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Famalicão

Projeto de arte urbana transforma edifício das Lameiras em Famalicão

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Fotos: Divulgação

As quatro torres do Complexo das Lameiras, em Vila Nova de Famalicão, serão convertidas até sexta-feira no “maior projeto de arte urbana” do Minho, com a pintura de murais representando personalidades históricas ligadas à cidade, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o centro artístico “A Casa ao Lado”, que orienta o projeto com o apoio do município de Famalicão, adianta que na parte superior de cada uma das quatro torres estão a ser pintados murais representando “quatro personalidades históricas nacionais com ligação à cidade”: o ex-Presidente da República Bernardino Machado, os escritores Camilo Castelo Branco e Júlio Brandão e o historiador Alberto Sampaio.

O objetivo é converter as quatro torres do “icónico” Edifício das Lameiras – um complexo localizado numa das principais ruas do centro de Famalicão e onde habitam mais de 1.000 pessoas – no “maior projeto de arte urbana da região do Minho”.

Os promotores da iniciativa referiram à Lusa que desde o início do mês de agosto “cada torre está a ser pintada com a colaboração de grupos de 12 jovens dos seis aos 25 anos, num total de 48” pessoas.

“Duas torres estão a ser intervencionadas por jovens moradores das Lameiras e a participação na pintura dos murais nas outras duas torres é aberta a toda a comunidade”, referiram.

Além de participarem nos trabalhos, os jovens moradores das Lameiras terão “a sua marca eternizada na obra, através da representação dos seus rostos nas partes interiores de cada uma das torres”.

“O objetivo deste projeto passa pela inclusão de jovens moradores nas Lameiras, permitindo-lhes usufruir de experiências artísticas, conhecer outras realidades e deixar a sua marca na zona onde residem. Estes jovens não têm qualquer experiência no campo artístico, mas vão certamente sentir orgulho na sua área de residência e na diferença artística que este projeto trará para a cidade”, sustenta o diretor artístico da “A Casa ao Lado”, citado no comunicado.

De acordo com Ricardo Miranda, “a dimensão deste projeto vai, naturalmente, produzir um forte impacto urbanístico na cidade de Famalicão”, existindo por isso a “ambição de o ver integrado nos roteiros turísticos da arte urbana social”.

“Queremos que esta zona das Lameiras, que já foi sinónimo de exclusão social, passe a ser um cartão-de-visita da cidade e um polo de atração turística, quer a nível regional, como no país”, sustenta.

Fundada em 2005 pelos artistas plásticos Ricardo Miranda e Joana Brito, “A Casa ao Lado” é um centro artístico localizado em Famalicão que desenvolve a sua atividade “tendo como foco a aprendizagem, a experimentação e a sensibilização artística”.

Segundo os promotores da iniciativa, o Complexo Habitacional das Lameiras, também conhecido como Edifício das Lameiras, é um núcleo urbano da cidade de Vila Nova de Famalicão constituído por 290 habitações, que começou a ser construído em 1978, tendo na altura sido alvo de “muita discussão pública”.

“Só no primeiro semestre de 1983 é que o edifício passou a ser habitado, se bem que, já nos últimos dias de 1982, três famílias tenham sido alojadas, ainda sem água nem luz”, recordam.

O edifício nunca foi formalmente inaugurado, “porque as autoridades de há 35 anos estavam cientes de que a construção tinha sido de má qualidade e uma inauguração naquela altura iria revoltar os moradores”.

“De imediato os residentes foram notando uma série de lacunas nos materiais de construção civil utilizados”, afirmam, explicando que “muitos deles receberam as casas com fissuras nas paredes, penetração de humidades e portas de interior colocadas no exterior”.

E se “em 1983 morar nas Lameiras era motivo de exclusão, quer nos estudos, quer no emprego”, atualmente “viver neste lugar é viver numa comunidade com um percurso de vida e objetivos comuns”, sustenta “A Casa ao Lado”.

