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PS considera-se “orgulhoso” do caminho comum das esquerdas nesta legislatura

“Resultados ao nível das liberdades e na economia”

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Foto: DR/Arquivo

O vice-presidente da bancada do PS Fernando Rocha Andrade defendeu hoje que os socialistas têm “orgulho” no caminho percorrido pela atual maioria parlamentar de esquerda, destacando resultados ao nível das “liberdades” e na economia.

“Agora que o aproximar da campanha vai certamente fazer com que todos venham a destacar as divergências e as diferenças, não podia o PS deixar de assinalar esse caminho comum e o nosso orgulho em termos feito parte dele”, declarou o ex-secretário de Estado da Administração Fiscal e um dos socialistas considerados mais próximos do líder deste partido, António Costa.

Este discurso pareceu apanhar de surpresa o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, que observou que o seu teor “contrastou com o que foi dito pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César” ainda recentemente.

“Pensava que [Fernando Rocha Andrade] vinha reeditar o discurso de Carlos César sobre os bloqueios, mas, final, veio emendar a mão do que foi dito nas Jornadas Parlamentares do PS. Pela nossa parte esteja descansado, não guardamos nenhum tipo de ressentimentos”, concluiu Pedro Filipe Soares.

Na resposta, Fernando Rocha Andrade alegou que os discursos proferidos em jornadas parlamentares têm características muito próprias.

“É natural que em Jornadas Parlamentares do PS se peça mais força para o PS, e não se peça mais força para o Bloco de Esquerda ou para o PCP”, argumentou o ex-secretário de Estado.

Neste período de debate, no parlamento, o deputado do PCP António Filipe fez questão de frisar que a bancada comunista se “congratula com os resultados alcançados” ao longo da presente legislatura, “mas lamenta que, com o PS, não tenha sido possível ir mais longe”.

Fernando Rocha Andrade começou por se referir ao clima político que se iniciará em breve, com “uma ampla discussão sobre o mérito relativo de cada um [dos parceiros da atual solução governativa] nos resultados obtidos e sobre a autoria de cada uma das medidas tomadas.

“Há um mérito, contudo, que é indiscutível e é comum. Pela primeira vez na nossa democracia, as esquerdas souberam viabilizar em conjunto uma solução governativa. Divididas em tantas questões souberam, sem abandonar essas diferenças, construir os consensos necessários à aprovação de quatro orçamentos do Estado e à preservação da estabilidade política ao longo de toda uma legislatura”, destacou.

Fernando Rocha Andrade referiu então medidas tomadas que “corrigiram opções ultramontanas da lei portuguesa, com as que vedavam a adoção por casais do mesmo sexo, limitavam o recurso pelas mulheres à procriação medicamente assistida como direito individual, ou criavam uma absurda consulta médica compulsória no processo de interrupção voluntária da gravidez”.

“Limitações à liberdade criadas ou não ultrapassadas na legislatura anterior, recordando-nos mais uma vez que, mesmo quando a direita se diz liberal, raramente incorpora a melhor vertente do liberalismo, que é a defesa das liberdades”, afirmou, numa crítica direta às bancadas do PSD e do CDS-PP.

A marca principal da legislatura, segundo o vice-presidente da bancada do PS, foi a dos resultados económicos e orçamentais.

“Os défices orçamentais dos últimos anos são os mais baixos da democracia, o atual excedente primário e o peso da dívida pública no PIB [Produto Interno Bruto] são aqueles que estavam previstos no programa do Governo, apesar de dúvidas, ceticismos e mesmos afirmações perentórias sobre impossibilidades aritméticas”, disse.

Fernando Rocha Andrade considerou ainda que “a redução sustentada do peso da dívida pública no PIB é um dos principais legados estruturais que este Governo – ou qualquer Governo – pode deixar para o futuro”.

Na sua intervenção, o vice-presidente da bancada do PS transmitiu também um aviso ao Bloco de Esquerda e ao PCP sobre a sustentabilidade dos serviços públicos, dizendo que, para este partido, “ter finanças públicas sólidas não é principalmente uma questão de cumprimento de regras europeias – é antes uma questão de sustentabilidade do Estado social”.

