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PS e PSD de Ponte de Lima pedem demissão de vereador, CDS-PP mantém confiança

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O líder do PS de Ponte de Lima, António Carlos Matos, introduziu, na Assembleia Municipal, o caso da obra ilegal na casa do vereador com o pelouro das Obras Particulares e insistiu que Vasco Ferraz “não tem condições para continuar a exercer o cargo”.

“Não me parece que tenha agido de boa fé”, atirou o socialista, questionando o visado: “Sente-se bem ao despachar um processo de um munícipe ao dizer-lhe que não cumpriu a lei?”

Também Mário Ferreira, do PSD, insistiu que Vasco Ferraz deixou de ter condições para exercer o cargo.

O presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Victor Mendes (CDS-PP), voltou a afirmar que mantém a confiança em Vasco Ferraz e disse que a lei foi cumprida e “até poderia ser considerado um exemplo nacional”.

“Não tenho dúvida de que se qualquer outro cidadão tivesse apresentado aquele aditamento à Direcção Geral de Cultura do Norte teria sido aprovado. Só não o foi porque de uma situação técnica passou a uma questão política”, notou o edil limiano.

Victor Mendes criticou também a atuação de António Carlos Matos.

“É muito mais fácil passar a semana na Câmara a vasculhar processos de obras do que andar pelo concelho a ouvir o povo e ajudar a resolver os problemas”, atirou.

O líder socialista não gostou do que ouviu e exigiu que as afirmações do líder do executivo municipal limiano fossem remetidas à Direcção Geral de Cultura do Norte.

“Esta é uma acusação gravíssima. Já percebemos que o presidente da câmara merece uma medalha por todo este processo e o vereador Vasco Ferraz também”, justificou.

Na sessão, Vasco Ferraz optou por não se pronunciar. “Erramos todos. Não assumir os nossos erros é que é grave e eu gostava de ouvir uma explicação dele porque não lhe fica bem. É um carimbo que o acompanhará para a vida”, notou Pedro Ligeiro, PSD.

Em causa, está uma obra de ampliação ilegal que começou a ser executada na casa do vereador Ferraz e, entretanto, foi embargada pelo próprio presidente da câmara municipal. Posteriormente, foi feito um aditamento ao projecto que viria a ser indeferido pela Direção Regional de Cultura do Norte, obrigando à demolição daquilo que excedia as medidas inicialmente previstas.

*Leia a reportagem completa da Assembleia Municipal de Ponte de Lima no Jornal Alto Minho

 

Boas Festas e boas leituras!

Publicado por Jornal ALTOMINHO em Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

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