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PSD Barcelos defende urgência de um plano de apoio às empresas

Política

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Foto. Divulgação / PSD Barcelos

A comissão concelhia do PSD em Barcelos manifestou preocupação para com o tecido empresarial do concelho, com “especial relevância” para a indústria têxtil, face às consequências económicas provocadas pela pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Numa nota enviada às redações, aquela comissão política reitera “urgência” na criação de um “plano de apoio ao comércio, restauração e indústria”, deixando o ‘recado’ ao executivo socialista de que é “possível fazer mais”.

Esta tomada de posição surge após reunião com a Associação Comercial e Industrial de Barcelos, onde a concelhia se inteirou “da realidade do Comércio, Restauração e Indústria do concelho”.

“Após uma análise das características do nosso tecido empresarial, atravessando os sectores da indústria (com especial relevância da indústria têxtil) ao comércio em geral, serviços e com atenção ainda à restauração, ficou clara a enorme preocupação que, no presente contexto, assolam as organizações locais de industriais e comerciantes, e das perspectivas no futuro próximo”, refere o comunicado de imprensa.

“Sob pena de não se fazer tudo o que está ao alcance do poder autárquico para evitar a falência de muitas empresas, com o consequente desemprego em que cairão milhares de barcelenses”, o PSD apela à autarquia liderada por Miguel Costa Gomes para que seja célere a acompanhar o que já fazem outras Câmaras no país.

“Por todo o país, assistimos à tomada de decisão de municípios, dos mais variados quadrantes políticos, no sentido de apoiar as empresas face à crise económica derivada da pandemia. A nossa autarquia não pode continuar apática e com medidas avulsas. É preciso fazer mais. É possível fazer mais”, sublinha o documento assinado pela concelhia social-democrata.

“Se nada mais for feito pelas nossas empresas, poderemos concluir que não existe vontade política, nem estratégia por parte da Câmara Municipal de Barcelos”, conclui.

O PSD diz ainda que a autarquia ficou-se por uma promoção “em ambiente digital, cuja bondade podemos aceitar, mas cuja utilidade é questionável”.

“Da medida apresentada, conhecemos a plataforma de uma loja online para o comércio local já em desenvolvimento pela ACIB. Apelamos e propomos à Câmara Municipal que apoie um projeto já existente, local, e que pode assentar na marca Barcelos, pertencente a um parceiro, em vez de apoiar um projeto desligado da nossa realidade”, é referido.

Defendem ainda que o comércio necessita “de um apoio efetivo que aumente as transações junto dos comerciantes locais e que proporcione receitas a curto prazo”.

“Só assim poderemos atenuar o efeito avassalador no desemprego com o encerramento de centenas de lojas e espaços comerciais. Desse apoio, reiteramos a proposta do PSD de atribuir vales para compras no comércio local, à semelhança do que já se faz em várias localidades do país, algumas delas com alguma proximidade ao nosso concelho”, acrescenta.

“O PSD encontra-se disponível para analisar, rever e apoiar a sua implementação, em conjunto com os intervenientes locais, nomeadamente a ACIB”, manifesta o partido

P PSD propõe, ainda, uma revisão ampla do plano estratégico para a economia barcelense, com o objetivo de “a revitalizar e reestruturar, captando novas indústrias para o concelho de Barcelos”.

Alto Minho

Sobe para 11 o número de mortes em lar de Cerveira

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O surto de covid-19 no Lar Maria Luísa, em Vila Nova de Cerveira, provocou a morte a mais três utentes, informou hoje o presidente da Câmara, totalizando 11 óbitos associados à doença causada pelo novo coronavírus.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Nogueira adiantou que, dos três utentes que morreram durante a noite, dois encontravam-se na instituição e um internado no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

“Atualmente, estão quatro internados no hospital e 55 permanecem na Estrutura Residencial para Idosos (ERPI)”, especificou.

“Apelamos à Segurança Social para continuar o apoio de retaguarda médica e enfermagem. Os voluntários estão a ser contactados dia a dia. Apelamos à compreensão de todos”, reforçou o autarca.

O surto que atingiu a instituição teve início no dia 12.

Além dos utentes, 32 de um total de 52 funcionários da instituição – entre administrativos, profissionais de saúde e auxiliares – também se encontram infetados.

A instituição tem atualmente 10 funcionários com baixa médica e apenas 10 no ativo para garantir o funcionamento da instituição.

Foi dotada de uma Brigada de Intervenção Rápida (BIR) composta por dois enfermeiros e três auxiliares e disponibilizado um médico para fazer a avaliação dos utentes.

Anteriormente, Fernando Nogueira disse que o apelo ao voluntariado lançado na terça-feira teve “resposta pronta”, estando a ser gerido diariamente pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, mediante as necessidades e distribuição de horários”.

Desde domingo e até terça-feira, chegam sete estudantes de enfermagem do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, que se voluntariaram para apoiar a combater o surto no Lar Maria Luísa.

