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Braga

Projeto de autocarro escolar para aliviar trânsito em Braga distinguido nos “Prémios Municípios do Ano”

Na Categoria Norte – mais de 20 mil habitantes.

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Foto: CM Braga / Divulgação

O projeto “Inteligência Urbana na Mobilidade Escola – School Bus”, de Braga, ganhou esta sexta-feira a distinção nos Prémios Municípios do Ano – Portugal 2018 na Categoria Norte – mais de 20 mil habitantes, que decorreu ao início da noite em Guimarães, no Paço dos Duques.

Os projetos de Ponte de Lima e Viana do Castelo, que estavam nomeados, não foram galardoados na iniciativa promovida pela Universidade do Minho que visa “reconhecer boas práticas” autárquicas com impacto social, económico, cultural ou ambiental.

O Prémio Município do Ano 2018, o principal galardão do evento, foi entregue a Arouca pelo projeto “Arouca – Geoparque Mundial da UNESCO”.

Em declarações à Lusa, à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Municípios do Ano – Portugal 2018, o responsável pela plataforma UM-Cidades, que coordena o concurso, Paulo Pereira, salientou que houve “um crescimento e melhoria” dos projetos apresentados, sendo que o de Arouca se distinguiu pela “multidisciplinaridade”.

“Este é um projeto que abrange a temática da valorização do território, na sequência da intervenção dos passadiços [sobre o rio Paiva], que já foi objeto de concurso anterior. O projeto procura valorizar o concelho de Arouca em temáticas como lazer, território, mas com uma forte preocupação ambiental”, descreveu Paulo Pereira.

Além do Prémio Município do Ano e do galardão que Braga venceu, foram entregues mais oito distinções: a Montalegre pelo projeto “Sexta-feira 13 Noite das Bruxas (categoria Norte – menos de 20 mil habitantes), a Arouca pelo “Geoparque Mundial da UNESCO” (Categoria Área Metropolitana do Porto), a Idanha-a-Nova pelo “Recomeçar Idanha” (Categoria Centro – menos 20 mil habitantes), à Mealhada pelo “CATRAPIM – Festival de Artes para Crianças (Centro – mais de 20 mil habitantes).

O projeto School Bus

Após a fase-piloto realizada no ano passado no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, o projeto foi implementado de forma permanente no início deste ano lectivo, contribuindo para o alívio do fluxo de trânsito junto de seis escolas do centro de Braga: EB 2,3 Francisco Sanches, EB 2,3 André Soares, Colégio D. Diogo de Sousa, Colégio Leonardo Da Vinci, Colégio Teresiano e Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

A ligação a estes estabelecimentos de ensino é feita a partir das quatro principais entradas de Braga, com interfaces na Av. Robert Smith, em Maximinos, na Variante do Fojo e junto ao Estádio Municipal.

Em um mês de funcionamento, o projecto registou a adesão de 397 crianças que são transportadas diariamente por este serviço até ao seu estabelecimento escolar. Do ponto de vista ambiental, estima-se que o projecto tenha retirado cerca de 200 veículos da sua zona de implementação, representando uma poupança diária de 14 quilómetros por carro em viagens e uma diminuição de 1.83 Kg de CO2 por carro/dia. A expectativa do município é que o número de crianças a utilizar este serviço possa chegar em breve aos 450 alunos, número inicialmente previsto para este primeiro ano de implementação.

Municípios do Ano

Esta foi a quinta edição dos Prémios Município do Ano e contou com 56 candidaturas, estando nomeados projetos de 35 municípios para as nove categorias e para o grande prémio final.

O concurso “visa reconhecer as boas práticas de projetos implementados pelos municípios com impacto no território, na economia e na sociedade, promovendo o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade”.

Aquele galardão quer também “colocar na agenda a temática da territorialização do desenvolvimento, perspetivada a partir da ação das autarquias, bem como valorizar realidades diversas que incluam as cidades e os territórios de baixa densidade nas diferentes regiões do país”.

A iniciativa foi ganha em 2014 pelo município de Lisboa (projeto “Há Vida na Mouraria”), em 2015 por Vila do Bispo (projeto “Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza”), em 2016 pelo Fundão (projeto “Academias de Código”) e em 2017 por Guimarães (projeto “Pay-as-You-Throw no Centro Histórico de Guimarães”).

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Braga

Braga a Correr homenageou atleta que morreu

Cláudia Silva morreu após uma corrida com aquele grupo informal

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Foto: Facebook de "Braga a Correr"

O 198.º Braga a Correr, que se realizou na segunda-feira, homenageou Cláudia Silva, atleta que faleceu na semana passada, quando corria com amigos, integrando aquele grupo.

Ontem, os primeiros 150 metros foram de caminhada até ao local onde se deu a tragédia, seguindo-se um minuto de silêncio, num momento em que esteve presente a filha, e a colocação de uma coroa de flores e de uma fotografia. Depois, seguiu-se um treino curto, com passagem pelo cemitério.

Segundo se apresenta no sua página no Facebook, o Braga a Correr é “um evento informal que pretende ser um momento descontraído, que conjugue o convívio com a prática de exercício físico, descobrindo Braga”.

Integrada neste grupo de amigos, na noite em que se deu a sua morte, Cláudia Silva sentiu-se mal e abandonou o exercício. Foi acompanhada por duas amigas para o local que funciona como ponto de encontro para os atletas amadores. Acabou por falecer na Avenida da Liberdade, no centro da cidade, ao que tudo indica com um “ataque cardíaco fulminante”.

