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Braga

PS de Vila Verde acusa PSD local de governação alicerçada “no cacique”

Depois de buscas da PJ

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Foto: CM Vila Verde / Arquivo

O PS de Vila Verde acusou hoje a governação do PSD na autarquia de estar “alicerçada no cacique” e “numa luta pela sobrevivência do poder” que tem feito o concelho “engordar ao invés de crescer”.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, depois de a Polícia Judiciária ter passado o dia a realizar buscas na câmara municipal e em sedes de empresas ligadas a cinco presidentes de juntas de freguesias sociais-democratas, a concelhia socialista de Vila Verde afirma ser necessário “alargar o horizonte político muito para lá do umbigo, da vaidade e dos interesses das personalidades que dominam” o concelho.

Sobre as referidas buscas, o PS de Vila Verde lembra que não se pode “cair na tentação fácil do apedrejamento nem esquecer o princípio da presunção da inocência de todos envolvidos” mas salienta que “Vila Verde voltou hoje às parangonas dos jornais, e mais uma vez por via de suspeita da prática de crimes dos seus eleitos locais”.

Segundo o texto, o PSD, que governa a autarquia há 24 anos, “desenvolveu um modelo de governação alicerçado no cacique e numa luta pela sobrevivência do poder e, para o efeito, não se coíbe de negligenciar o interesse municipal para acautelar os interesses dos amigos para quem, na verdade, se governa”.

“Assim, de escândalo em escândalo Vila Verde ao invés de crescer, engorda, e muito”, lê-se.

Os socialistas afirmam ainda que “algumas freguesias” foram “capturadas nesta teia de interesses quando o executivo municipal percebeu que é mais fácil e eficaz para a sua sobrevivência “apoiar” o presidente da Junta em vez de investir na própria freguesia”.

“Precisamos urgentemente de centrar a nossa atenção inteira nos verdadeiros interesses de Vila Verde, da sua população e território, através de uma governação que se paute pela seriedade e transparência, com a coragem de conviver com a verdade e democracia”, alerta a concelhia socialista.

A Lusa tentou obter uma reação do presidente da autarquia, António Vilela, mas até ao momento não foi possível.

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