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PSD quer exportações e investimento privado a puxar pelo relançamento da economia

Covid-19

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Rui Rio. Foto: DR / Arquivo

O PSD apresentou hoje um programa de recuperação económica para a fase pós-covid-19 assente nas empresas e no investimento privado, com o objetivo de aumentar o peso das exportações para 50% do PIB até ao final da legislatura.


“Este nosso programa é naturalmente virado para e economia de mercado, para a economia privada (…) Isso significa apostar nas exportações e no investimento privado e não no consumo, nem público, nem privado. O consumo é o objetivo que queremos, não é o motor do crescimento”, defendeu o presidente do PSD, Rui Rio, na apresentação do documento na sede nacional do partido, em Lisboa.

Também o presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Sarmento, que coordenou este programa, concordou que “a prioridade económica tem de ser as empresas”, “acudir” às suas necessidades imediatas e promover a sua recapitalização.

Por isso, explicou, o programa desenhado pelo PSD tem “oito solução diferentes” de capitalização das empresas.

“Não queremos as empresas a encaixarem-se nas soluções, mas as soluções a encaixarem-se no que as empresas precisam”, defendeu.

Uma das medidas centrais será o relançamento e reforço do banco de fomento – com um capital de mil milhões de euros – e um programa de incentivos fiscais à fusão e aquisições de empresas de menor dimensão, que Rio classifica como “uma medida absolutamente fundamental” para salvar algumas empresas e aumentar a sua escala.

“O que é preferível, que uma empresa feche ou que seja adquirida por uma outra?” questionou.

No entanto, o líder do PSD recusou que este programa não seja desenhado para as Pequenas e Médias Empresas (PME): “Este programa está desenhado para o tecido empresarial português, que é feito essencialmente de PME”.

Os sociais-democratas apostam ainda na captação de “dois ou três grandes projetos” industriais de investimento estrangeiro, dando como exemplo o que representou a Autoeuropa para a economia portuguesa.

“Se nós conseguirmos um, dois, três grandes investimentos como a Autoeuropa, mudamos completamente o perfil da economia portuguesa e da nossa balança de pagamentos”, defendeu Rio, acrescentando que se forem para o interior do país “ainda melhor”.

Joaquim Sarmento explicou que a atração desse investimento estrangeiro seria feito através de um “pacote de incentivos fiscais e não fiscais – mas sem violar as regras europeias de auxílio dos Estado ou de `offshores´ -, e que teria de ser financiado pelos investidores ou banca privada, sem recurso à Caixa Geral de Depósitos.

“Se se concretizar o que tem sido discutido de reaproximar as linhas de produção e abastecimento, a própria União Europeia terá de se tornar mais flexível nas regras dos auxilio de Estado”, apontou o economista.

A nível fiscal, o programa do PSD de recuperação económica inclui o alargamento da aplicação da taxa reduzida de 17% de IRC entre 2020 e 2023, que passaria a abranger os lucros até 100 mil euros (em vez dos atuais 25 mil euros), e descontos no IRS para os senhorios em troca de uma redução das rendas dos espaços comerciais enquanto a atividade económica não retomar.

Questionado sobre os custos deste programa de recuperação económica, Sarmento calculou que, entre este ano e o próximo, teria um impacto de “0,5% no défice público e de 1% na dívida pública”, já que o reforço do banco de fomento (de 100 para mil milhões de euros) só conta para o segundo indicador

Quando for conhecida a resposta da União Europeia à crise económica, o PSD irá apresentar um outro documento, que chama de “programa estratégico”, e que será baseado nas propostas eleitorais apresentadas no ano passado adaptadas às consequências da pandemia.

Será nesse documento que o partido irá abordar a questão das infraestruturas críticas para o país, mas avança desde já com a aposta na ferrovia de mercadorias.

“Tem de haver algum investimento público, mas tem de ser complementar ao que é atividade das empresas e com efeito multiplicador que arraste economia”, defendeu Rio.

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Covid-19: Mais oito mortos, 342 infetados e 305 recuperados no país

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Portugal regista hoje mais oito mortes por covid-19 e mais 342 casos confirmados em relação a sexta-feira, segundo dados da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário da DGS, há 46.221 casos confirmados e o número de mortes provocadas pela covid-19 atinge os 1.654.

O aumento do número de mortes foi de 0,5% (passou de 1.646 para 1.654) e o aumento do número de infetados foi de 0,7% (de 45.879 para 46.221), com a incorporação no boletim de hoje de 200 casos que ainda não tinham sido incluídos.

Todos os mortos das últimas 24 horas se verificaram na região de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto o número de casos nesta região aumentou para 22.385, mais 2,1% que na sexta-feira.

Os novos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo representam 75,7% do total de novos casos no país inteiro.

Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas desceu de 471 para 459, mas o número de internados em cuidados intensivos aumentou de 66 para 68.

Na região Norte há hoje 18.068 casos (mais 67), seguindo-se a região Centro com 4.255 (mais um), Algarve com 695 casos (mais sete) e Alentejo com 570 casos (mais oito).

Os Açores continuam com 153 casos e a Madeira com 95.

Os números relativos aos concelhos continuam sem alteração, porque a DGS está a verificar “todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde” e espera ter esta tarefa “concluída nos próximos dias”.

Na última atualização dos dados por concelho, onze tinham mais de mil casos, com Lisboa (3.645), Sintra (2.850) e Loures (1.910) à cabeça.

