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Alto Minho

PSD de Viana lamenta alegada recusa do PS em auditar finanças da câmara

Vereadores do partido não formalizaram qualquer pedido, segundo garantem

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Foto: DR / Arquivo

O PSD de Viana do Castelo lamentou hoje que a câmara, de maioria PS, tenha recusado uma proposta para auditar as finanças municipais, iniciativa que os dois vereadores social-democratas garantem não ter formalizado.


“O PSD de Viana do Castelo lamenta que o senhor presidente da câmara municipal tenha recusado a proposta de realização de uma auditoria externa às finanças municipais, com particular ênfase nos lapsos financeiros que se têm verificado, na dimensão do passivo em função da dívida existente e dos compromissos totais assumidos, apresentada na última reunião do executivo”, refere o comunicado hoje enviado pela concelhia, liderada por Eduardo Teixeira.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora do PSD na autarquia, Cristina Veiga, afirmou que, “de forma vinculativa, não houve nenhuma auditoria pedida pelos dois vereadores que integram a bancada”, referindo-se ao colega, Hermenegildo Costa.

Na semana passada, a concelhia propôs “uma auditoria externa imediata às finanças municipais”, na sequência de um erro de digitação que a câmara admitiu ter ocorrido num contrato.

Em causa está o contrato para aquisição de um serviço de jantar da Gala do Desporto, que o município promove anualmente para homenagear os campeões do concelho, e que foi publicado na plataforma eletrónica de contratação pública como tendo custado mais de 1,3 milhões de euros, quando foi adjudicado pelo preço contratual de 13.407,80 euros.

Não, o jantar da gala do desporto em Viana não custou mais de um milhão de euros

Na ocasião, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento efetuado pela Lusa, a autarquia presidida pelo socialista José Maria Costa explicou que, “efetivamente, e no que toca aos procedimentos concursais aludidos, existem erros de digitação, mas não processuais, ou seja, os procedimentos foram bem instruídos e são legais”.

Hoje, Cristina Veiga disse que terem sido dadas indicações pela concelhia do PSD aos dois vereadores no executivo municipal para que, na reunião camarária da última quinta-feira, realizada por videoconferência, propusessem a realização da auditoria, o que não veio a ocorrer.

“Os vereadores, após uma análise detalhada dos contratos, concluíram que não há qualquer possibilidade de haver outra coisa que não seja um erro grosseiro de processamento. Perante esse facto não foi feito o pedido da auditoria”, afirmou Cristina Veiga.

Fonte camarária hoje contactada pela Lusa adiantou “não constar da ata da reunião do executivo municipal de quinta-feira qualquer proposta do PSD para a realização de uma auditoria às contas da autarquia da capital do Alto Minho”.

No comunicado hoje enviado à imprensa, a concelhia presidida pelo também deputado eleito pelo círculo de Viana do Castelo refere que, “na hora da saída, o senhor presidente tinha a obrigação de prestar contas”.

“Infelizmente, sabemos agora que as contas municipais continuarão mascaradas até ao final do mandato. A somar a isto, não se vislumbra qualquer quarentena ou contenção nos ajustes diretos (instrumento legal para uso em situações excecionais) em compras de bens e serviços por parte do executivo”, adianta o documento.

O PSD disse ter “verificado a identificação do mesmo número de identificação fiscal referenciado para duas denominações de empresas distintas, uma destas contratada, em 2017, para uma prestação de serviços de impressão, no valor de cerca de 30.735 euros”.

“Para além disso, o proprietário destas é um dos fornecedores, direta e indiretamente, com mais faturação acumulada (mais de meio milhão de euros), neste tipo de serviços, nos dois últimos mandatos da câmara municipal”, refere.

A Lusa tentou contactar o presidente da câmara, sem sucesso.

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Alto Minho

Líder do CDS diz em Viana que “braço da geringonça parece estar cada vez mais largo”

Política

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Foto: DR

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, afirmou hoje, em Viana do Castelo, que “o braço da geringonça” parece estar cada vez maior, aludindo assim à posição do PSD em relação ao Orçamento Suplementar.

Questionado pelos jornalistas acerca da discussão e votação do Orçamento suplementar e da colaboração do PSD para a viabilização do documento, através da abstenção, Francisco Rodrigues dos Santos comentou que “há um género de colaborações patrióticas que mais parecem coligações exóticas”.

