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Viana do Castelo

PSD e CDU pedem reunião de câmara de Viana para discutir abate de árvores

Ambiente

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Foto: O MINHO

Os vereadores do PSD e da CDU na Câmara de Viana do Castelo requereram hoje a realização de uma reunião extraordinária do executivo para discutir o abate de 20 árvores previsto na empreitada dos acessos ao porto de mar.


Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada na segunda-feira e que foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

Contactada hoje pela agência Lusa, a vereadora social-democrata Cristina Veiga explicou que o requerimento “conjunto” deu hoje entrada na autarquia para “garantir o quórum de um terço dos elementos que compõem executivo municipal” de maioria socialista.

O objetivo daquela sessão, avançou, é o de permitir “esclarecer aspetos do projeto que não são claros”.

“O presidente já disse que foi tudo transparente, aprovado em reunião de câmara e da assembleia municipal, mas há aspetos que não foram esclarecidos. A nossa perspetiva foi sempre a de aprovar uma obra que é essencial, em termos futuros, para a economia local. O que nunca foi muito claro, na nossa perspetiva, e foi uma grande surpresa, é este abate que não é mencionado em documento nenhum”, explicou a vereadora que partilha com Hermenegildo Costa a bancada do PSD na autarquia.

A Lusa tentou uma reação da Câmara de Viana do Castelo, mas até ao momento sem sucesso.

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.

Segundo Cristina Veiga, o PSD “nunca teve acesso a nenhum estudo de impacto ambiental”, apesar de admitir que “a questão do abate dos plátanos esteve implícita, mas devia ter sido valorizada”.

“A forma como o processo foi conduzido não foi clara. Seguiram-se os passos, mas houve falhas e tanto houve que agora culmina nesta situação da população estar contra o abate dos 20 plátanos. Não vamos abater arvores que são centenárias. Têm a sua importância como património ambiental. Há fatores que tem de ser considerados e que não foram”, reforçou, adiantando que “a lei dá ao presidente da Câmara oito dias, após receber o requerimento, para marcar a reunião extraordinária”.

“A lei é clara. Vamos aguardar”, disse.

À Lusa, a única vereadora da CDU, Cláudia Marinho, sublinhou que o partido “não é contra a construção dos acessos ao porto de mar”, sendo “um dos objetivos do seu plano de atividade”, mas referiu que “desde início do projeto o partido tem apontado alternativas que nunca foram tidas em conta pela maioria socialista no executivo”.

Cláudia Marinho acrescentou que, “em 2008, no início do projeto, a CDU apresentou soluções, não só relativas a esta situação, e que não foram tidas em conta”.

“Na segunda revisão do projeto, que esteve em discussão pública há mais de dois anos, não foi referido, em concreto, este abate. Não estou a dizer que esta situação não estivesse prevista no projeto, mas não foi clara, nem nunca foi referida. Achamos que era de todo o interesse que isto tivesse sido dito e não escondido”, frisou.

Para a vereadora comunista, ainda há tempo para “contornar” o traçado contestado pela população.

“Basta querer, basta ouvir todos os intervenientes. Pelo que sei a associação de moradores do Cabedelo não foi ouvida. A Junta de Freguesia de Darque deu sugestões, na altura em que tinha de as dar, mas nunca foram acatadas. É um facto recorrente porque o executivo tem a maioria e muitas vezes não aceita as alternativas e sugestões”, reforçou.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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Viana do Castelo

Viana mantém unidade de saúde no centro cultural se aumentarem casos

Covid-19

em

Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a unidade instalada no centro cultural para receber infetados com covid-19 só será desmontada na última semana de outubro, se a evolução da doença “não ficar descontrolada”.

“Só o vamos desativar na última semana de outubro. Até lá, vamos verificar a evolução da doença. Se a situação estiver controlada desativaremos o espaço. Se estiver descontrolada, naturalmente ficará disponível para que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), se assim o entender, o poder utilizar”, afirmou José Maria Costa à agência Lusa.

O autarca socialista adiantou que, apesar de estar previsto para dia 31 de outubro, naquela sala de espetáculos, um concerto com a banda portuguesa D.A.M.A, o mesmo poderá ser adiado se houver necessidade de manter a unidade de saúde instalada.

