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Viana do Castelo

Proposta classificação da ponte Eiffel de Viana como monumento nacional

Anúncio publicado em Diário da República

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Foto: DR / Arquivo

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) propôs hoje a classificação como Monumento Nacional (MN) da ponte metálica sobre o rio Lima, conhecida como ponte Eiffel, em Viana do Castelo, com 142 anos.

O anúncio de decisão relativo à classificação da ponte como MN, hoje publicado em Diário da República (DR), esclarece que a proposta vai ser remetida à secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural.

A proposta é fundamentada num parecer favorável à classificação emitido pela Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, de 17 de junho de 2020.

O processo de classificação da ponte Eiffel foi iniciado em junho de 2019.

Já a proposta de classificação foi aprovada pela Câmara de Viana do Castelo, por unanimidade, em julho de 2018.

Aquela travessia metálica, que liga a cidade de Viana do Castelo a Darque, encontra-se classificada como património da cidade e constitui um símbolo da arquitetura do ferro do século XIX, sendo hoje um ex-líbris da capital do Alto Minho.

Tem 645 metros de comprimento, é composta por dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário.

Inaugurada em 1878, a ponte metálica sobre o rio Lima foi desenhada pela casa Eiffel de Paris e substituiu a ponte em madeira que ligava o então terreiro de São Bento à margem esquerda do rio Lima, junto à capela de São Lourenço, na freguesia de Darque.

A empresa de Gustave Eiffel também foi encarregada da construção.

As obras começaram em março de 1877 e foram concluídas em maio do ano seguinte, sendo que a 30 de junho de 1878 foi inaugurado o troço ferroviário entre Darque e Caminha.

A última intervenção realizada na ponte centenária foi realizada em 2016, para a substituição dos aparelhos de apoio da travessia rodoferroviária sobre o rio Lima, num investimento de 117.790 euros.

Em 2014, a travessia foi alvo de uma empreitada de substituição integral do piso do tabuleiro rodoviário, que se encontrava “totalmente esburacado”.

Aquela obra, da responsabilidade da Refer, foi concluída dias antes de a travessia completar 136 anos de existência (30 de junho).

Em 2007, toda a estrutura recebeu uma grande intervenção de reabilitação, que durou quase dois anos e que custou 15 milhões de euros.

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