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Projeto Ibérico procura secar resíduos urbanos com energia solar

Energia

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Foto: DR / Arquivo

Investigadores portugueses e espanhóis estão desenvolver métodos para a aplicação da energia solar na secagem de lixos urbanos e de lamas das estações de tratamento de águas residuais, através do projeto SECASOL, financiado por fundos comunitários.


O projeto envolve quatro entidades portuguesas e três espanholas, com um valor de quase 800 mil euros, e é financiado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), ao abrigo do Programa Europeu de Cooperação Transfronteiriça INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP).

Em declarações à agência Lusa, David Loureiro, coordenador do projeto em Portugal e investigador do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), indicou que o projeto “procura encontrar uma solução para melhorar a eficiência energética no uso da energia solar no tratamento destes resíduos”.

Iniciado em outubro de 2017, o SECASOL tem uma duração de dois anos, mas os promotores anunciaram já que vão solicitar a prorrogação do prazo, “para que seja possível terminar os estudos e construir o protótipo que vai permitir mostrar a aplicabilidade desta tecnologia”.

De acordo com os promotores, os processos de tratamento de águas residuais estão completamente desenvolvidos, centrando-se agora a pesquisa na parte da secagem das lamas produzidas.

Em causa estão as lamas resultantes do tratamento das águas residuais e dos resíduos urbanos (lixos), que, por apresentarem uma elevada quantidade de água, tornam dispendioso o seu transporte e a sua valorização como resíduo.

David Loureiro referiu que o projeto pretende otimizar a tecnologia solar de concentração, aproveitando a energia do sol para atingir temperaturas que “podem chegar aos 200 graus centígrados, permitindo uma melhor secagem destes dois tipos de resíduos”.

Depois, podem ser usados “na agricultura ou como produto de queima de cimenteiras”.

Por seu turno, Alvaro Real Jiménez, coordenador geral da Fundación Centro de Las Nuevas Tecnologías del Água (CENTA), na Andaluzia, em Espanha, referiu à Lusa que a secagem das lamas é um processo dispendioso, “cujo custo está situado entre os 25% e os 65% da operação de uma estação de tratamento”.

O responsável espanhol sustentou que, com esta tecnologia, “poderá ser possível reduzir não só a quantidade de organismos patogénicos”, como também o volume das lamas e “valorizá-las do ponto de visto económico, além de fazer uso de uma energia renovável e de uma fonte a custo zero”.

O projeto encontra-se direcionado para ser aplicado nas regiões portuguesas do Algarve e do Alentejo e para a província da Andaluzia (Espanha), “devido à sua exposição à radiação solar, embora, e em face do resultado final, possa ser facilmente replicado em toda a península Ibérica, apesar de algumas diferenças na eficiência do sistema”.

“Haverá algumas diferenças na sua aplicabilidade quanto mais para norte for implementado”, disse à Lusa Gonzalo Lobo, outro dos investigadores espanhóis do CENTA.

Na sua opinião, “não se está a inventar nada de novo, mas, sim, a otimizar tecnologias já conhecidas mas ainda não aplicadas nesta área”.

“O processo trouxe alguns desafios e uma necessidade de afinar técnicas para produzir um protótipo final que possa fazer a secagem dos vários tipos de resíduos”, sustentou.

Os investigadores sublinham que o projeto “está já numa fase final”, acrescentando que “existe interesse por parte da indústria de tratamento de resíduos nesta tecnologia, pois permite o tratamento de um resíduo do impacto humano que querem minimizar”.

“Além da redução do impacto ambiental, este processo contribui para a economia circular, reduzindo o custo do seu tratamento através da queima por energia solar”, sustentam.

O projeto SECASOL está a ser desenvolvido em parceria entre a Deputacion de Huelva, a Fundación Centro de Las Nuevas Tecnologias de la Água (CENTA) e a Compañia Espanõla de Servicios Públicos Y Auxiliares (CESPA), de Espanha; e, do lado português, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a GESAMB – Gestão Ambiental e de Resíduos, Águas do Algarve, a Agência Regional de Energia e Ambiente (AREAL).

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Apenas menos de 10% da população desenvolve anticorpos contra doença

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Uma percentagem média inferior a 10% da população desenvolveu anticorpos contra a covid-19, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje divulgados, que concluem que “a maior parte da humanidade ainda é suscetível à doença”.

A diretora técnica da OMS para a organização do estudo da covid-19, Maria Van Kerkhove, esclareceu hoje, citada pela agência noticiosa Efe, que existem centenas de estudos de soroprevalência com resultados muito diferentes e que, “por isso, é difícil chegar a conclusões categóricas, mas em princípio mostram que mais de 90% dos indivíduos permanecem livres de anticorpos”.

“Analisando estes casos coletivamente, parece que menos de 10% das pessoas mostram evidências de terem sido infetadas. Então a maioria do mundo ainda é suscetível e todos os tipos de ações continuam a ser aplicadas para prevenir o contágio”, respondeu a especialista, numa ronda de perguntas de internautas nas redes sociais.

A especialista norte-americana esclareceu que em alguns estudos com trabalhadores da saúde foram detetados percentuais mais elevados de pessoas com anticorpos, entre 20% e 25%, e em algumas áreas específicas, como por exemplo nos subúrbios de alguns países, foram obtidas soroprevalências superiores a 40%.

