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Alto Minho

PSD pede demissão de administradora da Águas do Alto Minho devido a 15 mil erros de faturação

PSD de Viana do Castelo

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Foto: DR / Arquivo

O PSD de Viana do Castelo pediu hoje a demissão e substituição imediata da administradora executiva da Águas do Alto Minho (AdAM) devido aos 15 mil erros de faturação cometidos no primeiro trimestre de atividade da empresa.


“Ficaram claramente demonstradas a inexperiência e a incapacidade da administradora executiva em corrigir as causas e as consequências de sucessivos erros de planeamento e de gestão”, destaca o comunicado da comissão política concelhia do PSD de Viana do Castelo, hoje enviado às redações.

A agência Lusa questionou a AdAM, mas não obteve resposta até ao momento.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 107 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Em abril, o presidente do conselho de administração da AdAM admitiu terem ocorrido erros de faturação nos meses de janeiro e fevereiro e pediu desculpa aos 15 mil consumidores afetados.

Carlos Martins apontou, na altura, o final de maio para a correção daqueles erros, através da emissão de notas de crédito, garantindo que ninguém sairia prejudicado.

“Que fique bem claro, ninguém sairá prejudicado de um processo de que não são culpados. Nós é que nos penalizamos por o ter causado”, afirmou Carlos Martins”, numa conferência de imprensa convocada na sequência da polémica desencadeada na região, na sequência daqueles erros.

Hoje, a concelhia social-democrata, presidida por Eduardo Teixeira, “exigiu ao presidente da Câmara de Viana do Castelo e ao ministro do Ambiente, com a tutela do Grupo Águas de Portugal (AdP), que promovam a devida responsabilização da administração executiva perante os vianenses, as famílias e todos os agentes económicos do Alto Minho”.

“Espera-se que estes, após terem apadrinhado a nomeação da atual administradora executiva – único membro em exercício remunerado de funções na administração-, assumam as suas responsabilidades no processo e possam agora promover a sua imediata demissão e substituição”, reforça o documento.

Segundo o PSD, “o ministro João Pedro Matos Fernandes, que não perde uma oportunidade para ajudar Viana do Castelo, estará bem mais familiarizado com as competências da administradora do que os vianenses e os alto minhotos, por força da experiência profissional por esta acumulada nos seus gabinetes governamentais entre 2015 e 2019”.

A concelhia liderada por Eduardo Teixeira, que é também deputado eleito pelo distrito de Viana do Castelo, criticou ainda o “reconhecimento tardio dos erros, incómodos e prejuízos causados a milhares de clientes em toda a região” e manifestou “estupefação pela quantidade e gravidade dos problemas detetados relativamente à faturação de consumos inexistentes, que prejudicaram mais de 15.000 clientes”.

Perguntas e Respostas: Águas do Alto Minho e suas “sucessivas trapalhadas”

O partido expressou ainda a sua “solidariedade para com os trabalhadores que aceitaram abraçar este projeto e que são hoje os rostos da necessária confiança para o futuro da empresa, nos gabinetes ou ao nível operacional, certamente não responsáveis pelas decisões de gestão”.

“São acionistas sete municípios do distrito, sendo a participação de Viana do Castelo a mais elevada (25.68% com um investimento inicial de cerca de um milhão de euros) e o grupo Águas de Portugal (51%), pelo que é decisiva e incontornável a responsabilidade destes no futuro da empresa”, reforça a nota.

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Alto Minho

Nilton: “Canyoning no Gerês é das melhores atividades que podes fazer na vida”

Humorista deslumbrado com o Minho

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Foto: Facebook

Depois de Ponte de Lima, o humorista Nilton continua as suas férias pelo Alto Minho, tendo desta vez passado por Ponte da Barca.

O famoso apresentador explorou o Parque Nacional da Peneda Gerês, aventurando-se a fazer canyoning – desporto que consiste na exploração progressiva de um rio, transpondo os diversos obstáculos com técnicas e equipamentos próprios.

“Canyoning no Gerês é provavelmente das melhores atividades que podes fazer na vida (dentro das que não envolvem holandesas desnudas), e ainda por cima num dos sítios mais bonitos do mundo e arredores. Aproveitar a natureza com família, amigos e com os melhores profissionais destas coisas”, partilhou o humorista nas suas redes sociais, agradecendo à Tobogã.pt – Portugal Adventure Tours, que lhe proporcionou a experiência.

Nos últimos dias, Nilton esteve em Ponte de Lima, onde aproveitou para algumas atividades de natureza, como os recentes passeios de barco “água arriba”, a cargo do mestre Caninhas.

O Minho é cada vez mais procurado por famosos, sobretudo em tempo de pandemia.

Humorista Nilton rendido a Ponte de Lima: “Uma vila que valoriza o que tem”

A região do Gerês recebeu recentemente visitas da atriz e modelo Rita Pereira e do humorista e argumentista Eduardo Madeira, que não esconderam o “encanto” que encontraram na região.

