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Braga

PSD considera “absolutamente inaceitável” greve no Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: Facebook

O deputado do PSD Ricardo Baptista Leite considerou, esta quarta-feira, “absolutamente inaceitável” que trabalhadores do Hospital de Braga tenham optado por fazer greve em pleno contexto de surto epidémico e apelou aos profissionais para ficarem “junto de quem precisa”.

“Não vamos hoje discutir os problemas resultantes da nacionalização da gestão, haverá tempo para isso e eventualmente haverá argumentos dos trabalhadores que façam sentido do ponto de vista de invocar da greve, mas é absolutamente inaceitável que trabalhadores do Hospital de Braga tenham optado por fazer greve em pleno contexto de surto epidémico”, afirmou o deputado e médico na Comissão de Saúde, onde a ministra da Saúde, Marta Temido, está a ser ouvida numa audição regimental.

Ricardo Baptista Leite comparou esta situação como se estivesse a assistir a “uma greve de bombeiros em Lisboa enquanto corressem incêndios em Pedrógão”.

“Não se consegue compreender e, por isso, deixo um apelo aos trabalhadores para que, independentemente das suas razões, não deixem de trabalhar, não deixem de estar junto das populações, não deixem de estar junto de quem precisa”, sublinhou.

Apelou ainda à ministra da Saúde para que anuncie que as negociações do contrato coletivo de trabalho possam ser adiados para depois da epidemia, uma vez que não há “a resposta que é necessário no terreno”.

“Precisamos de profissionais de saúde no hospital não no piquete de greve”, num esforço conjunto para se estar “um passo à frente do coronavírus”.

O deputado alertou ainda para o facto de haver relatos de escolas e universidades fechadas e “discotecas cheias”.

“Temos que apelar a que as pessoas se isolam socialmente, e portanto, apelamos que fiquem em casa e o mesmo se aplica a outros eventos sociais”, salientou.

Disse ainda não compreender “como é que se vê uma Moda Lisboa cheio de pessoas” que se estão a colocar em risco.

“Jovens e adultos ativos não estão em grande risco mas arriscamo-nos a infetar aqueles que estão mais velhos, mais vulneráveis”, vincou, mostrando a disponibilidade do PSD para “apoiar naquilo que for necessário”.

“O país encontra-se de facto num estado de emergência. Estamos num estado de guerra contra o coronavírus e portanto este não é um tempo de avaliação política”, que será feita depois de a epidemia passar, “mas este não é o momento dos partidos”.

“Este é o momento para nos unirmos para garantir que continuamos um passo à frente do coronavírus”, disse, rematando que o único tratamento que está agora ao alcance é “adiar ao máximo possível o número de novos casos para não esgotar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

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Braga

Braga com viatura adaptada para desinfeção de ruas

Covid-19

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Foto: Divulgação / AGERE

Uma viatura adaptada à desinfeção de ruas está, desde este sábado, ao serviço do concelho de Braga, após reforço da AGERE.

A adaptação da viatura foi levada a cabo pela Perfect Eventos, Braga Eventos e Uselabel, segundo informa a empresa responsável pelos resíduos e limpeza de ruas no concelho bracarenses.

Com esta nova viatura, a AGERE passa a colaborar ativamente com as juntas de freguesia para a desinfeção de espaços públicos, embora a medida não seja recomendada pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

Desinfeção das ruas sem efeito na contenção do contágio, diz DGS: “Não é uma medida que se recomende”

A diretora geral da saúde afirmou no passado dia 25 de março que não há evidência científica que as desinfeções de vias e espaços públicos sejam eficazes contra o contágio pelo novo coronavírus.

“Para a doença covid-19 não há nenhuma evidência científica que sejam eficazes [as desinfeções] e portanto não é uma medida que se recomende”, afirmou Graças Freitas na conferência de imprensa diária no Ministério da Saúde, em Lisboa.

Para a diretora-geral da saúde, “não é prioritário ter trabalhadores a desinfetar ruas”, para combater o contágio pelo novo coronavírus, como acontece em algumas autarquias, porque não há qualquer certeza que tenha influência.

“O que vai travar a covid-19 é estarmos distantes uns dos outros”, frisou Graça Freitas.

 

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Braga

Estafeta da Telepizza ferido após despiste na circular em Braga

Acidentes

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Foto: O MINHO

Um jovem de 27 anos, estafeta da cadeia de restaurantes Telepizza, sofreu ferimentos na sequência de um despiste ao final da tarde deste sábado, na entrada da circular urbana de Braga, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

O condutor seguia na descida proveniente do Hospital de Braga quando, por motivos desconhecidos, entrou em despiste, já na entrada da variante do Braga Parque.

Apesar do aparato, o jovem acabou por sofrer apenas escoriações nos membros superiores e inferiores, sendo estabilizado no local pelos Bombeiros Voluntários de Braga, que fizeram o transporte da vítima para o Hospital de Braga.

A PSP de Braga registou a ocorrência.

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Braga

Sete suspeitos de tráfico vão ser libertados por falta de espaço na cadeia de Braga

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Sete jovens suspeitos de tráfico de droga vão ser libertados da medida de prisão preventiva por ordem da juíza que conduz o processo, uma vez que, diz a magistrada, a cadeia de Braga não dispõe das condições de distanciamento impostas pelo decreto do Governo, para combater a pandemia de covid-19.

Segundo escreve o Jornal de Notícias, citando a juíza, a decisão surge após “ter sido declarada pela Organização Mundial de Saúde a pandemia por SARS-CoV-2 (Covid-19), a par do estado de emergência em que nos encontramos e que, com elevada probabilidade, será prolongado a partir dos próximos dias, além do apelo das Organização das Nações Unidas efetuado no tocante à população prisional, em particular os mais vulneráveis”.

Presos preventivamente no Estabelecimento Prisional de Braga, os jovens beneficiam da decisão da juíza por aquela cadeia não comportar condições para “o distanciamento recomendado pela Direção Geral da Saúde e a Organização Mundial de Saúde”, “isto em decorrência da sobrelotação das prisões”, e que pode trazer “consequências gravosas, caso ocorra foco de contaminação”.

Por esta altura, já deveria ser conhecida a sentença do grupo que traficava drogas duras nos distritos de Braga e Porto, mas face às condicionantes impostas pela chegada da covid-19, o julgamento foi sucessivamente adiado.

Ao que apurámos, os jovens ficarão em prisão domiciliária enquanto aguardam o retomar das sessões de tribunal.

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