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Apanhou ladrão a assaltar casa e prendeu-o até chegar a GNR, em Famalicão

Crime

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Foto: O MINHO

A GNR deteve, hoje de madrugada, um homem de 33 anos por tentativa de furto numa casa, em Famalicão.

“O suspeito terá tentado furtar bens no interior de uma residência e, para tal, muniu-se de uma faca. Foi, no entanto, surpreendido pelo proprietário que avisou os militares e o reteve até à sua chegada”, refere comunicado da GNR.

O suspeito tem antecedentes criminais. Em fevereiro, já tinha sido detido por furto de ouro noutra residência.

A GNR refere, ainda, que “os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão”.

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Covid-19: Cinco mortes em lar de Famalicão

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Cinco utentes do Centro Social de Bairro, em Famalicão, morreram de complicações respiratórias na sequência de infeção pelo vírus SARS CoV 2, que provoca a doença covid-19, apurou O MINHO junto de fonte da direção.

Ana Sousa explica que os cinco idosos tinham várias complicações de saúde, o que levou a que fossem transportados para as unidades hospitalares de Famalicão e Guimarães, onde acabaram por falecer. Rondavam a casa dos 90 anos de idade.

“Temos feito um trabalho diário, quase ao minuto, junto da saúde pública, os nossos enfermeiros e o médico estão a acompanhar permanentemente os nossos utentes que temos isolados e também os outros, que não estão infetados”, disse a presidente da instituição.

A mesma preferiu não adiantar o número real de infetados, uma vez que ainda se encontram a decorrer vários testes de despistagem e aguardam-se resultados. “O que é agora, daqui a um minuto pode deixar de o ser, por isso não vou avançar números de infeções”, esclareceu.

Visivelmente transtornada com a situação, a diretora assegura que estão a ser tomadas todas as diligências para proteger os utentes daquele centro social. “Quando surgem sintomas mais graves, são logo hospitalizados”.

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Empresa de Famalicão oferece um milhão de luvas a instituições de solidariedade

Covid-19

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Foto: Divulgação/ Raclac

A Raclac, empresa de descartáveis para a área da saúde, ofereceu um milhão de luvas a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). As luvas serão distribuídas pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) a todas as instituições asssociadas.

“Escolhemos as IPSS pois são entidades que, além de prestarem um inegável serviço público ao longo dos anos a todos nós, estão nesta fase com dificuldades acrescidas. Foi uma forma de dizermos obrigado e de apoiarmos com tudo o que está ao nosso alcance”, justifica Pedro Miguel Costa, CEO da Raclac, citado pelo jornal Solidariedade.

Apanhada pela crise em fase de instalação na nova fábrica de Famalicão, que preconiza um investimento de 23 milhões de euros, a Raclac é o maior fornecedor de descartáveis para a área da saúde e está agora a canalizar toda a produção para os hospitais portugueses.

Além das mais de 2,3 milhões de luvas que fabrica por dia, o CEO da empresa, Pedro Miguel Costa, em declarações ao Jornal T, afirma que a empresa tem já também contratada com mais de 30 fábricas de confeção a produção de outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os profissionais de saúde, como fatos com capuz e balaclavas.

“Nesta altura temos obrigação de proteger os nossos. O negócio é secundário e há mês e meio que parámos a exportação”, aponta Pedro Miguel Costa.

A postura da Raclac é elogiada pelo presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha: “Tem estado na linda da frente de uma resposta produtiva que está excessivamente concentrada na Ásia e assume que a única prioridade nesta altura são os nossos profissionais de saúde e que diariamente estão a ser feitas entregas nos mais diversos hospitais. Esta preocupação está também reflectida no lado solidário da empresa. À Protecção Civil Municipal de Famalicão a Raclac já doou 6.000 máscaras cirúrgicas e 20 mil pares de luvas. Um bom exemplo do empreendedorismo e da responsabilidade social dos empresários famalicenses”.

A RACLAC é a única empresa europeia de luvas de exame e a maior fornecedora de descartáveis para a saúde a nível nacional.

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