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Profissionais de saúde debatem o futuro da cirurgia ambulatória a nível mundial

Iniciativa espera mais de dois mil participantes

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Foto: DR

A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) vai promover, pela primeira vez, em Portugal, o Congresso Internacional da especialidade, de 27 a 29 de maio, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

A iniciativa espera mais de dois mil participantes e destina-se a médicos das diferentes especialidades cirúrgicas, anestesiologistas, enfermeiros, administradores e gestores hospitalares.

“Este congresso será uma excelente oportunidade para mostrar todo o bom trabalho que estamos a fazer na especialidade de cirurgia de ambulatório, em Portugal. Será, também, um momento privilegiado para avaliarmos o impacto e crescimento da cirurgia ambulatória no mundo.” explica Carlos Magalhães, presidente da APCA.

O congresso abordará diversas temáticas que moldam a atualidade da cirurgia ambulatória em Portugal e no mundo, incluindo tópicos como as novas tendências cirúrgicas, anestésicas e tecnológicas.

Até ao momento, a iniciativa conta com representantes de mais de 20 países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, China, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Índia, Inglaterra, Itália, Japão, Letónia, Moçambique, Nepal, Nova Zelândia, Portugal, República Checa, Rússia, Singapura, Suécia e Suíça.

Nos últimos anos, a cirurgia portuguesa em regime de ambulatório tem tido um desenvolvimento positivo. O principal fator de sucesso tem sido a sua multidisciplinaridade, envolvendo diferentes grupos profissionais, assim como a garantia de segurança e qualidade no tratamento dos doentes.

A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) tem como principal objetivo defender, promover e protagonizar o processo de evolução da cirurgia de ambulatório em Portugal.

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5G: Anacom propõe leilão para atribuir frequências até agosto de 2020

Será ainda “um recurso escasso”

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Foto: DR / Arquivo

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aprovou um projeto de decisão para a atribuição de frequências, incluindo as que serão usadas no 5G (quinta geração móvel), através de um leilão, a concluir em agosto de 2020.

Num comunicado, o regulador informa que foi aprovado este projeto “sobre a designação da faixa dos 700 MHz [megahertz] para serviços de comunicações eletrónicas, a limitação do número de direitos de utilização de frequências a atribuir nas faixas dos 700 MHz, 900 MHz, 1800 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz e a definição do respetivo procedimento de atribuição, o leilão”.

Assim, a Anacom publicou uma tabela com estas seis faixas, que irão a leilão, incluindo a quantidade de espectro e o tamanho dos lotes.

O processo de atribuição das licenças terá início ainda este ano, com a decisão de limitação dos direitos de utilização de frequência (DUF) em dezembro. O leilão deverá iniciar-se em abril do próximo ano e encerrar em junho, estando procedimentos concluídos em agosto, prevê a Anacom.

“A atribuição destes direitos de utilização de frequências deverá ser sujeita a um procedimento de leilão, por se tratar de um processo potencialmente mais transparente e objetivo para todos os interessados e menos intrusivo nos planos de negócio dessas entidades, pois permite que cada entidade, que tem necessidades próprias em termos de espectro, possa adquirir a quantidade de espectro que efetivamente precisa e que valoriza”, justificou o regulador, na mesma nota.

A Anacom pretende desta forma que apareçam “operações com diferentes dimensões” e que haja uma “utilização eficiente do espectro”, diminuindo, ao mesmo tempo, “a motivação para atribuições inconsequentes deste recurso”.

De acordo com o regulador, “o leilão proposto realizar em Portugal terá a grande vantagem de permitir contemplar, de forma muito abrangente e em maior escala do que tem sido possível noutros países da UE, duas faixas que são consideradas pioneiras para 5G” ou seja, “a faixa dos 700 MHz, adequada para assegurar a transição para a próxima geração de redes móveis e a cobertura em diferentes áreas e a faixa dos 3,6 GHz (3,4 3,8 GHz), apta para a disponibilização de capacidade necessária para serviços suportados nos sistemas” da quinta geração.

O organismo considera ainda que, sendo o espectro “um recurso escasso”, a sua atribuição deve estar sujeita ao cumprimento de obrigações de acesso à rede.

“Estas obrigações visam, nomeadamente, promover a entrada no mercado de novas entidades e o surgimento de novos modelos de negócio, beneficiando em particular as que não têm qualquer espectro, que optarem por não adquirir espectro ou que não conseguirem o espectro necessário para uma operação viável”, refere a Anacom.

Esta obrigações podem “ser impostas às entidades que obtiverem quantidades significativas de espectro ou que acumulem frequências em várias faixas, ou ainda que acumulem estas novas aquisições com DUF obtidos anteriormente”, defende o regulador.

A Anacom considera ainda que estas obrigações podem passar pela “partilha de infraestruturas, podendo assumir a forma de ‘roaming’ nacional, facilitando a implementação das redes não só de novos ‘players’, como de entidades já instaladas”, destacando que esta estratégia faz sentido, em particular, em zonas com baixa densidade populacional.