A região com mais mortes continua a ser o Norte (821), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (535), Centro (250), Alentejo (18), Algarve e Açores (15 cada uma).

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.108, mais quatro que na sexta-feira), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (318, mais três) e entre os 60 e 69 anos (149, mais uma). Há 55 óbitos entre os 50 e 59 anos, 20 entre os 40 e 49, dois entre os 30 e os 39 e outros dois entre os 20 e os 29 anos.

As autoridades de saúde mantêm sob vigilância 34.082 contactos de pessoas infetadas – mais 221 do que na sexta-feira – e há 1.705 pessoas que aguardam resultados laboratoriais.

O número de doentes dados como recuperados aumentou de 30.350 para 30.655, mais 305 do que na sexta-feira.

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Professores dizem que orientações da tutela são insuficientes

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Associação Sindical dos Professores Licenciados pediu hoje reuniões negociais urgentes com o Ministério da Educação, sobre a abertura do ano letivo, por considerar que as orientações da tutela são insuficientes para acautelar o risco de transmissão de covid-19.

Os professores querem a abertura de um processo negocial para tratar das condições de trabalho necessárias aos regimes previstos para o próximo ano letivo, seja o presencial, o misto ou o regime não presencial, de acordo com um comunicado hoje divulgado por aquela estrutura.

No documento, a associação indica que o pedido por escrito seguiu hoje para a tutela.

A Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL) afirma que vê com “muita preocupação” a chegada do próximo ano letivo e as condições de trabalho de docentes e alunos.

Segundo a ASPL, as orientações da tutela não explicitam a distância mínima a que devem encontrar-se os alunos dentro das salas de aula ou o desdobramento de turmas.

“Só nos resta concluir, porque conhecemos bem a realidade das nossas escolas, que a regra do distanciamento físico de 1,5 metros, no mínimo, não vai ser cumprida nas escolas, o que a ASPL vê com muita apreensão”, lê-se no documento.

A organização sindical aponta ainda “outras lacunas”, referindo que não está acautelada a necessidade de um dispensador de álcool gel à entrada e saída de cada sala de aulas, ou, pelo menos, em cada corredor que dá acesso às salas.

“Também não está assegurado o fornecimento de equipamentos como as máscaras, nem que seja, pelo menos, nas situações em que os alunos, pessoal auxiliar ou os professores não as tenham na altura em que acedem à escola ou que estejam na escola e necessitem trocá-la, por qualquer razão”, sublinha a ASPL.

A associação apela também para a redução da burocracia nas escolas.

Em Portugal, morreram 1.646 pessoas de covid-19, das 45.679 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Descoberta nova espécie de dinossauro carnívoro na região Oeste

Em arribas dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã

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Foto: DR

Um novo género e espécie de dinossauro carnívoro terópode, cujos fósseis foram escavados em arribas dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã, foi agora descrito na revista internacional “Journal of Vertebrate Paleontology” por paleontólogos portugueses e espanhóis.

A descoberta do ‘Lusovenator santosi’, com 145 milhões de anos, pertencente ao Jurássico Superior de Portugal, mostra que estes animais estavam presentes no hemisfério norte, 20 milhões de anos antes do que indicava o registo conhecido, concluíram Elisabete Malafaia, Pedro Mocho (Universidade de Lisboa), Fernando Escasso e Francisco Ortega, todos investigadores ligados à Sociedade de História Natural de Torres Vedras e à Universidade Nacional de Educação à Distância de Madrid (Espanha).

O dinossauro que pertence ao grupo dos carcharodontossauros, vem reforçar a tese de que a Península Ibérica é uma “região fundamental para compreender o processo de dispersão deste grupo de animais no hemisfério norte durante o final do Jurássico, vários milhões de anos antes destes dinossáurios se tornarem os maiores predadores terrestres no hemisfério sul, no final do Cretácico”, explicou Elisabete Malafaia à agência Lusa.

A nova espécie foi identificada a partir de restos recolhidos nas duas últimas décadas nas jazidas das praias de Valmitão (Lourinhã) e de Cambelas (Torres Vedras).

De início, os fósseis foram atribuídos ao dinossauro carnívoro terópode ‘Allosaurus’, mas uma análise mais detalhada do material permitiu aos paleontólogos identificar um conjunto de características exclusivas que permitiu estabelecer este novo género e espécie.

Os carcharodontossauros, de que havia registos do Cretáceo Inferior (130 milhões de anos) e no final do Cretáceo (100 milhões de anos), são um grupo de dinossauros carnívoros que inclui alguns dos maiores predadores que habitaram o planeta.

Na Península Ibérica o grupo estava representado apenas pela espécie ‘Concavenator corcovatus’, identificada na jazida de Las Hoyas (Cuenca, Espanha) por alguns dos mesmos investigadores.

O carcharodontossauro mais antigo conhecido foi encontrado na Tanzânia, em África, sendo da mesma altura da nova espécie agora identificada em Portugal, o que, segundo os paleontólogos, “constitui a primeira evidência e a mais antiga deste grupo no hemisfério norte”.

A identificação desta nova espécie amplia a diversidade de dinossauros terópodes conhecidos no Jurássico Superior português, um dos melhores registos fósseis deste período.

O ‘Lusovenator santosi’ foi apelidado em homenagem a José Joaquim dos Santos, um curioso da paleontologia, que, durante mais de 30 anos, descobriu fosseis de dinossauro, guardando-os em casa. Mais tarde, vendeu à Câmara Municipal de Torres Vedras a coleção, que tem vindo a ser estudada por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.

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