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Guimarães

Coligação PSD/CDS em Guimarães diz que candidatura de Couros está a “perder prioridade”

Património

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Foto: Rui Dias / O MINHO

A coligação Juntos por Guimarães (PSD/CDS-PP) alegou hoje que o processo de classificação da área de Couros como Património Mundial da UNESCO está a “perder prioridade política”, tendo lamentado a falta de chefia na divisão municipal do centro histórico.

Apesar de ter sido publicada em Diário da República, em 15 de abril, a abertura de procedimento para a ampliação do centro histórico vimaranense, já classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 2001, e da autarquia ter aprovado, em maio, um plano de gestão para aquela área que guarda a memória das indústrias de curtumes, o vereador Ricardo Araújo defendeu a que a candidatura está a “marcar passo”.

“O processo está a perder prioridade política. É isso que nos preocupa. Esta candidatura de Couros a Património Mundial [da UNESCO] é um objetivo estratégico para Guimarães. Esta candidatura tem vindo a marcar passo”, disse, na reunião do executivo municipal.

Para o social-democrata, a autarquia vimaranense está a falhar na esfera “formal e orgânica”, já que a equipa do Gabinete de Couros e Sítios Patrimoniais, criado em 2014 para preparar a candidatura à UNESCO, terminou funções em setembro e está ainda por substituir e a denominada Divisão do Centro Histórico continua sem chefia desde 2007, ano em que Alexandra Gesta deixou a função.

“A Divisão do Centro Histórico continua sem chefe de divisão designado. Já há vários anos que esta situação se verifica. No final de 2020, foi lançado um concurso, mas já passou cerca de um ano e continuamos sem resultado. Estamos a falar de uma divisão estratégica para Guimarães. Isto pode traduzir a perda de importância de um assunto que nos une a todos”, avisou.

Na resposta, a vereadora com os pelouros do Urbanismo e do Centro Histórico, Ana Cotter, adiantou que o resultado do concurso deve ser “conhecido em breve”, apesar da divisão ser coordenada, neste momento, por José Carvalho, um dos engenheiros do município, com a supervisão da vereação.

Recém-eleita pelo PS, a responsável esclareceu que o processo de Couros se reparte em duas candidaturas: a da UNESCO e a de elevação a Monumento Nacional, já que a área outrora dedicada à curtição de peles tem a classificação de Imóvel de Interesse Público desde 1977.

“Os processos estão a avançar, mas não com a mesma intensidade, mas estão a ser trabalhados. Quando temos de responder a entidades externas, há ‘timings’ e constrangimentos. Quando depende de nós, aceleramos”, disse.

A área de Couros integra a lista indicativa de Portugal ao estatuto de Património Mundial da UNESCO desde maio de 2016, com extensão ao centro histórico já classificado.

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