Mulher morre após corrida com amigos em Braga

Cláudia Silva era segurança numa empresa de produtos alimentares, solteira, tinha uma filha e corria com o grupo que se junta todas as segundas-feiras à noite.

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Vila Verde

Bateu recorde a subir escadas do Parlamento Europeu em bicicleta e ainda saltou por cima de eurodeputado

Novo recorde foi alcançado

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Fotos: Divulgação

O atleta português Daniel Sousa superou hoje o desafio de subir em bicicleta as escadas centrais do edifício do Parlamento Europeu em Bruxelas, numa iniciativa levada a cabo pela equipa ‘Trial Portugal’, sediada em Vila Verde e promovida pelo eurodeputado José Manuel Fernandes.

“Não é usual acontecer este tipo de eventos neste edifício, mas foi um momento bonito, que evidenciou a abertura do Parlamento Europeu, incluindo os deputados, ao desporto radical e a demonstrações das capacidades e das mais valias que representam os nossos jovens”, afirmou José Manuel Fernandes.

Sob a atenção de eurodeputados, funcionários e visitantes do Parlamento, Daniel Sousa conseguiu subir as escadas dos primeiros 5 andares da torre E do edifício Altiero Spinelli (ASP), sem colocar os pés no chão e sem desmontar da bicicleta, em 3 minutos e 35 segundos. É um novo recorde da ‘Trial Portugal’ em subidas de edifícios emblemáticos.

No final, Daniel Sousa – que assumiu a prova numa altura em que o campeão e colega de equipa João Sousa está a recuperar de uma intervenção cirúrgica – contemplou a assistência com um espectáculo de habilidade e destreza ‘trialeira’ sobre o corpo de José Manuel Fernandes, que aceitou o desafio para colaborar na demonstração.

Devido às implicações em termos de segurança, logística e funcionamento dos serviços parlamentares, a concretização do ‘UP Stairs Challenge’ “não foi um processo fácil” ao nível das autorizações necessárias, mas “revelou-se uma boa causa e um bom resultado, também para o parlamento e para UE” – como reconheceu o Eurodeputado do PSD e coordenador do PPE, que fez questão de agradecer o apoio do presidente do Parlamento, o italiano Antonio Tajani.

“O desporto é importante para nos ajudar a promover o multiculturalismo e os valores da União Europeia, junto dos cidadãos europeus e no resto do mundo. São valores como a inclusão, igualdade, solidariedade, liberdade, dignidade e valorização humana, o ambiente, a saúde e a qualidade de vida das pessoas que tornam a União Europeia mais forte e que o desporto ajuda a promover”, defendeu José Manuel Fernandes.

Os jovens mereceram uma palavra especial da parte do Eurodeputado, lembrando que “são quem mais reconhece o benefício da União Europeia”. Aproveitou para reforçar o apelo à participação nas questões europeias e à concretização de ações que ajudem a estimular o conhecimento e o interesse dos jovens pelas instituições europeias.

José Manuel Fernandes, que assumiu o lançamento do projeto-piloto para a promoção do desporto e intercâmbios entre cidades e regiões, elogiou o trabalho da ‘Trial Portugal’, designadamente na luta pelo desporto sem barreiras e na valorização da participação cívica.

Daniel Sousa, que agradeceu todo o trabalho desenvolvido para tornar possível a oportunidade de levar avante o ‘UP Stairs Challenge’ “no coração da democracia europeia”, prometeu para breve novos desafios em edifícios emblemáticos fora de Portugal, dando seguimento a uma série que já levou a equipa a vencer provas no interior de edifícios como o Primavera BSS, Liberty Seguros, Câmara de Lisboa e Câmara da Maia.

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Braga

Guerra Correia/Salvador prossegue no Tribunal de Famalicão

Na primeira sessão do julgamento, Salvador negou a dívida

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Foto: DR/Arquivo

Deve ou não? Esta é a questão em análise no julgamento que opõe os empresários António Salvador e Domingos Correia, e que esta quarta-feira continua no Tribunal de Famalicão. Correia, que foi sócio de Salvador em Moçambique, diz que este lhe deve quase um milhão de euros.

Para os tentar recuperar pôs duas ações ao dono da Britalar e tem uma terceira pronta para entrar. A que está agora em causa tem o valor de 250 mil dólares, mas, com juros, pode chegar aos 300 mil. Na primeira sessão do julgamento, António Salvador negou a dívida e apresentou um e-mail, com o qual pretende provar que já pagou.

O queixoso contrapôs que o pagamento descrito no e-mail se prendia com outras dívidas, e apresentou, também, documentos contabilísticos, nesse sentido. Hoje serão ouvidas as testemunhas, algumas delas vindas propositadamente de Moçambique. Nas duas ações, António Salvador fez chegar ao Tribunal de Famalicão dois pedidos de caução, cada um de cerca de 300 mil euros. 600 mil, ao todo. Evitou, assim, a penhora das mobílias e equipamentos da casa onde vive em Braga, em vias de ser executada por uma alegada dívida de 300 mil euros.

“A minha postura sempre foi e será a de resolver quaisquer conflitos em sede judicial, como é desígnio de um Estado de Direito, nunca procurando qualquer espectáculo mediático”, afirma Salvador.

Face à entrada de cauções, Domingos Correia foi ao processo lembrar que Salvador diz nada ter, casas, automóveis ou dinheiro, mas é, direta ou indiretamente, administrador de 19 empresas, algumas no estrangeiro.

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