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Viana do Castelo

Projeto lançado em Viana aplica empreendedorismo à responsabilidade social das empresas

Laboratório de Promoção de Responsabilidade Social Empresarial na Região Norte – RSE- INNOLAB

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Foto: Divulgação / cm-vianadocastelo.pt

Aplicar o empreendedorismo à Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é o objetivo do projeto transfronteiriço lançado hoje em Viana do Castelo, cidade onde fica sediado e a partir da qual funcionará para a região Norte, em articulação, com a Galiza.

Em causa está o Laboratório de Promoção de Responsabilidade Social Empresarial na Região Norte – RSE- INNOLAB, hoje apresentado publicamente na capital do Alto Minho.

Aquele laboratório, criado ao abrigo do programa GEMCAT – Criação de Emprego de Qualidade Transfronteiriço, financiado pelo programa INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP), é liderado Junta da Galiza, e tem como parceiros, do lado espanhol, a Consellería de Emprego da Junta de Castela e Leão e a Conselleria da Educação e Emprego da Junta de Extremadura.

Do lado português, fazem parte a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, a Direção Geral do Trabalho, a Câmara de Braga, a Universidade do Porto (UP) e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

Na sessão pública de apresentação do projeto, o vice-reitor da UP para as Relações com as empresas, inovação e empreendedorismo, Hélder Vasconcelos, salientou que a responsabilidade empresarial está na agenda das universidades há bastante tempo, mas mais virada para o exterior”.

“Este projeto marca a viragem para o interior das empresas, para a criação de bem-estar aos trabalhadores. Faz todo o sentido esta abordagem que não passa, necessariamente, pela remuneração, há muitas vertentes”, destacou, apontado como exemplo a “procura do equilíbrio entre a vida familiar e profissional”.

Hélder Vasconcelos adiantou que este projeto pretende “aplicar uma lógica do empreendedorismo à responsabilidade social das empresas”, garantindo que a UP, como parceira, tentará aportar à parceria o que a distingue nas áreas da formação e da partilha de boas práticas”.

O INNOLAB, que tem sede na ESTG, em Viana do Castelo, pretende “dinamizar um gabinete de apoio e assessoria dirigido a Pequenas e Médias Empresas (PME) do Norte de Portugal”.

No âmbito do projeto GEMCAT vão ser criados mais três INNOLABS, na Junta da Galiza, na Extremadura e na Junta de Castela Leão.

Presente na sessão, a subdiretora geral das Relações Laborais da Junta da Galiza, Maria Villanueva disse que “as empresas que querem ser mais competitivas devem aplicar os critérios da RSE na agenda” e desafiou as empresas da região transfronteiriça “juntarem-se a este projeto”.

Maria Villanueva anunciou que, na Galiza, o projeto será apresentado dia 13 de março, em Vigo.

Já o presidente da CIM do Alto Minho, José Maria Costa, disse que o “país está sedento de inovação no que diz respeito á responsabilidade social das empresas”.

“As respostas sociais são muitas, mas é preciso introduzir inovação para criar novas formas de colaboração nesta área. Precisamos de responsabilidade social empresarial mais centrada nas relações entre as empresas e as famílias”, disse.

O socialista, que também preside à Câmara de Viana do Castelo, destacou a importância deste projeto por “colocar, à mesma mesa, empresas, autarquias e conhecimento para, em conjunto, procurar atenuar as dificuldades, com soluções inovadoras”.

O INNOLAB pretende “fornecer às empresas os instrumentos que favoreçam o desenvolvimento de medidas socialmente responsáveis, nomeadamente a incorporação de medidas de igualdade de oportunidades, medidas de conciliação entre o trabalho e a família.

O laboratório tem ainda como missão “reforçar os seus compromissos com as necessidades e preocupações da sociedade, fortalecendo o seu modelo de gestão, através do seu compromisso com as políticas de RSE que resultem numa melhoria da qualidade do emprego”.

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Viana do Castelo

Fiéis entregam chave de igreja em “protesto” por nomeação em Viana

“Agora está nas mãos da Diocese”

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Foto: Arquivo

Um grupo de paroquianos de Santa Leocádia de Geraz do Lima, em Viana do Castelo, entregaram, esta quinta-feira, ao vigário-geral da Diocese as chaves da igreja em “protesto” pela nomeação do novo pároco que contestam desde maio de 2019.

“Entregou-se a chaves e o inventário de tudo o que existe na igreja. Agora que façam o que quiserem. Agora está nas mãos da Diocese. Já que o sistema é tão ditatorial, agora a responsabilidade é da diocese”, afirmou à Lusa o porta-voz dos paroquianos, Agostinho Lima.

O impasse na tomada de posse do padre na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana, arrasta-se desde maio de 2019 na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, o padre Adão Lima.

Os fiéis da nova paróquia entendem que “o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade”.

Desde o início do diferendo, tanto o pároco em causa como a diocese recusam fazer comentários sobre o assunto.