“A redução do peso da dívida pública vai libertando recursos que podem progressivamente ser aplicados no financiamento dos serviços públicos. No longo prazo, o país só pode ter aqueles serviços públicos que esteja disponível para financiar com os impostos pagos, não com endividamento”.

Para Fernando Rocha Andrade, “aqueles partidos que, como o PS, defendem um Estado social forte, que não colocam a hipótese de reduzir encargos orçamentais passando serviços públicos essenciais para o privado, são esses partidos que mais têm que estar preocupados com preservar as condições de sustentabilidade dos gastos públicos”.

“E essa tem de ser uma preocupação permanente”, acrescentou.

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Covid-19: Dois novos casos suspeitos em Portugal

Coronavírus

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Foto: DR / Arquivo

A Direção-Geral da Saúde informou hoje que há mais dois casos suspeitos de infeção pelo coronavírus Covid-19 em Portugal, após avaliação clínica e epidemiológica.

Em comunicado a DGS explicou tratar-se de dois doentes regressados da China, um dos quais foi encaminhado para o Hospital Curry Cabral, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, e o outro para o Centro Hospitalar Universitário de São João.

Ambas as unidades são hospitais de referência para estas situações.

Os doentes ficam internados e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), informou ainda a DGS.

Estes são o oitavo e o nono casos suspeitos de infeção pelo novo Coronavírus em Portugal, sendo que nenhum dos casos anteriores se confirmou.

O último caso conhecido foi o de uma criança regressada da China, e que tinha sido encaminhada, esta sexta-feira, para o Hospital Dona Estefânia, hospital de Referência Pediátrico para estas situações.

As analises laboratoriais efetuadas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas resultaram “negativas”.

Os seis casos suspeitos validados anteriormente pela DGS foram todos referentes a homens e mulheres vindos da China, encaminhados para hospitais de referência em Lisboa e no Porto e em todos as análises tiveram resultados negativos.

O coronavírus Covid-19 já provocou 1.669 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final do ano.

Além de 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

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Governo diz que racismo é intolerável e que responsáveis vão ser punidos

Caso Marega

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João Paulo Rebelo. Foto: O MINHO (Arquivo)

O secretário de Estado da Juventude e Desporto considerou hoje o incidente com o futebolista maliano do FC Porto Marega intolerável é inaceitável, assegurando que as autoridades estão a identificar os responsáveis, a fim de serem punidos.

“O que aconteceu esta noite no jogo entre Vitória Sport Clube e FC Porto é absolutamente intolerável é inaceitável. Os insultos dirigidos ao jogador Marega envergonham todos quantos pugnam por uma sociedade inclusiva. Os valores do desporto nada têm que ver com estas atitudes racistas, xenófobas e ignóbeis”, começou por dizer João Paulo Rebelo, em declarações à agência Lusa.

O avançado pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

João Paulo Rebelo assegurou o empenho das autoridades para a identificação e punição dos responsáveis por estes atos.

“A Autoridade para Prevenção e o Combate à Violência no Desporto está desde já a trabalhar em articulação com as autoridades policiais e desportivas no sentido de identificar e punir exemplarmente os responsáveis deste triste episódio que enche de vergonha todos quantos lutam por uma sociedade mais tolerante. Todos os agentes desportivos e, em particular, os seus dirigentes além do repúdio têm de atuar de forma a que isto não se repita”, frisou o governante.

A terminar, o secretário de Estado elogiou o avançado dos ‘dragões’, que, depois de pedir a substituição, apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

“Por fim, uma palavra ao injuriado Marega, excelente profissional, a quem quero reconhecer uma atitude de grande dignidade e que ajuda a que todos quantos amam o desporto se juntem no combate à intolerância, ao racismo e violência no desporto”, rematou João Paulo Rebelo.

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Covid-19: INEM garante estar preparado para transporte de doentes mas sindicato contesta

Coronavírus

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O INEM garante que está preparado para o transporte de doentes com coronavírus, com material adequado e em condições, estando os profissionais a receber formação para o manusear, uma posição contestada pelo sindicato, que pede agora apoio à tutela.