“Este sentido provável de decisão é submetido ao procedimento geral de consulta pública por um prazo de 20 dias úteis”, indicou a entidade.

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Polícia Marítima resgata 39 migrantes na Grécia

25 crianças

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Marítima em missão na Grécia, resgatou 39 migrantes na noite de 21 de outubro, informou hoje a Autoridade Marítima Nacional em comunicado.

No decorrer de uma ação de vigilância costeira, a equipa da Polícia Marítima detetou e resgatou 39 migrantes – 25 crianças, cinco mulheres e nove homens.

Os migrantes foram transferidos para o porto de Skala Skamineas, na Grécia, e entregues às autoridades gregas.

A Polícia Marítima encontra-se integrada na operação Poseidon, sob égide da agência europeia Frontex e em apoio à Guarda Costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia.

Desde 2014, quando iniciou a participação na missão Poseidon, a Polícia Marítima já resgatou 6.499 migrantes.

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Mais de um milhão de portugueses teve contacto com “fake news” no Facebook

Durante a última campanha eleitoral

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Foto: DR / Arquivo

O MediaLab do ISCTE, que monitorizou a “propaganda e desinformação nas redes sociais”, estima que mais de um milhão de portugueses tiveram contacto com “fake news” no mês anterior às legislativas, segundo um estudo universitário.

“É a ponta do icebergue da desinformação, um problema grave”, afirmou Gustavo Cardoso, sociólogo, professor catedrático de media e sociedade que participou no projeto do MediaLab que teve o apoio do Democracy Reporting International, uma ONG com sede em Berlim, e em colaboração com o DN.

Num país “com seis milhões de portugueses com perfis no Facebook”, e “a partir de 80 exemplos” de grupos e páginas pessoais associadas à divulgação de desinformação, houve, “no mínimo, um milhão de pessoas a serem tocadas pela desinformação” no mês que antecedeu as eleições, afirmou.

O MediaLab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, um projeto de “monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais”, escolheu 47 páginas pessoais e 39 grupos de Facebook, dois “viveiros” de páginas com conteúdo político, para fazer a sua análise, no mês anterior às eleições, entre 06 de setembro e 05 de outubro.

A equipa do MediaLab identificou mais de 6.500 posts no Facebook com conteúdo de desinformação ou “fake news” produzidas pelo “viveiro” das páginas pessoais, que tiveram, naquele mês, mais de 1,1 milhões de interações, pessoas que ou puseram um “like”, comentaram ou partilharam uma determinada publicação que a equipa considera desinformação, em graus diferentes de classificação.

No caso dos grupos abertos, em que várias pessoas escrevem livremente, o estudo aponta para a existência de mais de 45 mil publicações, com mais de dois milhões de interações (fazer um gosto ou “like”, comentário e partilha), entre setembro e outubro.

Nas duas semanas de campanha eleitoral, as interações foram mais de um milhão, entre as páginas e os grupos no Facebook.

E dois terços do conteúdo dos dois “viveiros” é “potencialmente desinformativo”, afirmou Inês Narciso, investigadora do ISCTE-IUL, que deu exemplos de publicações no Facebook entre as várias categorias de etiquetas, como “acusações não fundamentadas”, “factos imprecisos”, “spin de imagem”, “factos incorretos” ou ainda com “uso descontextualizado de fontes fidedignas”, entre 18 utilizadas no estudo.

O estudo da MediaLab concluiu que as “acusações não fundamentadas” foram os casos mais numerosos.

O pico das interações nos “viveiros” do Facebook analisados foi atingido em 04 de outubro, dia em que o primeiro-ministro e líder do PS se exaltou com um idoso no Terreiro do Paço, em Lisboa, depois de este ter dito a António Costa que estava de férias quando se deram os grandes incêndios de Pedrógão Grande (Leiria), em junho de 2017 – uma “fake news”.

Ao contrário de outros países europeus onde a desinformação anda associada a notícias sobre imigrantes e imigração, os temas mais abordados em Portugal, tanto nas páginas pessoais ou grupos, foram os políticos e a corrupção.

A equipa do MediaLab pegou em vários conteúdos, analisou-os, fez “fact checking” e apresentou alguns exemplos de páginas com nomes como “O País do Mete Nojo”, “Lesados do Estado”, “A Culpa é do Passos” ou ainda “Burlados do Continente”.

Como o da página de Mário Gonçalves, um “contribuinte farto de pagar a boa vida de corruptos e mafiosos”, que, com base em “factos imprecisos”, escreveu na sua conta no Facebook: “Novo Banco perdoa 25 milhões à Malo Clinic! Os ricos safam-se sempre!”.

Ou ainda a publicação do Tugaleaks que usa um “título impreciso”: “Escândalo! Magistrados reformam-se com o valor bruto do último salário.”

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