Van Kerkhove também indicou que existem resultados diferentes nos testes de medição da resistência desses anticorpos, uma vez que algumas investigações mostram que sua eficácia contra o vírus diminui após um certo tempo, enquanto outras indicam que não varia.

“Em qualquer caso, com outros coronavírus que causam constipações, SARS ou MERS, está provado que os anticorpos não são permanentes, então isso também pode ocorrer com a covid-19”, concluiu a especialista.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Quarentena e teste covid para quem viaje de Lisboa para a Alemanha

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A Alemanha acrescentou hoje a Área Metropolitana de Lisboa à lista de regiões de risco devido ao aumento de infeções por covid-19, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros germânico.

Portugal figura na lista alemã para viajantes que regressem da região da Área Metropolitana de Lisboa.

Além da Área Metropolitana de Lisboa, capital de Portugal, o ministério incluiu na sua ‘lista vermelha’ regiões de países como França, Dinamarca, Irlanda, Croácia, Países Baixos, Áustria, Roménia, Eslovénia, Hungria e República Checa, noticia a agência AFP.

Isto significa que os turistas que regressam destes territórios são obrigados a realizar teste à covid-19 e permanecer em quarentena enquanto aguardam o resultado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em informação publicada no seu sítio na internet, desaconselha ainda “viagens turísticas não essenciais” àquelas regiões, onde o número de novas infeções ultrapassa o limite de 50 casos por 100 mil habitantes em sete dias.

As autoridades alemãs multiplicaram nas últimas semanas os avisos sobre viagens para países europeus, devido a esse aumento de casos.

Espanha, um dos destinos preferido dos turistas alemães, também está na lista de países a serem evitados.

Considerada um modelo na gestão da pandemia de covid-19 na Europa, a Alemanha também está em alerta devido ao ressurgimento de novas infeções nas últimas semanas, que estão a ser ligadas ao regresso de turistas.

A região da Baviera está a ser particularmente afetada e já foram anunciadas restrições em Munique, onde o uso de máscara em parte do centro da cidade passa a ser obrigatório na quinta-feira.

O Instituto Robert Koch relatou hoje 1.769 novos casos nas últimas 24 horas e mais 13 mortes, registando-se agora um total de 9.409 vítimas mortais na Alemanha desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.882 mortos, mais de 409 mil casos), seguindo-se Itália (35.758 mortos, mais de 302 mil casos), França (31.338 mortos, mais de 458 mil casos) e Espanha (31.034 mortos, mais de 693 mil casos).

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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José Avillez é o único português na lista dos 100 melhores ‘chefs’ do mundo

Cozinha

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O português José Avillez alcançou a 70.ª posição na lista dos 100 melhores ‘chefs’ do mundo, cujo primeiro lugar foi atribuído ao dinamarquês René Redzepi (‘Noma’, Copenhaga, duas estrelas), anunciou esta quarta-feira a organização dos ‘The Best Chef Awards’.

José Avillez, ‘chef’ do ‘Belcanto’, duas estrelas Michelin, em Lisboa, e de cerca de uma dezena de outros restaurantes em Portugal e no Dubai, conquistou a 70.ª posição, um lugar atrás do austríaco Hans Neuner (‘Ocean’, duas estrelas Michelin, Porches, Algarve).

O português Henrique Sá Pessoa (‘Alma’, Lisboa, duas estrelas), estava nomeado, mas não integrou a lista final.
O título de Melhor Cozinheiro foi atribuído ao dinamarquês René Redzepi, seguido de Björn Frantzén (‘Frantzén’, Estocolmo, três estrelas), que tinha sido o vencedor da edição do ano passado.

Em terceiro lugar ficou o norte-americano Dan Barber (‘Blue Hill at Stone Barns’, Tarrytown, duas estrelas, e ‘Blue Hill’, Nova Iorque, uma estrela).

Também com restaurantes em Portugal, os espanhóis Martin Berasategui (‘Fifty Seconds’, Lisboa, uma estrela) e Eneko Atxa (‘Eneko Lisboa’) ficaram, respetivamente, em 37.º e 17.º lugares.

A edição deste ano foi realizada em formato virtual, com a organização a divulgar os distinguidos ao longo do dia, através das redes sociais.

A distinção, criada pelo italiano Cristian Gadau e pela empresa TBC MediaCorp, pretende dar destaque ao cozinheiro em detrimento do restaurante, e a seleção dos nomeados parte de “parceiros independentes” da plataforma.

O prémio ‘Lenda’ foi atribuído ao francês Michel Bras, do restaurante ‘Le Suquet’, que conquistou três estrelas Michelin em 1999 e que saiu do guia, em 2018, a pedido do filho, Sébastien Bras.

O brasileiro Rafa Costa e Silva (‘Lasai’, Rio de Janeiro, uma estrela), venceu o prémio ‘Followers’ (‘Seguidores’ nas redes sociais), enquanto a conterrânea Manu Bufarra (‘Manu’, Curitiba) recebeu a distinção ‘Rising Star’ (‘estrela em ascensão’).

O prémio relativo à Ciência, destinado ao cozinheiro que se destaque na investigação, técnicas experimentais e transformação, foi para o ‘chef’ Rasmus Munk (‘Alchemist’, Copenhaga, duas estrelas).

A votação coube aos cozinheiros do ‘ranking’ do ano passado e aos novos candidatos deste ano, somando-se ainda os votos de “uma seleção de profissionais culinários, fotógrafos e amantes da cozinha”.

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