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Proteção Civil divulga plano para prevenir contágio entre operacionais no combate a incêndios

Covid-19

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Foto: DR

A Proteção Civil enviou a todos os operacionais envolvidos no dispositivo de combate a incêndios rurais um plano com medidas e instruções para prevenir o contágio por covid-19, revelou hoje à Lusa aquele organismo.


Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a instrução operacional foi enviada na terça-feira a todos os operacionais do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2020.

A ANEPC frisa que este documento materializa um conjunto de medidas concretas, que vão desde a proteção individual, regras de higienização de espaços de descanso, alimentação e transporte dos operacionais.

Estas medidas têm como finalidade proteger os agentes de proteção civil do contágio por covid-19 durante a época de combate aos incêndios rurais, avança a Proteção Civil, ressalvando que o documento reflete as recomendações das autoridades de saúde.

O manual de instruções sobre como gerir o risco da covid-19 no combate aos incêndios inclui as regras de higienização e distanciamento aplicadas aos espaços onde os operacionais dormem, comem, descansam ou recebem as orientações do comando, bem como os procedimentos que se deve ter com os equipamentos e viaturas, nomeadamente a limpeza antes e depois de cada serviço.

As refeições vão ser distribuídas diretamente nos teatros de operações, em vez da sua concentração nos locais de alimentação e multiplicação do número de locais de alimentação.

Segundo a ANEPC, o pré-posicionamento de meios vai ser feito através de uma maior separação de equipas para evitar exposição à covid-19 através de um ajustamento das regras de utilização das Bases de Apoio Logístico e de uma menor concentração de elementos por cada uma destas infraestruturas, promovendo uma maior distribuição dos efetivos no território através das diferentes infraestruturas municipais temporárias, criadas para o acolhimento de pessoas afetadas com covid-19 e que não estão a ser utilizadas.

A Proteção Civil tem também previsto a implementação de mecanismos de ataque inicial aos fogos mais robustos em função da perigosidade e do risco meteorológico com emprego de meios aéreos e terrestres de ataque ampliado, logo na fase inicial, de forma a reduzir os tempos de operação e de uma concentração mais prolongada de meios humanos no tempo.

Em relação à coordenação dos meios aéreos, está previsto uma bolsa adicional de reforço através de elementos com experiência e formação adequada.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil prevê também regras para os postos de comando instalados em teatros de operações.

Num debate organizado na semana passada, o comandante operacional de agrupamento distrital do sul (CODIS), Miguel Cruz, sublinhou que esta instrução operacional pode ser articulada com os planos de contingência de cada uma das estruturas envolvidas no combate.

Os meios de combate aos incêndios florestais foram reforçados pela primeira vez este ano a 15 de maio, sendo este ano o grande desafio a pandemia de convid-19 em que é necessário conciliar a resposta aos fogos com a segurança sanitária.

Segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o DECIR para este ano, vão estar disponíveis, até 31 de maio, 8.402 operacionais que integram as 1.945 equipas e 1.968 viaturas dos vários agentes presentes no terreno, além dos meios aéreos, que serão no máximo 37.

Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados em 01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor de 11.825 operacionais, 2.746 equipas, 2.654 veículos e 60 meios aéreos.

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País

Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 03 de julho: 4, 16, 27, 37 e 39 (números) e 3 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 130 milhões de euros.

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Covid-19: Mais 11 mortos, 374 infetados e 327 recuperados

DGS

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Portugal regista hoje mais 11 mortos devido à doença covid-19 do que na quinta-feira e mais 374 infetados, dos quais 300 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 28.424 casos recuperados, mais 327.

Segundo o boletim epidemiológico diário da DGS, o número de mortos relacionados com esta doença respiratória infecciosa totalizou hoje 1.598, enquanto os casos de infeção confirmados desde o início da pandemia no país somam 43.156.

O número de pessoas que recuperaram da infeção causada por um novo coronavírus subiu hoje para 28.424 (+327).

O boletim diário foi divulgado ao fim da tarde de hoje, fora do horário habitual.

(em atualização)

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Politécnicos precisam de 10 milhões e maioria da verba é para ajudar alunos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os Institutos Politécnicos precisam de um reforço do Estado de 10 milhões de euros, segundo um levantamento apresentado hoje no parlamento pelo representante daquelas instituições de ensino superior, que alertou para a necessidade de reforço da ação social.

“O que é necessário avançar em termos de Estado? Fizemos um levantamento que terminámos ontem que indica que para a ação social teremos estimado 6,5 milhões de euros de deficit até ao final do ano”, afirmou Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), durante uma audição no parlamento para discutir como correu o atual ano letivo, marcado pela pandemia de covid-19, e como as instituições estão a ser planear o próximo.

Pedro Dominguinhos defendeu que, no atual quadro de crise financeira, é preciso um reforço da ação social: “Só conseguimos a inclusão com um reforço da ação social, esta questão é crucial nos dias que correm”, alertou.

Apesar do agravamento da situação financeira de muitas famílias durante a pandemia, o presidente do CCIPS disse que “o número de alunos presentes nas aulas ‘online’ aumentou”.

“Temos uma expectativa positiva. Face à evolução ao longo do semestre vemos que os alunos querem estudar e o reforço da ação social é essencial para não gorar essa expectativa”, alertou.

Além dos 6,5 milhões para a ação social, o CCISP diz que a pandemia fez disparar os custos das instituições em mais 3,7 milhões de euros. Resultado: “São 10 milhões de euros e o senhor ministro tem estes dados”, garantiu.

Nestas contas falta ainda a estimativa de acréscimo relativa às contratações de eventuais docentes que venham a ser necessários, caso seja preciso desdobrar turmas por causa do distanciamento social, e de novo equipamento: “Se metade da turma ficar em casa, será preciso colocar uma câmara para gravar a aula”, explicou.

Durante a comissão parlamentar a pedido do PS e do PSD, também estiveram representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que optaram por não apresentar números.

A ex-ministra da Educação e atual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, lembrou que as instituições estão perante “um quadro de grande incerteza” quanto ao futuro, mas começam a ter “algumas certezas” sobre os efeitos da pandemia, tais como o impacto financeiro nas famílias poder vir a ter um impacto muito negativo nas instituições.

A diminuição de alunos internacionais já é certo, com a redução de inscritos, continuando a pairar a hipótese de também os estudantes nacionais poderem ser menos no próximo ano, lembrou Maria de Lurdes Rodrigues, em representação do CRUP.

Sobre o próximo ano letivo, tanto o CCISP como o CRUP reafirmaram estar a trabalhar para que seja com ensino presencial, mas admitiram estar a desenhar vários cenários de ensino misto.

Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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