O Jornal de Notícias avançou hoje que o Instituo Nacional de Emergência Médica (INEM) fez chegar às 54 bases de emergência equipamento de proteção contra o coronavírus, designado covid-19, danificado e em número reduzido.

Em declarações à mesma publicação, o dirigente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, lamentou a falta de formação para utilizar estes materiais e de condições para reportar estas queixas.

Contactada pela Lusa, a responsável pelo departamento de emergência médica do INEM disse que o sindicato “está mal informado”, notando que, até ao momento, foram apenas preparadas quatro ambulâncias para o transporte de doentes com coronavírus e, neste sentido, são estes os veículos que têm material para o efeito e não todas as bases de emergência.

“Nós temos só quatro ambulâncias preparadas para o efeito [em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro]. Se o evoluir da situação assim o determinar serão disponibilizadas mais ambulâncias. Inclusivamente, se for necessário, envolveremos mais meios do INEM nesse tipo de transporte ou recorreremos aos nossos parceiros […], como os bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa”, garantiu Fátima Rato.

Segundo esta responsável, até agora, o INEM apenas recebeu um reporte, datado de 06 de fevereiro, relativo a uma máscara que estaria danificada, tendo efetuado “todos os procedimentos para a substituir, como habitualmente”, sublinhando que esta notificação pode ser feita por vários meios e não apenas por computador.

“Gostaria de realçar que, [Rui Lázaro] sendo uma pessoa que trabalha no instituto deveria saber qual o esforço que é feito, diariamente, para darmos a melhor resposta. Se estamos de boa-fé e a preocupação são os doentes, temos que fazer tudo o que está ao nosso alcance para corrigir os erros. Espera-se que as pessoas tenham uma atitude profissional e pró-ativa”, vincou.

Já relativamente às ações de formação para os profissionais do INEM, a também médica notou que foi decidido fazer uma reciclagem de conhecimentos e novas formações para a utilização dos materiais em causa, procedimentos que disse já estarem a decorrer ou prestes a iniciar-se, em todo o país, e que vão abranger todas as equipas, num total de, aproximadamente, 700 pessoas.

Por sua vez, o dirigente do STEPH afirmou que o material foi enviado, para todas as bases, tardiamente e danificado, lamentando ainda que os profissionais não tenham recebido qualquer formação para manuseá-lo.

“O INEM enviou duas máscaras para cada base, sendo que, nas denúncias que tivemos, em duas bases, [todas] as máscaras estavam danificadas”, apontou Rui Lázaro, garantindo à Lusa que os profissionais reportaram a situação, via telefone, uma vez que os computadores das bases e ambulâncias estão avariados, porém, a reposta que obtiveram é que “não havia mais máscaras para repor”.

O sindicalista notou que os problemas com os computadores têm “vários meses e alguns mais de um ano”, mostrando-se ainda surpreendido pelo INEM não conhecer esta realidade.

O dirigente do STEPH reiterou que, a maioria dos profissionais, não recebeu qualquer tipo de formação e sublinhou que o instituto deixou de responder à estrutura sindical há seis meses, problema que será apresentado, na segunda-feira, em reunião com o Ministério da Saúde.

“Damos oportunidade à tutela para que resolva e nos ajude a ultrapassar estas dificuldades. Caso não aconteça, terão que ser tomadas novas medidas”, avançou Rui Lázaro, sem explicar os mecanismos que podem estar em causa.

Num comunicado, enviado, posteriormente, o INEM esclareceu que o sindicato associou “erradamente” o equipamento de proteção individual, disponível em todos os meios de emergência do instituto, aos materiais específicos de proteção contra o coronavírus.

“Independentemente de ser um contexto diferente, tratando-se de equipamento descartável, sempre que se verifique um defeito de fabrico, os operacionais preenchem a respetiva ‘checklist’ diária e, havendo necessidade, o equipamento é substituído. Este é o procedimento seguido há vários anos para a reposição do material dos meios do INEM”, lê-se no documento.

O coronavírus Covid-19 provocou 1.669 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final do ano.

Além de 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

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