“Parece que há um género de colaborações patrióticas que mais parecem coligações exóticas e que o braço da geringonça está cada vez mais largo. Como não sou conselheiro sentimental do bloco central, a única garantia que posso dar é que, da parte do CDS, queremos mais e melhor oposição, não queremos menos nem pior oposição ao governo socialista”, referiu.

Francisco Rodrigues dos Santos referia-se não só à viabilização do Orçamento Suplementar, mas também às posições do PSD nos debates quinzenais no parlamento e também no caso da ida do ex-ministro para o Banco de Portugal.

A Assembleia da República aprovou hoje, em votação final global, a proposta de Orçamento Suplementar do Governo, que se destina a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia da covid-19.

A proposta foi aprovada apenas com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD, BE e PAN e os votos contra do PCP, CDS-PP, PEV, Iniciativa Liberal e Chega.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN) absteve-se e Joacine Katar Moreira (ex-Livre) estava ausente no momento da votação.

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Alto Minho

Caminha reinventa programação cultural de verão em tempo de pandemia

Cartaz cultural

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Foto: Divulgação / CM Caminha

“Drive In Vilar de Mouros”, com cinema ao ar livre, “Lar Sustenido”, com música nos lares de idosos, e os concertos “Vilas People” são destaques da programação cultural do ‘Verão 2020’ em “tempos de cólera”, em Caminha.

“A cultura aqui em Caminha não está em confinamento. A cultura vai estar na rua e preparamos um programa forte para este verão de 2020 que passa por manter alguns eventos habituais, mas de uma forma completamente diferente”, com uma “programação cultural nova, forte, que quer simbolizar a ideia de resgatarmos o quotidiano”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

Este ano, para cumprir as regras de segurança emanadas pelo Direção-Geral da Saúde (DGS), no combate à covid-19, eventos como Feira Medieval, Festival de Espadarte ou Festival de Vilar de Mouros não se vão realizar. Todavia, a “cultura não está em confinamento”, e o município reinventou uma programação cultural para os “tempos de cólera” a rondar os 250 mil euros, um valor idêntico ao que investia na Feira Medieval, explicou o autarca.

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

“Em tempos de cólera temos de apresentar medidas excecionais, temos que encontrar soluções e foi isso que fizemos. Reinventar o nosso Dão, reinventar a nossa programação cultural, mantendo Caminha como um destino de confiança”, declarou hoje Miguel Alves, numa entrevista telefónica à Lusa, no âmbito do anúncio oficial da programação cultural ‘Verão 2020′, referindo que o concelho de Caminha tem 17 mil habitantes e, “felizmente”, “não apresenta, de momento, casos ativos de covid-19”,

O “Drive In Vilar de Mouros” é um dos destaques elencados pelo autarca. A iniciativa vai decorrer entre 23 a 29 de agosto, no mesmo espaço do festival, organizado pela Câmara de Caminha e pelos mesmos produtores do Festival Vilar de Mouros.

Vai haver um “palco em sistema de ‘drive in’”, como se conhece da América do Norte, onde se oferece a possibilidade de dentro dos carros as pessoas poderem assistir a concertos musicais, a ‘stand-up comedy’, a espetáculos para crianças, apresentação de DJ, num espaço absolutamente controlado do ponto de vista sanitário”, descreveu Miguel Alves.

Entre um bloco de 10 projetos incluídos no programa cultural ‘Verão 2020’, o “Lar Sustenido” é também uma iniciativa que o autarca destacou e que tem o objetivo de oferecer concertos da Banda Filarmónica de Lanhelas, por exemplo, aos idosos que vivem em lares e que foram as pessoas que “estiveram debaixo de fogo” durante a pandemia.

“É um prémio, um mimo que damos aos nossos velhinhos que têm estado a combater estoicamente (…) esta pandemia”, referiu.

“Vilas People” é um conjunto de oito concertos, a acontecer em Caminha e em Vila Praia de Âncora, que arranca a 18 de julho, com a atuação de Tiago Bettencourt a tocar Bob Dylan, no Convento de Santo António, em Caminha.

Inserido no “Vilas People” vai também atuar The Legendary Tigerman, no dia 25 de julho, no Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, Úxia, a 1 de agosto, no Largo Calouste Gulbenkian, em Caminha, e Toy a tocar músicas de Elton John, a 12 de setembro, na praça da República, em Vila Praia de Âncora, entre outros.

Estes concertos realizam-se às 22:00.