Agostinho Lima explicou que a decisão de entregar as chaves do templo “foi tomada no domingo numa reunião que que juntou cerca 300 pessoas”.

Esta quinta-feira, , cerca das 10:00, “um grupo de seis fiéis deslocou-se à Cúria Diocesana para entregar o inventário feito por elementos que antigamente constituem a comissão fabriqueira e as chaves da igreja paroquial”.

Contactada pela agência Lusa, fonte do secretariado diocesano de Viana do Castelo informou que “um grupo de paroquianos foi recebido pelo vigário-geral Sebastião Ferreira”, escusando-se a prestar mais esclarecimentos sobre o assunto.

Agostinho Lima garantiu que pessoas da aldeia “estão revoltadas, cansadas e desanimadas”.

“As pessoas estão desanimadas pela forma como a igreja atua. Não é exemplo para ninguém. Os fiéis mais idosos dizem que andaram a ser enganados pela Igreja toda a vida”, apontou.

Questionado sobre o futuro da paróquia, o porta-voz dos fiéis disse desconhecer.

“Se quiseram mandar o padre Adão que mandem. Se quiserem mandar outro padre que mandem. Quem quiser ir à igreja vai, quem não quiser não vai. Se for o padre Adão, possivelmente as pessoas irão é manifestar-se à porta da igreja. Não haverá violência, mas as pessoas irão protestar”, referiu.

Em janeiro os paroquianos impediram a posse do pároco, desligando as luzes do templo.

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Viana do Castelo

Vianense com suspeitas de coronavírus foi “falso alarme”

ULSAM

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Foto: Ilustrativa / DR

Foi “falso alarme”. O homem que se terá dirigido ontem [quarta-feira] ao Centro de Saúde de Viana depois de suspeitar de sintomas similares ao Covid-19 (coronavírus), está em casa e não foi infetado pela epidemia que já matou 2.118 pessoas na China, apurou O MINHO junto de fonte hospitalar.

O homem, que regressou recentemente de um cruzeiro com sintomas de gripe, terá entrado em contacto com a linha de apoio Saúde 24, que o encaminhou para o centro de saúde de Viana do Castelo.

Segundo disse a O MINHO fonte do gabinete de comunicação da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM,EPE), o homem apresentava “alguma sintomatologia (análise detalhada)” que poderia apontar para coronavírus, mas já os próprios técnicos do Saúde 24 tinham indicado que seria pouco provável.

“Foi percebido que o doente não padecia dos mesmos sintomas [do coronavírus], pelo que foi contactado o gabinete [de crise da Ordem dos Médicos para o Covid-19] e indicaram-nos que os sintomas não seriam os mesmos”, disse a mesma fonte.

A situação acabou por ser divulgada, erradamente, como um caso suspeito que havia sido transferido para o Hospital de São João, no Porto, unidade hospitalar preparada para receber todos os utentes com suspeitas de contágio desta epidemia.

A mesma fonte que divulgou inicialmente as suspeitas, já veio desmentir o anunciado ontem à noite.

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Viana do Castelo

Renúncia quaresmal de Viana apoia construção de igreja em Angola

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Cabinda

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O bispo de Viana, Anacleto Oliveira, anunciou, esta quinta-feira, que parte do resultado da renúncia quaresmal da diocese se destinará à construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Cabinda, Angola, destruída durante a guerra.

Em causa está uma prática realizada durante os 40 dias da Quaresma em que os fiéis abdicam da compra de bens, reservando o dinheiro para projetos definidos pelo bispo da respetiva diocese.

Segundo números da Diocese de Viana, todos os anos, em média, são recolhidos cerca de 20 mil euros durante a Quaresma, que começa na quarta-feira, com a celebração de Cinzas, marcada por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Na habitual mensagem dirigida aos fiéis da Diocese de Viana, a propósito da Quaresma, Anacleto Oliveira refere que o templo será construído “no lugar da que foi destruída durante a guerra que devastou este País irmão”, na aldeia de Tando-Zinze, paróquia de Nossa Senhora das Vitórias do Lucala-Zenze, diocese de Cabinda, em Angola.

“Desta partilha, que está aliada ao jejum e se alimenta da oração, faz parte o nosso contributo penitencial, que, este ano, será canalizado, em partes iguais, para dois fins”, adiantou, referindo que a outra parte da verba apoiará uma instituição de Viana.

Trata-se do Gabinete de Atendimento à Família (GAF), ligado à Ordem dos Carmelitas Descalços “e especialmente vocacionado para o acolhimento de pessoas, vítimas de desprezo e rejeição, violências e carências, e a precisar de apoio solidário”.

As duas finalidades da renúncia quaresmal (que resulta do dinheiro que cada católico juntou graças às renúncias que fez no período da quaresma) foram decididas pelo bispo após auscultação dos conselhos Presbiteral e Episcopal.

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