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Viana do Castelo

Projeto eólico no mar de Viana vai mesmo ser replicado na Escócia em grande escala

Energia

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Foto: DR

Ocean Winds, a ‘joint venture’ da EDP Renováveis (EDPR) e da Engie para projetos no mar (‘offshore’), anunciou hoje que ganhou os direitos para desenvolver um projeto eólico de cerca de um gigawatt (GW) na Escócia.

“A EDP Renováveis, subsidiária do grupo EDP e quarto maior produtor mundial de energias renováveis, anuncia que a Ocean Winds, a ‘joint venture’ [parceria] que detém em conjunto com a Engie para projetos offshore, recebeu direitos exclusivos para desenvolver um projeto eólico offshore de cerca de 1 GW no bloco NE4, o parque eólico offshore Caledónia, na Escócia”, lê-se num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a mesma nota, está a ser considerada utilização de parte da produção daquele parque para a componente de hidrogénio renovável.

A empresa concorreu, através da Ocean Winds, aos leilões da ScotWind, para projetos ‘offshore’ em águas escocesas, onde apresentou propostas para até 9 gigawatts (GW) de capacidade em parques fixos e flutuantes, e recebeu direitos para a utilização de uma área de 440 quilómetros quadrados (km2), localizada junto aos projetos ‘offshore’ já existentes de Moray East – o maior do género na Escócia – e Moray West, com 950 megawatts (MW) e cerca de 900 MW, respetivamente.

Desta forma, explicou, pode “aproveitar a experiência acumulada e sinergias no desenvolvimento, construção e operação deste novo projeto e dando continuidade ao plano de investimentos da EDP em prol da transição energética”.

O parque Caledónia será comissionado até ao final da década, “posicionando a Ocean Winds como líder no mercado ‘offshore’ escocês e contribuindo ativamente com cerca de 2,9 GW para atingir a meta do país”, referiu a ‘joint venture’.

Em outubro, o presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, afirmou que o grupo quer aproveitar o “potencial” da Escócia para produzir energia eólica em grande escala com tecnologia ‘offshore’ flutuante desenvolvida em Viana do Castelo.

“A Escócia tem não só um grande potencial de ‘offshore’ convencional, fixo ao fundo do mar, mas tem também potencial para o ‘offshore’ flutuante. Esta é uma tecnologia mais embrionária, mais inovadora, mas na qual nós já temos alguma experiência”, afirmou Stilwell D’Andrade à agência Lusa, à margem da inauguração do centro de operações e manutenção de Moray East no porto de Fraserburgh, norte da Escócia.

A EDP tem também a meta mínima de alcançar 3,9 GW no leilão de eólico ‘offshore’ Scotwind, equivalente a um capex (investimento) de até 11,9 mil milhões de euros.

Este investimento é adicional ao já realizado pela Ocean Winds, joint venture detida a 50/50 pela EDP Renováveis e pelo grupo energético francês Engie, nos parques eólicos ‘offshore’ de Moray East e Moray West, estimado em 3,1 mil milhões de euros.

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