“Quatro Quartas de Jazz” é outra proposta cultural e decorre durante os meses de julho e agosto. Vai permitir que um quarteto de jazz de músicos do concelho de Caminha tome conta das praças de Caminha, Vila Praia de Âncora e de Moledo, “apresentando-se com este timbre do jazz”, acrescentou Miguel Alves.

Com o lema “Concelho de Caminha, Destino de Confiança / A mesma marca em tempos diferentes”, o verão de 2020 também vai oferecer “Cultura de Rua”, um conjunto de 20 eventos, sejam de música ou magia, que vão acontecer de surpresa aos habitantes, seja à saída da praia, da igreja ou junto a uma esplanada, descreveu o autarca.

Uma exposição do artista Pedro Cabrita Reis, com o apoio da Fundação de Serralves, será inaugurada no Museu Municipal de Caminha, a 7 de agosto, e poderá ser vista até meados de outono, em 28 de novembro.

Entre as iniciativas do ‘Verão 2020’, em Caminha, conta-se ainda a “Biblioteca 4L – Leitura sobre Rodas”, que leva livros a várias partes do concelho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas, em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.587 pessoas das 42.782 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da DGS, hoje divulgado.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia, em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Alto Minho

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Caminha anunciou, esta quinta-feira, a programação cultural de verão, que inclui um evento drive-in especial nas mesmas datas em que se realizaria o festival de Vilar de Mouros.

O festival, que contava no seu cartaz com artistas como Placebo ou Iggy Pop, foi cancelado devido à pandemia da Covid-19, à semelhança de muitos outros festivais de verão.

Prometendo mais detalhes para breve, o presidente da Câmara, Miguel Alves, adiantou que esteve evento, que decorrerá de 24 a 29 de agosto, será composto por concertos ao vivo, sessões de DJ, cinema, espetáculos para crianças e stand-up comedy, com horários repartidos pelo “final de tarde, noite e extra noite”.

Segundo a autarquia, o programa de verão apresentado é “arrojado” e adaptado às imposições da DGS, que pretende “resgatar a cultura para o nosso concelho e mostrar que o Concelho de Caminha é um Destino de Confiança.

“É um programa de excelência em tempos de covid. Nós não devemos ficar fechados em casa. Essa não é a solução neste momento. Nós temos de abrir as portas das nossas casas, abrir as portas das nossas lojas, dos nossos hotéis e abrir as nossas ruas. É isso que vamos fazer com a programação cultural. Lançar atividades, promover o nosso território, dar conteúdos às pessoas que vem visitar o nosso território e atrair as pessoas para aqui estarem dentro das condições da DGS”, acrescentou apontou Miguel Alves.

O presidente da Câmara sublinhou que “há eventos típicos do concelho de Caminha que acontecem no verão que são impossíveis de manter, como são os casos do Festival do Espadarte, Festival de Vilar de Mouros e festas e romarias”, acrescentando que “há outros que vão acontecer de forma diferente, o que permitirá manter acesa uma chama que nos levará para as próximas edições, são os casos do Artbeerfest e da Feira Medieval”.

Enfatizou ainda que as festas religiosas como a Romaria de São João d’Arga, Festa de Nossa Senhora da Bonança, Santa Rita de Cássia, São Bento, Nossa Senhora ao Pé da Cruz não se vão realizar com a dinâmica habitual, mas serão apoiadas as celebrações religiosas.

Miguel Alves destacou o dia 8 de julho, dia em que se assinala o 96º aniversário de elevação de Vila Praia de Âncora. O Município vai marcar a data com o espetáculo “Centenário de Amália Rodrigues”, com Pedro Miguel Nunes, Artur Caldeira e Daniel Paredes, que terá lugar no Cineteatro de Vila Praia de Âncora, pelas 21:30.

Outro dos eventos que vai decorrer de forma diferente é a Arte na Leira. Esta edição terá lugar de 20 de julho a 23 de agosto, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, num formato mais reduzido.

A Feira Medieval vai ser lembrada no dia 24 de julho, Dia do Foral de Caminha, com a iniciativa Caminha Medieval “A organização do exército do rei em finais da Idade Média – algumas notas sobre o contributo de Caminha”, a cargo de Leandro Ribeiro Ferreira, investigador doutorado na Universidade do Porto e na Fundação para a Ciência e Tecnologia. No dia 25 de julho, Dia de Santiago, terá lugar uma caminhada com o historiador Joel Cleto.

Para além dos eventos acima referidos, o Programa Cultural Verão 2020 é composto por 10 projetos culturais com o mote de “resgatar o nosso quotidiano”.

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