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Alto Minho

PS questiona Governo sobre reabertura de fronteiras entre Alto Minho e Galiza

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PS questionou hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a abertura e flexibilização de mais pontos de passagem na fronteira entre o Alto Minho e a Galiza, com apenas um devido à pandemia de covid-19.


As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão continuar encerradas até às 00:00 de 15 de junho devido à pandemia de covid-19, segundo a resolução de Conselhos de Ministros publicada, na quarta-feira, em Diário da República.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19, e terminava às 00:00 de quinta-feira este controlo.

No distrito de Viana do Castelo, o único ponto de passagem autorizado é o que liga a cidade de Valença a Tui, na Galiza.

Na pergunta dirigida hoje ao ministro Augusto Santos Silva, os três deputados socialistas eleitos pelo distrito de Viana do Castelo, Marina Gonçalves, Anabela Rodrigues e José Manuel Carpinteira, referem que a reposição de fronteiras entre os dois países constitui uma “exceção ao regime da livre circulação de pessoas na passagem das fronteiras”, lembrando que, “efetuada a reavaliação prevista, o Governo de Portugal decidiu pela sua manutenção até ao momento presente” e que também o Governo de Espanha comunicou em 22 de maio, que “as fronteiras iriam permanecer encerradas até 15 de julho”.

“O Governo tem assumido que está consciente das dificuldades, mas remete a solução para o facto de esta matéria ser do âmbito das relações bilaterais, dependente de acordo com Espanha, indicando que o assunto está a ser devidamente acompanhado”, referem na pergunta hoje enviada a Augusto Santos Silva.

No documento, apontam a posição do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, que manifestou “um profundo mal-estar pela restrição e existência de um único ponto de passagem na fronteira alto-minhota entre Portugal/Espanha, que impossibilita as intensas relações socioeconómicas entre ambas as margens do rio”.

Indicam ainda “a posição do Observatório Transfronteiriço Espanha-Portugal que refere que, dos 60 pontos existentes entre ambos os países, os de Valença-Tui, Cerveira-Tomiño e Monção-Salvaterra estão entre os seis com maior fluxo de tráfego transfronteiriço”.

Face “à possibilidade já colocada pelo Governo de mitigar as medidas que estão em vigor no controlo das fronteiras”, os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viana do Castelo pretendem que “o ministro dos Negócios Estrangeiros esclareça de que forma é que isto se coaduna com a decisão do Governo Espanhol”.

“Pelas características socioeconómicas do Alto Minho Transfronteiriço, e sem prejuízo do controlo de pessoas nos pontos de passagem autorizados, para quando a abertura de mais pontos de passagem na fronteira do rio Minho”, questionam ainda. Portugal contabiliza pelo menos 1.383 mortos associados à covid-19 em 31.946 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 350 casos de infeção (+1,1%).

O número de pessoas hospitalizadas subiu de 512 para 529, das quais 66 se encontram em unidades de cuidados intensivos (mais uma).

O número de doentes recuperados é de 18.911.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.

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Viana do Castelo

Escuteiros, PSP e GNR vão controlar cemitérios de Viana no Dia de Todos os Santos

Covid-19

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Foto: DR

Os cemitérios do concelho de Viana do Castelo vão ficar abertos para o Dia de Todos os Santos, a 01 de novembro, anunciou hoje aquela autarquia do Alto Minho.

Em comunicado, a Câmara de Viana dá conta de uma articulação com as freguesias para criar um plano que “visa assegurar a realização da habitual romagem”, mas “com todos os condicionamentos necessários e acessos controlados”.

Para que tudo decorra “de forma ordeira”, a autarquia vai “solicitar a colaboração dos escuteiros e das forças de segurança, apelando à responsabilidade de todos”.

Recorde-se que na Arquidiocese de Braga, as romagens foram suspensas pelo arcebispo D. Jorge Ortiga, embora este tenha feito um apelo às autarquias para que deixem os cemitérios abertos naquele dia e no Dia de Fieis Defuntos, a 02 de novembro.

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Viana do Castelo

Viana já instalou iluminação de Natal, mas só é ligada a 14 de novembro

Natal

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Fotos: Luís Teixeira / Canal Viana

A Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje um apoio de 209 mil euros à associação empresarial do concelho para a realização de atividades de dinamização do comércio tradicional durante os próximos três meses.

Segundo o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), Manuel Cunha Júnior, as iniciativas começam na última semana deste mês, com um Halloween minhoto, e terminam na primeira quinzena de janeiro de 2021.

O responsável, que falava na sede da instituição, onde decorreu a assinatura do protocolo com a Câmara, referiu que a “aposta forte” será na animação de Natal.

Manuel Cunha Júnior adiantou que, este ano, “as ornamentações natalícias vão abranger mais ruas da cidade do que no ano passado”, e que a iluminação deverá ser ligada no dia 14 de novembro, prolongando-se até ao Dia de Reis.

