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PSD de Caminha acusa maioria socialista de “adulterar” relatório e contas

Alto Minho

PSD de Caminha acusa maioria socialista de “adulterar” relatório e contas

O PSD de Caminha acusou hoje a maioria socialista na Câmara de “adulterar” o relatório e contas de 2014 a submeter à Assembleia Municipal, o que o presidente já desmentiu, garantindo tratar-se do mesmo documento aprovado pelo executivo.

Em comunicado hoje enviado à agência Lusa o PSD acusou o executivo liderado pelo socialista Miguel Alves de “ultrapassar todos os limites, querendo aprovar em Assembleia Municipal, na segunda-feira, um documento que não corresponde ao que foi aprovado em Reunião de Câmara”.

“Por requerimento do PSD o presidente da Assembleia Municipal foi obrigado a suspender a sessão de trabalhos porque o executivo enviou para apreciação de Assembleia Municipal um relatório de prestação de contas adulterado”, sustentam os social-democratas naquela nota.

Argumentam que o autarca” martela as contas contabilizando dados de uns anos para os outros de forma diferente e altera documentos com a inclusão de dados e quadros novos”.

Contactado pela Lusa, Miguel Alves garantiu que o documento levado para apreciação daquele órgão autárquico “é exatamente igual ao que foi aprovado em reunião de Câmara e que consta da ata em minuta” do passado dia 01 de abril.

“Estou perfeitamente tranquilo porque cumpro a lei em prol do concelho de Caminha. Não estou disponível para atender ao grau zero do debate político e democrático que o PSD está habituado a fazer”, sustentou Miguel Alves que acusou o PSD de o terem “insultado de todas as formas e feitios”.

“O lugar da infâmia não é no debate político, é nos Tribunais”, sustentou, adiantando que face “à inexistência de qualquer erro” no Relatório de Atividades e Contas de Gerência de 2014 “não faz sentido convocar uma reunião extraordinária” para aprovação daquele documento.

Miguel Alves disse já ter comunicado esta posição ao presidente da Assembleia Municipal “consubstanciada num parecer técnico da chefe de divisão de Finanças e num parecer jurídico interno”.

“Nenhuma razão se vislumbra para que a Câmara Municipal tenha que convocar uma reunião extraordinária para aprovar um documento de prestação de contas exatamente igual ao documento de prestação de contas já aprovado”. A sessão suspensa na segunda-feira será retomada, na próxima sexta-feira, no mesmo ponto da ordem de trabalhos.

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