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Alto Minho

BE questiona Governo sobre “redução drástica” de caudal de rio em Ponte de Lima

Rio Estorãos

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda quer saber as razões da “redução drástica” do caudal do rio Estorãos, Ponte de Lima, e que medidas o Governo vai tomar para garantir “uma condição essencial para a preservação daquele ecossistema fluvial”.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a deputada Maria Manuel Rola sublinhou que “o rio Estorãos viu o seu caudal praticamente desaparecer nas últimas semanas do mês de julho”, situação que “indignou a população local que tem vindo a alertar para a possibilidade de o rio ficar sem água, já que, a cada ano que passa, é cada vez mais notória a redução acentuada do caudal do rio nos meses de verão”.

“Segundo a população da freguesia de Estorãos, a redução drástica do caudal do rio está principalmente relacionada com a captação de água para rega de uma exploração vitivinícola de 70 hectares instalada em Estorãos. Mas existem outros relatos que apontam para a redução do caudal ainda antes da instalação de vinha na freguesia, o que indicia a existência de outros fatores ou pontos de captação a contribuir para a falta de água no curso do rio”, refere o BE.

O Bloco de Esquerda defende “ser necessário apurar as causas que levaram à redução drástica do caudal do rio Estorãos e atuar nos termos da lei”, considerando que “o valor social, económico, ecológico e paisagístico do rio Estorãos é incalculável para as gentes daquela freguesia cujo bem-estar e qualidade de vida depende em boa parte do bom funcionamento daquele ecossistema fluvial”.

Além das causas da redução do caudal, o BE pretende saber se do Governo há “licenças em vigor para a captação de água do rio Estorãos, que entidades licenciadas e quais os prazos de validade das respetivas licenças”.

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Alto Minho

Viana do Castelo quer Agenda para a Inovação pronta em fevereiro de 2021

Anunciou José Maria Costa

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Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Agenda para a Inovação de Viana do Castelo para a próxima década estará fechada em fevereiro de 2021, para ser “validada” pela Câmara e Assembleia Municipal em abril, disse hoje o presidente da autarquia.

O socialista José Maria Costa, que falava em conferência de imprensa para anunciar o início da elaboração da Agenda para a Inovação 2030, afirmou que o documento “vai servir de suporte à apresentação de candidaturas e projetos quer ao novo quadro comunitário de apoio quer ao Fundo de Transição”.

“Queremos tirar o máximo partido das oportunidades que temos pela frente. Estamos a viver tempos difíceis, mas desafiantes. Foi colocado ao país um conjunto de oportunidades financeiras para podermos reorientar a economia e sociedade para sermos mais competitivos, dinâmicos e coesos e para ganharmos a batalha da inovação. Esta Agenda para a Inovação acontece no tempo certo. Num tempo de debate público”, disse.

José Maria Costa explicou que o “debate institucional” para a elaboração da agenda começa na terça-feira, com o primeiro de seis fóruns temáticos, com a participação do professor António Cunha, antigo reitor da Universidade do Minho e, o segundo, no dia 18 de setembro, que terá como orador o eurodeputado José Manuel Fernandes. Os outros fóruns decorrerão até janeiro de 2021.

Já o processo de auscultação da população arranca em setembro com “um inquérito, que será enviado a todas as habitações, convidando os vianenses a darem a sua opinião e remetê-la ao grupo de trabalho” que vai elaborar a estratégia do concelho para os próximos 10 anos e, já este mês, com o lançamento de uma “plataforma ‘online’ com informação sobre a agenda e com um inquérito que “pode já receber contributos” da população.

O debate político começará em abril, com a apresentação do documento ao executivo municipal, e, posteriormente, a sua apreciação na Assembleia Municipal.

“É uma agenda que tem de ser muito participativa. Queremos um processo aberto a todos, que terá um mecanismo de democracia participativa para construirmos juntos, uma visão conjunta, mobilizando todos os vianenses para os novos desafios que temos pela frente”, sublinhou, apontando “a visão das escolas, das empresas e das instituições do concelho”.

O plano assentará ainda “numa dinâmica de competição e cooperação, simultaneamente.

“O Alto Minho está a competir com a Galiza, mas estamos também a cooperar com a Galiza. É essa a lógica que iremos privilegiar na Agenda para a Inovação”, referiu.

O processo de elaboração do documento incluirá ainda a realização de “estudo de opinião sobre avaliação e expectativas dos vianenses, reuniões de ‘brainstorming’ e ‘focus group’ após recolha dos inquéritos, e a constituição, em “setembro/outubro”, de um Conselho de Desenvolvimento Estratégico de Viana do Castelo para “acompanhar” a elaboração do documento.

“Estamos confrontados com um conjunto de instrumentos de orientação estratégica e financeira muito importante para a nossa afirmação. Que saibamos aproveitar bem as oportunidades que temos pela frente, que temos de trabalhar e consensualizar para definir as bases do futuro do Viana do Castelo”, reforçou.

Segundo José Maria Costa, a Agenda para a Inovação 2030 partiu de “um diagnóstico sobre os avanços da última década, assente nos avanços dos últimos dez anos” e pretende “dar coerência e interligar grandes investimentos que estão assegurados, descobrindo e projetando outros investimentos, no quadro da inovação e do desenvolvimento sustentado”.

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