Da Galiza, o município do Alto Minho recebeu “pelo menos três contactos, sendo um com disponibilidade imediata”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.121.070 mortos resultantes de mais de 98,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.469 pessoas dos 636.190 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Descoberta de calçada romana obriga a desviar ligação de Paredes de Coura à A3

Formariz

Foto: DR / Arquivo

O traçado inicial da ligação rodoviária do parque empresarial de Formariz, em Paredes de Coura, à Autoestrada 3 (A3), vai ser “ajustado” para garantir a preservação de uma calçada romana encontrada durante a execução da obra.

“A nossa identidade e as nossas raízes, enquanto comunidade, estão intimamente ligadas aos nossos vestígios civilizacionais. Ao preservá-las, cuidamos da nossa memória e conferimos sentido e compreensão à nossa história”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Paredes de Coura.

Em declarações à Lusa, Vítor Paulo Pereira explicou que o achado arqueológico integra “cerca de 45 metros de lajeados de calçada com pequenos muros de contenção e afloramentos rochosos com marcas de entalhes para possibilitar a sua passagem”.

Explicou que a solução encontrada, em articulação com a Infraestruturas de Portugal (IP) e que já recebeu parecer favorável da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), “implicará um ajuste ao traçado da nova via neste local, por forma a preservar o lajeado de calçada romana”.

Segundo Vítor Paulo Pereira, a solução representará, “necessariamente, algum esforço financeiro acrescido, que se perspetiva limitado”, sem especificar o montante.

“A Câmara de Paredes de Coura e a IP consideraram fundamental para conseguir o compromisso necessário entre o respeito pelo passado e anseio pelo futuro”, sustentou.

Segundo o autarca socialista, aquela solução “já obteve parecer favorável da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) e prevê ainda “um ajuste no restabelecimento inicialmente projetado para o Caminho de Santiago de Compostela”, na Galiza, Espanha.

“Designadamente a colocação de uma passagem superior (ponte) em madeira sobre a nova via, a qual passará, nesta solução, a estar alinhada com o traçado original da Via Romana e Caminho de Santiago e a preservação completa, no mesmo local, dos 45 metros de extensão do lajeado da calçada romana. Implica também a escavação arqueológica, caracterização e valorização deste achado arqueológico”, especificou.

Vítor Paulo Pereira acrescentou que o parecer da DRCN, emitido no dia 18, “implica também a escavação arqueológica, caracterização e valorização do achado arqueológico”.

“A solução encontrada mostra o empenho da IP na salvaguarda e preservação do nosso património, num quadro em que DRCN teve um papel decisivo e muito importante. Estamos muito gratos às duas instituições porque foram ágeis e diligentes numa solução que satisfaz todos os intervenientes”, reforçou.

A construção da ligação rodoviária do parque empresarial de Formariz, em Paredes de Coura, à A3 foi iniciada em junho último e tem conclusão prevista para dezembro.

O acesso rodoviário, reclamado há mais de cinco décadas por autarcas e empresários, tem cerca de 8,8 quilómetros de extensão, e irá ligar o parque empresarial de Formariz à A3, ao nó de Sapardos, em Vila Nova de Cerveira, também no distrito de Viana do Castelo.

O investimento, de nove milhões de euros, é financiado pelo Programa de Valorização de Áreas Empresariais, lançado pelo Governo em fevereiro de 2017.

O “relatório realizado por uma equipa de arqueólogos antes do início da obra identificou vários valores patrimoniais com impacto direto na construção daquela ligação”.

“Entre eles foi identificado, na freguesia de Cossourado, num troço com cerca de 400 metros de extensão, entre a Capela de São Bento e até ao limite do concelho com Valença, numa zona em que é defendido que o Caminho de Santiago de Compostela coincide com a Via Romana XIX, cerca de 45 metros de lajeados de calçada com pequenos muros de contenção e afloramentos rochosos com marcas de entalhes para possibilitar a sua passagem”, explicou.

Vítor Paulo Pereira referiu que, “atendendo à importância deste achado arqueológico, a DRCN pediu que fossem consideradas medidas de proteção que não interferissem com o valor patrimonial daquele local, tendo sido suspensos todos os trabalhos nessa frente de obra”.

“Após várias reuniões que conjugaram esforços da IP, da Câmara e da DRCN, foram apresentadas diversas alternativas de alteração ao projeto – todas com o objetivo de salvaguardar a afetação do lajeado da Via Romana XIX e, simultaneamente, viabilizar a obra da ligação”.

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Guimarães

Carro completamente destruído pelas chamas em Guimarães

Esta madrugada

Foto: Guimarães Digital

Um carro ficou totalmente destruído pelas chamas, na madrugada desta segunda-feira, na Rua das Tumbas, freguesia da Costa, em Guimarães.

Segundo o Guimarães Digital, do Grupo Santiago, que avança a notícia, o incêndio atingiu ainda uma outra viatura.

O alerta foi dado à 01:20.

Os Bombeiros de Guimarães mobilizaram quatro operacionais e uma viatura.

Desconhecem-se as causas do incêndio.

A PSP registou a ocorrência.

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