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Desporto

Projeto contra violência no desporto criado em Braga vai ser alargado a todo o país

Comarca de Braga fez mais em seis meses do que aquilo que foi feito a nível nacional em dez anos

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Foto: DR / Arquivo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que vai alargar “de forma faseada” a todo o país o projeto-piloto de combate à violência em eventos desportivos que está a desenvolver na comarca de Braga desde setembro de 2019.

“A procuradora-geral da República decidiu alargar o projeto a nível nacional, de forma faseada. A decisão, no que respeita às comarcas que serão abrangidas no quadro desse alargamento, dependerá da avaliação deste projeto”, refere a PGR, numa resposta enviada à agência Lusa.

O Ministério Público (MP) lançou um projeto-piloto de combate à violência em eventos desportivos na comarca de Braga em setembro de 2019, uma iniciativa que está a ser desenvolvida em conjunto com a Polícia de Segurança Pública.

A PGR explica que o projeto foi definido e implementado pela Procuradoria-Geral da República, tendo a procuradora-geral Lucília Gago nomeado um elemento do seu gabinete para assegurar a coordenação e articulação com os magistrados envolvidos.

Segundo a PGR, foi igualmente designado um ponto de contacto que serve como interlocutor privilegiado com os Órgãos de Polícia Criminal.

“A atribuição de inquéritos relacionados com fenómenos de violência no desporto a magistrados especializados nesta matéria é um dos aspetos do projeto que foi ensaiado na comarca de Braga e que será replicado a nível nacional”, precisa a PGR, acrescentando que o número de magistrados “a especializar dependerá sempre da realidade existente em cada comarca e das suas específicas necessidades”.

Segundo o Ministério Público de Braga, oito magistrados judiciais e do MP que fazem parte deste projeto-piloto nesta comarca estiveram presentes no jogo entre o Vitória SC e FC Porto, no domingo, em que o futebolista Moussa Marega foi alvo de insultos racistas.

O programa que está a ser desenvolvido na comarca de Braga tem como objetivo reforçar “a eficácia da resposta do sistema penal aos crimes que são praticados no contexto de um espetáculo desportivo, designadamente por referência à importância da aplicação das medidas de interdição de acesso a recinto desportivo”.

No balanço feito à Lusa, a PGR indica que, nos cinco meses de execução deste projeto, foram aplicadas, em sede de processo penal, mais medidas de interdição de acesso a recinto desportivo na comarca piloto de Braga do que em mais de dez anos de vigência da lei que prevê estas medidas.

Segundo a PGR, desde setembro foram aplicadas 54 interdições de acesso a recinto desportivo, uma das quais foi no passado domingo no jogo entre o Vitória e FC Porto na consequência da detenção de um adepto que se envolveu em confrontos.

De acordo com a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, cerca de 100 adeptos estão atualmente proibidos de entrar num estádio de futebol.

O avançado do FC Porto Marega recusou-se, no domingo, a permanecer em jogo contra o Vitória de Guimarães e abandonou o campo, ao minuto 71, após ter sido alvo de insultos racistas por parte dos adeptos do clube vimaranense.

A PSP já identificou várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas a Marega, sem adiantar o número de suspeitos, uma vez que continua a efetuar diligências para identificar outros envolvidos.

O Ministério Público instaurou um inquérito na sequência deste incidente, que já mereceu a condenação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, entre outros.

Este comportamento configura um crime previsto no Código Penal punido com prisão de seis meses a cinco anos e uma contraordenação sancionada com coima entre 1.000 e 10.000 euros.

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Desporto

João Sousa considera cancelamento de Wimbledon “uma medida necessária”

Covid-19

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Foto: Arquivo

O tenista português João Sousa considerou hoje “uma medida necessária” o cancelamento de Wimbledon, terceiro torneio do ‘Grand Slam’, atendendo à pandemia provocada pela covid-19.

“O cancelamento de Wimbledon e a suspensão do circuito ATP até 13 de julho não são obviamente notícias que nos agradem, principalmente a nós atletas, aos fãs e pessoas envolvidas nos eventos, mas, nos tempos que estamos a viver, acredito que é uma medida necessária. Agora o importante é viver semana a semana, dia a dia”, afirmou o vimaranense, em declarações à agência Lusa.

O número um português e 66.º colocado do ‘ranking’ mundial revela estar “ao corrente da situação tenística, através do grupo [de WhatsApp] dos jogadores”, e defende não haver muito a fazer em relação à suspensão do circuito.

“Acho que a ATP, juntamente com a Federação Internacional de Ténis e os torneios do ‘Grand Slam’, neste caso Wimbledon, têm estado em contacto e à procura de soluções para voltarmos rapidamente ao circuito. Se ainda não existem circunstâncias favoráveis, temos de esperar e acreditar no trabalho que é desenvolvido por essas entidades para que o ténis volte o mais rapidamente possível à normalidade”, frisou o minhoto.

