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PSD de Caminha diz que proposta de revisão do PDM é “restritiva e limitadora”

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O PSD de Caminha defendeu, esta quarta-feira, que a proposta de revisão do PDM, que vai entrar em discussão pública a 31 de agosto, “é restritiva e limitadora da capacidade de desenvolvimento económico e social do concelho”.

Em comunicado, aquela força partidária apelou à participação da população na discussão pública do documento, que vai prolongar-se por um período de 30 dias, por considerar que a proposta “tem alterações que irão prejudicar os munícipes assim como discrepâncias graves entre as diversas peças gráficas”.

“Para além da distribuição e localização geográfica dos espaços destinados a atividades económicas (indústria e equipamentos turísticos, fundamentalmente), ser muito discutível, há, em nosso entender, opções do atual executivo que são de todo lamentáveis e redutoras”, sustentou o PSD local.

A abertura da discussão pública daquele documento foi aprovada pela Câmara de Caminha, por unanimidade, em reunião extraordinária do executivo, realizada no passado dia 10.

Esta quarta, os social-democratas afirmaram ser ” preocupante a limitação da impermeabilização do solo a 50 % e a área de construção a 30 % nos espaços destinados a atividades económicas e industriais”.

“Todos temos a noção de que estas atividades necessitam de uma grande área edificada e de espaços para aparcamento para funcionários e visitantes. Conhecendo o relevo e a morfologia do nosso concelho, perguntamos: Onde será possível edificar uma construção industrial, de pequena dimensão que ocupe, por exemplo, 3.000 metros quadrados”, questiona aquele partido.

Outra das preocupações do PSD prende-se “com os espaços destinados a construção, no atual PDM com índices de 30% e 50% e, na revisão que vai estar em consulta pública, com “somente 20% da área da propriedade”.

Para o PSD, “além da redução dos índices construtivos ainda há que ter atenção os diversos condicionalismos impostos, nomeadamente os relativos à proximidade com áreas florestais”.

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves afirmou que o PSD “devia ter aprendido a reagir à obra da Câmara depois de estudar os assuntos e, sobretudo, sem ressentimentos”.

“O PSD teve dez anos para promover a revisão do PDM que faz agora 20 anos. Não cumpriu a lei que obriga a rever o PDM por pura incompetência”, referiu.

Para Miguel Alves, a proposta de revisão daquele documento é “sustentada, tem em consideração a ambição do concelho em crescer do ponto de vista comercial, industrial e populacional e é respeitador de critérios de sustentabilidade que pretendem evitar o uso abusivo de áreas rurais e florestais”.

“Os vereadores do PSD estiveram calados na reunião de Câmara em que aprovaram a submissão da nova proposta do PDM a consulta pública e agora lançam argumentos que juntam confusão e falsidade na expectativa de que alguma coisa fique na defesa de interesses específicos que não são os da população em geral”, frisou, acrescentando que “aguardará pelo contributo do PSD em sede de discussão pública”.

“Não cumpriram com o seu dever durante dez anos nem discutiram a proposta em reunião de Câmara, espero que possam agora contribuir para um documento tão importante para o concelho de Caminha”, disse.

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