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Cávado

PSD Barcelos acusa PS de colocar interesses do partido à frente do normal funcionamento da Câmara

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O PSD Barcelos acusou o PS de colocar os interesses e a agenda política do Partido Socialista à frente do normal funcionamento da Câmara Municipal.

Em comunicado, enviado esta terça-feira, o PSD manifestou apreensão pela postura do executivo PS no que diz respeito à nomeação de responsáveis para a administração da empresa municipal EMEC.

Em causa está a reprovação da proposta de nomeação de dois vogais para a administração da EMEC, apresentada por Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara Municipal de Barcelos, esta segunda-feira, e reprovada pelos vereadores socialistas Domingos Pereira, Carlos Brito, Alexandre Maciel e Elisa Braga.

A forma incoerente como os vereadores reprovaram a proposta apresentada pelo presidente Miguel Costa Gomes, sustentada num parecer emitido pela sociedade de Advogados que emite pareceres jurídicos para o executivo PS desde 2010, é sintomática de que à frente dos interesses dos barcelenses, ou seja, o bom e normal funcionamento da Câmara Municipal, estão os interesses e a agenda do Partido Socialista”, acusa o PSD Barcelos, sublinhando que acham “curioso” que os mesmos vereadores nunca tenham reprovado nenhum parecer da mesma sociedade de Advogados no passado.

O PSD acusou, de igual forma, o Partido Socialista de incoerência, afirmando que os mesmos criticaram e reclamaram a extinção das Empresas Municipais, nomeadamente da EMEC, dizendo que se tratava de “sorvedouros de dinheiros públicos” que apenas serviam para colocar “pessoal político do PSD”, contudo, 7 anos depois, não foram “capazes de mostrar coerência” relativamente a este assunto.

Passados que estão 7 anos, o Partido Socialista, Miguel Costa Gomes e Domingos Pereira, não só não foram capazes de mostrarem coerência com o seu passado, como se encarregaram de encher as empresas municipais com o seu “pessoal político do PS” e não são capazes de assegurar a normal gestão da EMEC-Empresa Municipal de Educação e Cultura e salvaguardar o pagamento dos salários dos funcionários.

Em forma de conclusão, o PSD realçou a sua apreensão relativamente à “luta pelo poder dentro do executivo PS”, e à possibilidade de prejuízos para os colaboradores da EMEC.

“Os Partidos políticos têm como única razão de ser, servir bem as populações e o PSD está apreensivo que a luta pelo poder dentro do executivo PS possa trazer prejuízos para os colaboradores da EMEC, a acrescentar à perseguição pessoal, desqualificação e desvalorização profissional a que dezenas de colaboradores da Câmara têm sido submetidos ao longo de quase 7 anos”, sublinhou o Partido da oposição.

A proposta apresentada por Miguel Costa Gomes, esta segunda-feira, mereceu a abstenção da coligação PSD/CDS e do vereador independente.

Depois do ocorrido, Miguel Costa Gomes acusou os quatro vereadores de “irresponsabilidade extraordinária”, sublinhando que os votos contra vão impossibilitar o pagamento dos salários aos 200 colaboradores da EMEC.

Esta é a primeira consequência política visível da cisão registada no seio da maioria socialista na Câmara de Barcelos, depois de, a 6 de maio, o presidente ter retirado os pelouros ao vereador Domingos Pereira, que fora o seu número dois e que é o presidente da Concelhia socialista.

No mesmo dia, e em solidariedade com Domingos Pereira, Alexandre Maciel, Elisa Braga e Carlos Brito renunciaram aos pelouros que detinham.

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