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Proteção Civil pede “máximo cuidado” na utilização de fogos rurais por causa dos incêndios

Incêndios
Proteção civil pede "máximo cuidado" na utilização de fogos rurais por causa dos incêndios
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A Proteção Civil elevou esta terça-feira o estado de alerta especial do dispositivo para o nível amarelo em nove distritos, na sequência de previsões meteorológicas que apontam para temperaturas elevadas. O Governo já autorizou a ativação de um reforço máximo de 100 equipas de combate a incêndios até ao próximo sábado.

Segundo a ANEPC, estão desde as 00:00 em alerta especial amarelo, o segundo menos grave numa escala de quatro, os meios colocados nos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu.

Em declarações à agência Lusa, o segundo comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil afirmou que estas equipas de combate a incêndios são compostas por cinco bombeiros nas corporações e significam um “reforço da capacidade de ataque inicial já existente no dispositivo permanente”.

Miguel Cruz sublinhou que este reforço de meios é “uma antecipação da capacidade de resposta do dispositivo” de combate a incêndios rurais, que a partir de domingo entrará no “nível II”.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) tem meios operacionais permanentes durante todo o ano, com o seu primeiro aumento adicional a 15 de maio, sendo reforçado até atingir a sua capacidade máxima entre julho e setembro.

O DECIR para este ano vai ser aprovado amanhã na Comissão Nacional de Proteção Civil e a apresentação oficial vai ocorrer no sábado em Castanheira da Pêra.

O segundo comandante da ANEPC recomendou ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente “cuidado máximo na utilização do fogo nos espaços rurais”. Durante o estado de alerta de nível amarelo, é proibido fazer queimada extensiva sem autorização.

Desde a manhã desta terça-feira que a página da Internet da ANEPC, que contabiliza as ocorrências, está indisponível, tendo Miguel Cruz afirmado que o motivo seria “um problema informático” que já está a ser resolvido.

Os dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que, desde o início do ano e até ao dia de hoje, ocorreram 2.986 incêndios rurais que provocaram 9.376 hectares de área ardida, sendo a maioria em zona de mato.

 
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