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PS pergunta o que teria acontecido ao país com saúde e segurança social privatizadas

Covid-19

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Ana Catarina Mendes. Foto: DR / Arquivo

A líder parlamentar do PS fez hoje uma intervenção marcadamente ideológica, perguntando o que teria acontecido à sociedade portuguesa na resposta à pandemia de covid-19 se os sistemas de saúde e de segurança social estivessem privatizados.


Ana Catarina Mendes abriu a interpelação do PS ao Governo, no parlamento, com um discurso em defesa do Estado social e acentuando que a unidade nacional verificada na resposta à pandemia não deve esconder diferenças de caráter programático, até porque, mesmo com o país em estado de emergência, “a democracia nunca esteve suspensa”.

Com os ministros das Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Saúde, Marta Temido, e da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sentados na bancada do Governo, Ana Catarina Mendes fez depois um ataque cerrado às teses neoliberais.

“Uma das lições que podemos tirar destes últimos tempos é a absoluta necessidade de termos um Estado social forte para garantir a todos uma vida decente e justa. Aqueles que desvalorizam o Estado e o papel do Estado social nos últimos anos tiveram a prova de que estavam equivocados”, sustentou, recebendo palmas dos deputados socialistas.

A presidente do Grupo Parlamentar do PS defendeu então que a realidade demonstrou, “para quem dúvidas tinha, como é necessário um Estado social forte para garantir a todos uma vida decente e justa”.

“Aos que defendem um Estado mínimo nós respondemos com o Estado de bem-estar social com serviços públicos fortes que respondem em situação normal e, ainda mais, em momentos de crise como estes meses têm demonstrado. Foi a existência de um Estado social – e não de um Estado assistencialista – que permitiu, desde logo, a resposta sanitária à pandemia através da mobilização do Serviço Nacional de Saúde”, disse, em novo recado dirigido às bancadas à direita do PS.

Neste contexto, Ana Catarina Mendes sustentou que já antes da pandemia estava em curso “um compromisso com o reforço do investimento no Serviço Nacional de Saúde”.

“Tínhamos razão na prioridade, que não desapareceu, antes saiu reforçada com os últimos acontecimentos. Aos que desvalorizaram o Serviço Nacional de Saúde e que defenderam a sua privatização ou desmantelamento e aos que conscientemente o depauperaram nos anos da anterior crise para abrir caminho a uma velha e sempre enganadora ideia de liberdade de escolha, este é um tempo para refletirem sobre se a alternativa que propunham teria respondido a esta crise”, sugeriu a líder da bancada socialista.

Ainda nas críticas que dirigiu às correntes mais liberalizadoras na economia, Ana Catarina Mendes apontou que “aqueles que defendem a privatização da Segurança Social são os mesmo que reclamam, hoje, as respostas mais rápidas dessa mesma Segurança Social pública”.

“Se houvesse a privatização da Segurança Social como teriam ficado os portugueses e as portuguesas nesta pandemia?”, questionou, antes de defender a seguir o papel da “escola pública” na resposta à paralisia das atividades letivas por causa da pandemia de covid-19.

“Estávamos certos quando na anterior legislatura voltámos a apostar na escola pública, na ação social escolar, na formação de professores, na vinculação de mais de sete mil professores e na contratação de mais funcionários. Imaginem, como seria nesta pandemia a ausência da escola pública”, referiu.

Segundo Ana Catarina Mendes, na atual conjuntura, já não subsistem dúvidas.

“Um Estado social capaz de responder à emergência tem de ser um estado social forte em tempos de normalidade social e económica”, afirmou, antes de atacar a resposta dada à crise financeira pelo Governo PSD/CDS a partir de 2011.

“No passado recente – mas felizmente cada vez mais distante -, a resposta à crise foi degradar o Estado e os serviços públicos, empobrecer os portugueses e o país. A resposta dos cortes e da austeridade mostrou-se errada e não pode ser repetida”, frisou.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 03 de julho: 4, 16, 27, 37 e 39 (números) e 3 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 130 milhões de euros.

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Covid-19: Mais 11 mortos, 374 infetados e 327 recuperados

DGS

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Portugal regista hoje mais 11 mortos devido à doença covid-19 do que na quinta-feira e mais 374 infetados, dos quais 300 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 28.424 casos recuperados, mais 327.

Segundo o boletim epidemiológico diário da DGS, o número de mortos relacionados com esta doença respiratória infecciosa totalizou hoje 1.598, enquanto os casos de infeção confirmados desde o início da pandemia no país somam 43.156.

O número de pessoas que recuperaram da infeção causada por um novo coronavírus subiu hoje para 28.424 (+327).

O boletim diário foi divulgado ao fim da tarde de hoje, fora do horário habitual.

(em atualização)

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Politécnicos precisam de 10 milhões e maioria da verba é para ajudar alunos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os Institutos Politécnicos precisam de um reforço do Estado de 10 milhões de euros, segundo um levantamento apresentado hoje no parlamento pelo representante daquelas instituições de ensino superior, que alertou para a necessidade de reforço da ação social.

“O que é necessário avançar em termos de Estado? Fizemos um levantamento que terminámos ontem que indica que para a ação social teremos estimado 6,5 milhões de euros de deficit até ao final do ano”, afirmou Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), durante uma audição no parlamento para discutir como correu o atual ano letivo, marcado pela pandemia de covid-19, e como as instituições estão a ser planear o próximo.

Pedro Dominguinhos defendeu que, no atual quadro de crise financeira, é preciso um reforço da ação social: “Só conseguimos a inclusão com um reforço da ação social, esta questão é crucial nos dias que correm”, alertou.

Apesar do agravamento da situação financeira de muitas famílias durante a pandemia, o presidente do CCIPS disse que “o número de alunos presentes nas aulas ‘online’ aumentou”.

“Temos uma expectativa positiva. Face à evolução ao longo do semestre vemos que os alunos querem estudar e o reforço da ação social é essencial para não gorar essa expectativa”, alertou.

Além dos 6,5 milhões para a ação social, o CCISP diz que a pandemia fez disparar os custos das instituições em mais 3,7 milhões de euros. Resultado: “São 10 milhões de euros e o senhor ministro tem estes dados”, garantiu.

Nestas contas falta ainda a estimativa de acréscimo relativa às contratações de eventuais docentes que venham a ser necessários, caso seja preciso desdobrar turmas por causa do distanciamento social, e de novo equipamento: “Se metade da turma ficar em casa, será preciso colocar uma câmara para gravar a aula”, explicou.

Durante a comissão parlamentar a pedido do PS e do PSD, também estiveram representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que optaram por não apresentar números.

A ex-ministra da Educação e atual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, lembrou que as instituições estão perante “um quadro de grande incerteza” quanto ao futuro, mas começam a ter “algumas certezas” sobre os efeitos da pandemia, tais como o impacto financeiro nas famílias poder vir a ter um impacto muito negativo nas instituições.

A diminuição de alunos internacionais já é certo, com a redução de inscritos, continuando a pairar a hipótese de também os estudantes nacionais poderem ser menos no próximo ano, lembrou Maria de Lurdes Rodrigues, em representação do CRUP.

Sobre o próximo ano letivo, tanto o CCISP como o CRUP reafirmaram estar a trabalhar para que seja com ensino presencial, mas admitiram estar a desenhar vários cenários de ensino misto.

Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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