceira”. A conotação dada a qualquer coisa de terceira não é muito bem vista na nossa linguagem mas, na realidade, temos uma designação de terceira na idade.

Relativamente à palavra idoso se fizermos a sua decomposição ficamos com duas palavras: ido + so, o que pode significar ido só… e o certo é que a solidão das pessoas mais velhas é cada vez mais premente.

Será que a terminologia utilizada influência os nossos sentimentos? Não sei, mas fica a reflexão.

Consciente de que, em todos os países, as pessoas estão a atingir uma idade avançada em maior número e em melhor estado de saúde do que alguma vez sucedeu é pertinente referir alguns princípios e direitos previstos a nível internacional e na nossa lei fundamental (Constituição da República Portuguesa).

No sentido de reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana as Nações Unidas estabeleceram cinco princípios para as pessoas idosas, a saber: independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade.

Princípios de fácil compreensão, mas que muitas vezes não são praticados.

A nossa Constituição da República prevê como direito fundamental a proteção da terceira idade, a par da proteção da infância e da juventude.

Prescreve o artigo 72.º da C.R.P.:

“1- As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.

2- A política de terceira idade engloba medidas de caráter económico, social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade.”

Existe um projeto muito interessante, de origem espanhola, que está a ser implementado no nosso país designado “Adota um avô”. O objetivo do projeto não é levar a pessoa para casa, mas sim estabelecer laços de amizade e companheirismo.

Projeto interessante para a região do Minho o adotar.

Convido a participar no projeto “Adote um avô”. Em diversos lares poderá conhecer idosos que não querem muito de si. Querem o seu sorriso, o seu abraço, o seu tempo.

Querem que esteja disposto a ouvir as suas histórias, saber de suas verdades e porquês.

É um privilégio quem ainda possui um avô e teve a oportunidade de conhecê-lo, por isso estime-o e seja carinhoso e amável com ele.

Um bem-haja aos nossos avós, em especial aos avós dos meus filhos!

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