Wimbledon, o mais antigo torneio do ‘Grand Slam’, foi cancelado pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o All England Club, entidade organizadora da prova.

“É com grande mágoa que a direção do All England [AELTC] e a Comissão de gestão da prova decidiram hoje cancelar o torneio de 2020, devido à crise de saúde pública provocada pelo novo coronavírus”, refere o comunicado divulgado no site oficial do AELTC.

O torneio seria disputado entre 29 de junho e 12 de julho, mas, depois de uma reunião de urgência, a organização optou por cancelar a sua realização este ano, o que significa que a 134.ª edição da prova se vai disputar em 2021, entre 28 de junho e 11 de julho.

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Desporto

SC Braga e Vitória SC pagaram mais de três milhões a empresários

Futebol

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Foto: DR

Os clubes portugueses das I e II Ligas profissionais de futebol, e alguns emblemas de futebol feminino, pagaram 83,650 milhões de euros em comissões a empresários, revelou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Embora afastados dos lugares cimeiros, ocupados por Benfica, Porto e Sporting, os rivais minhotos SC Braga e Vitória SC gastaram ambos mais de três milhões, com 3,29 milhões para a SAD dos bracarenses, a que se somam 21 mil euros pagos pelo clube, e 3,6 milhões para os vimaranenses.

Os valores reportam-se ao pagamento de serviços relacionados com a intermediação em momentos de contratação, renovação ou mesmo de venda de ativos do plantel.

Segundo a tabela de intermediários e transações hoje publicada pela FPF, a SAD do Benfica pagou 34,2 milhões de euros entre 01 de abril de 2019 e 31 de março de 2020, o valor mais alto em Portugal, a que acrescem ainda cerca de 59 mil euros pagos pelo clube ‘encarnado’ (e não pela SAD) por jogadoras para a equipa feminina.

Logo atrás do Benfica está o FC Porto, com 23,7 milhões pagos a intermediários, seguindo-se o Sporting, com 15,9 milhões, o que significa que, dos 83,650 milhões, os três grandes são responsáveis por 73,8 milhões, ou seja, mais de 88% do valor total.

O número global denota um aumento de mais de 32 milhões de euros em relação ao período homólogo do ano passado, com os principais clubes a gastarem mais do que anteriormente: o Benfica despendeu mais 16,4 milhões com empresários, o FC Porto mais 7,6 milhões e o Sporting mais 9,8.

Entre os 18 emblemas da I Liga masculina, o único que não figura na tabela da FPF é o Portimonense, enquanto o valor mais baixo registado entre os que pagaram valores a empresários pertence ao Nacional, da II Liga, com cinco mil euros.

No escalão secundário, que inclui 18 equipas, entre elas as formações ‘B’ de FC Porto e Benfica, apenas oito clubes (não contando com ‘dragões’ e ‘águias’) pagaram comissões, com 10 emblemas sem qualquer registo no tempo analisado.

O único clube que não se encontra integrado no esquema profissional da Liga portuguesa é o Paio Pires, que gastou mais de seis mil euros em oito jogadoras da equipa feminina, que milita na II Divisão-Sul.

Por outro lado, quase 25 mil euros do valor total foram pagos por quatro jogadores: Mohamed Touré (Desportivo das Aves), Éverson (Portimonense, atualmente emprestado ao Bahia), Brian Araújo (Gil Vicente) e Helinho (AD Fafe).

Um relatório da FIFA relativo ao ano de 2019, que abrange a janela de transferências do verão contempladas na tabela da FPF, mas não o período de inverno, no mês de janeiro, dava conta de um lucro de 454 milhões de euros para clubes portugueses com transações de jogadores.

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Desporto

UEFA suspende avaliação financeira dos clubes para 2020/21

Covid-19

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Foto: DR

Os prazos de inscrição nas competições de futebol de clubes da UEFA para 2020/21 foram adiados “até novo aviso” e os processos de licenciamento e avaliação financeira ficaram suspensos, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o organismo.

“O Comité Executivo [da UEFA] decidiu suspender as disposições de licenciamento de clubes relacionadas com a preparação e avaliação das futuras informações financeiras dos clubes. Esta decisão aplica-se exclusivamente à participação nas competições de clubes para 2020/21”, lê-se num comunicado publicado no sítio oficial do organismo na Internet.

Esta decisão foi tomada após uma reunião da UEFA, através de teleconferência, com 55 federações que são membros do organismo regulador do futebol europeu, incluindo a Federação Portuguesa de Futebol.

“O Comité Executivo concordou que as atuais circunstâncias excecionais requerem algumas intervenções específicas para facilitar o trabalho das federações-membro e dos clubes e, por isso, apoia a proposta de dar às federações mais tempo para concluir o processo de licenciamento dos clubes, até que o processo de admissão às competições de clubes da próxima temporada esteja redefinido”, acrescentou.

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