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

Foto: Luís Teixeira / Canal Viana

“Haverá mais iluminação de Natal em mais ruas que no ano passado, mais dispersa para evitar aglomerações, trazendo gente de forma controlada e segura. As ornamentações começaram a ser montadas, trabalhos que decorrerão durante três semanas. Se não for antes contamos ligar as luzes de Natal no dia 14 de novembro e até 10 de janeiro”, referiu.

O presidente da AVEC disse que se “avizinham tempos complicados”, defendendo que “todos têm de ter muita criatividade e muita resiliência”.

“Isto é uma tempestade que vai passar. Quem se conseguir manter de pé vai sair fortalecido”, disse, referindo-se ao impacto da pandemia de covid-19 no tecido comercial da cidade.

Desfiles de moda “virtuais”, exposições, concursos de montras e eventos gastronómicos são algumas das iniciativas hoje anunciadas durante a assinatura do protocolo de cooperação com a Câmara para a recuperação e reativação do comércio local de Viana do Castelo.

O presidente da Câmara, José Maria Costa, sublinhou que o apoio de 209 mil euros, aprovado na última reunião camarária, pretende “demonstrar a confiança do município no comércio tradicional, essencial na vida da cidade e do concelho e a mostrar aos consumidores que o setor está preparado para os receber, sendo locais seguros”.

“Queremos retomar a confiança dos consumidores, e chamar à atenção dos territórios de proximidade, como a Galiza, criando um clima de segurança em ambiente de grande dificuldade”, reforçou o autarca socialista.

José Maria Costa disse que as ações que estão a ser preparadas pretendem “dinamizar o setor do vestuário, ouro, artesanato, automóvel, restauração e hotelaria”.

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Alto Minho

Vinhos brancos de Portugal e da Galiza encontram-se em Monção e Melgaço

The White Experience

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Foto: DR

Oito produtores de Monção e Melgaço são os anfitriões da The White Experience, uma iniciativa focada nos vinhos brancos, marcada para os dias 24 e 25 e que este ano reunirá 12 produtores de outras Regiões nacionais e da Galiza.

A terceira edição da Monção e Melgaço – The White Experience vai desenrolar-se nas quintas dos oito produtores aderentes e englobará ainda “provas temáticas” no Museu e no Solar do Alvarinho, em Monção e Melgaço respetivamente, concelhos, estes, que são “o principal centro nacional na produção de vinhos brancos”, segundo diz a CVRVV.

A organização está a cargo da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e promete “vinhos brancos com diferentes perfis”, referindo que os produtores participantes estarão de “portas abertas para receber os visitantes entre as 14h30 e as 20 horas durante os dois dias do evento”.

O programa inclui provas no Museu e no Solar do Alvarinho só de vinhos desta casta de Monção e de Melgaço e oriundos de zonas altas e baixa, novos e outros, que serão “comentadas por especialistas”. Nas quintas, as provas incluirão vinhos dos produtores convidados.

“Esta pode ser uma fórmula para o futuro, porque permite uma ligação muito forte ao território”, afirmou à Agência Lusa o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, observando que este ano foram cancelados quase todos as iniciativas públicas ligadas aos vinhos, devido à pandemia, e “o setor está-se a virar para os eventos ao ar livre”.

Os produtores anfitriões e os seus convidados são os seguintes: Quinta de Santiago, de Monção, convida Nuno do Ó e Xurxo Albamar (Galiza), Adega de Monção convida Celso Pereira, Quintas de Melgaço convida António Maçanita, Provam (Monção) convida Quinta das Bágeiras, Quinta das Pereirinhas (Monção) convida Quinta de Lourosa, Anselmo Mendes (Monção) convida Adega Mãe e Niepoort, Soalheiro (Melgaço) convida Susana Esteban e Elogio Pomares (Galiza) e Márcio Lopes (Melgaço) convida Herdade do Rocim e Casa da Passarella.

“Para além das provas, é possível frequentar atividades paralelas desenvolvidas nas quintas dos produtores aderentes como provas verticais ou temáticas e passeios pela vinha”, acrescenta a CVRVV, informando que o bilhete diário tem um custo de 10 euros e dá acesso à marcação de visita e prova de vinhos nos 10 locais do evento.

A organização refere ainda que “a marcação prévia do horário é obrigatória, uma vez que o número de lugares é limitado, de acordo com as orientações da Direcção-Geral de Saúde”.

Manuel Pinheiro disse ainda à Lusa que “as vindimas deste ano” estão a chegar ao fim e revelaram “uvas são de muito boa qualidade”. No que diz respeito à quantidade, “haverá um pequeno aumento nos brancos e uma diminuição nos tintos”.

O primeiro semestre foi “muito mau” em termos de vendas de vinhos verde, mas o acumulado até setembro indica que “a situação está muito próxima” daquela que se verificava no período homólogo de 2019, segundo Manuel Pinheiro. Para este desempenho contribuiu “o vinho rosado”, cujas vendas cresceram “dois dígitos”.

A The White Experience insere-se no esforço promocional da CVRVV de um vinho que está presente em mais de 100 países.

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