“Se verificarmos que há risco acrescido de uma evolução negativa [covid-19], não vamos fazer o espetáculo e continuaremos a ter disponível aquele espaço”, disse.

O concerto com os D.A.M.A esteve inicialmente marcado para março, mas foi cancelado devido à pandemia do novo coronavírus.

Aquela unidade de saúde de retaguarda, com 200 camas, foi instalada em abril na maior sala de espetáculos do Alto Minho para receber idosos infetados com covid-19, evitando a sua permanência em lares, num investimento de 16 mil euros.

O espaço não chegou a ser utlizado para esse fim, mas acolheu recentemente, segundo José Maria Costa, bombeiros de várias corporações do país que auxiliaram no combate a incêndios que assolaram a região.

Questionado pela Lusa a propósito de medidas que o município planeia tomar para enfrentar uma eventual nova onda da covid-19, José Maria Costa destacou o “reforço do nível de segurança e prevenção individual”.

O autarca apelou “ao uso da máscara de proteção nos espaços públicos, ao cumprimento do distanciamento social e à não realização de convívios ou situações que possam representar risco”.

“Neste momento a nossa preocupação passou ainda por garantir reservas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), em ‘stock’ nos nossos armazéns, para suprir as necessidades da Câmara e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e por termos toda a estrutura do serviço municipal de proteção civil disponível para, se for necessário, entrar em funcionamento”, especificou.

José Maria Costa, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto disse que, no seio daquela estrutura que agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, é realizada semanalmente uma reunião com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

“Nessas reuniões tomamos conhecimento da evolução da doença e logo que surja uma situação mais crítica acionarei o gabinete de emergência”, reforçou.

O autarca socialista garantiu que as “forças de primeira intervenção” do concelho de Viana do Castelo estão hoje “muito mais bem equipadas e treinadas”, para enfrentar uma eventual nova vaga da doença, apontando como exemplos as duas corporações de bombeiros e a Cruz Vermelha.

“Temos já muita experiência na adequação dos sistemas de desinfeção e de proteção individual. No âmbito do nosso gabinete de emergência temos previsto um conjunto de outras soluções, como voluntários e a rentabilização de equipamentos municipais para fornecimento de refeições ou outro tipo de apoio”, disse.

A Lusa também questionou a ULSAM sobre as medidas que estará a implementar para enfrentar uma segunda vaga da doença, mas até ao momento não obteve resposta.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.936 pessoas dos 72.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Viana do Castelo

Concelho de Viana com 45 casos ativos, 18 mortos e 271 recuperados

Pandemia

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Foto: O MINHO

O concelho de Viana do Castelo registava, até às 17:00 horas desta sexta-feira, 45 casos ativos de covid-19, disse a O MINHO fonte da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

A capital do Alto Minho regista ainda 271 casos dados como recuperados, num total de 334 infeções pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Há ainda a lamentar 18 óbitos.

Segundo a mesma fonte, o distrito de Viana do Castelo regista, até à mesma data, 215 casos de infeção ativa por entre a população. 717 já recuperaram e 58 morreram.

O Alto Minho regista o total de 990 infeções desde o início da pandemia.

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Viana do Castelo

Estacionamento gratuito até final do ano em Viana do Castelo

Medida de mitigação do impacto económico da pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje a isenção de pagamento de estacionamento na via pública (parquímetros) e na utilização do Parque de Estacionamento do Campo d’Agonia (PECA) até final do mês de dezembro.

Em comunicado, o município adiantou que a medida foi aprovada, na quinta-feira, em reunião camarária, no âmbito das medidas de mitigação do impacto económico e social da covid-19.

O executivo aprovou também a isenção de taxas de ocupação do domínio público, taxas de concessão e rendas de aluguer até ao final do mês de dezembro nos bares e espaços de restauração, posto de Turismo “Welcome Center” e empresas instaladas no parque empresarial da Praia Norte (a isenção corresponde a 50% do valor da taxa liquidada, percentagem de receita retida pelo Município; restantes 50% são receita da Administração Portos Douro, Leixões e Viana do Castelo).

São ainda abrangidas pela medida a incubadora, o mercado municipal, a feira semanal e terrado do mercado, sendo que as medidas de isenção de taxas de rendas de aluguer abrangem 30 empresas do concelho.

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