Seguir o O MINHO

País

Professores na rua contra “intoxicação de desinformação” sobre tempo de serviço

Guerra de números – no caso, de milhões de euros – entre o Governo e entidades independentes como a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República e o Conselho de Finanças Públicas, que apresentam estimativas diferentes para o impacto da contagem integral do tempo de serviço

em

Foto: DR / Arquivo

Dezenas de delegados e dirigentes sindicais dos professores manifestaram-se, esta quarta-feira, no Largo Camões, em Lisboa, numa “presença simbólica” para mostrar que os professores não vão deixar de lutar, desde logo contra a “intoxicação de desinformação” na sociedade.

“Temos que manter a nossa campanha de informação contra a intoxicação de desinformação que continua a querer desmontar um direito”, disse o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, em cima de um pequeno palco no Largo Camões perante algumas dezenas de sindicalistas em representação dos professores, que esta tarde se reuniram no terceiro “Comício da Indignação”, que percorre o país ao longo desta semana, que coincide com a campanha eleitoral para as eleições europeias.

O direito a que aludia Dias da Silva é o da contagem integral do tempo de serviço, ou seja, os nove anos, quatro meses e dois dias que os professores garantem não desistir de reivindicar – como era visível em muitos dos cartazes exibidos no protesto.

Já a “intoxicação de desinformação” referia-se à guerra de números – no caso, de milhões de euros – entre o Governo e entidades independentes como a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República e o Conselho de Finanças Públicas, que apresentam estimativas diferentes para o impacto da contagem integral do tempo de serviço.

“Parece-nos que neste momento o que temos que afirmar com toda a clareza é que a sociedade foi invadida por uma informação que foi veiculada por muita gente, nomeadamente pelo Ministério da Educação, que foi mentirosa relativamente àquilo que era o impacto da recuperação do tempo de serviço. Houve uma contaminação da informação com um conjunto de informações que eram totalmente falsas e isso reduziu o que era o conhecimento da realidade pela generalidade da população”, disse Dias da Silva aos jornalistas, momentos antes do discurso no palanque.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, deu um rosto ao que Dias da Silva apelidou de campanha de desinformação, e apontou o dedo a Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que “de forma absolutamente torpe foi para a televisão mentir”, ao afirmar que os professores exigiam retroativos ou que tinham recusado uma proposta do Governo para que o tempo fosse contabilizado com efeitos na aposentação.

Mário Nogueira lembrou que essa era uma das propostas dos sindicatos que o Governo recusou discutir.

Sobre a questão da opção por um dos diplomas relativos à contagem parcial do tempo de serviço, na proporção que o Governo aceitou contabilizar – os dois anos, nove meses e 18 dias – Mário Nogueira voltou a apelar aos professores para que “não se precipitem”, evitando decisões erradas que depois sejam difíceis de reverter, pedindo cautela e ponderação uma vez que o prazo para optar decorre até 30 de junho.

Os professores podem optar pelo diploma setorial que se aplica apenas a eles, e que prevê que recuperem os quase três anos de tempo de serviço de uma única vez, no momento da próxima progressão, ou pelo diploma criado posteriormente e entretanto promulgado pelo Presidente da República, para todas as carreiras especiais, que prevê a recuperação desse mesmo tempo em três momentos, em junho de 2019, 2020 e 2021, uma solução que pode ser mais favorável para professores que já tenham tido uma progressão desde janeiro de 2018 e que se arriscavam a só ver este tempo contado em 2022.

Mário Nogueira alertou, no entanto, que há um conjunto de aspetos que continuam por esclarecer, desde logo se aqueles professores que prefiram o diploma que apenas se aplica a eles tenham, de facto, de manifestar uma preferência.

Há ainda dúvidas sobre de que forma devem ser entregues os requerimentos e até na repercussão nos escalões do tempo a contar, uma vez que o 5.º escalão da carreira tem apenas dois anos de duração, menos do que o tempo a devolver.

“Já existem requerimentos a circular na internet, alguns com erros legais. As pessoas precipitam-se entregam o papel, depois tem um erro e querem corrigir e não podem. Não se precipitem”, disse o líder da Fenprof, que referiu que os sindicatos vão disponibilizar modelos de requerimento para evitar erros legais ou que os professores optem por um dos diplomas sem declarar que isso não significa a aceitação tácita de que desistem de ver contado o tempo remanescente.

Anúncio

País

Espeleólogos portugueses resgatados “sãos e salvos” em Espanha

Resgate

em

Foto: Telemadrid

Os quatro espeleólogos portugueses já foram resgatadas da gruta de Cueto-Conventosa, na Cantábria, Espanha, anunciou o Município de Cantábria. Dois dos “aventureiros” são da região do Minho, um de Esposende e outro de Guimarães.

Ficaram retidos dentro da gruta no sábado e só ao final desta segunda-feira conseguiram ser resgatados. A subida da água por causa da chuva bloqueou-lhes a saída.

A gruta de Cueto-Coventosa situa-se na região autónoma da Cantábria, na costa norte de Espanha, e é um desafio para todos os espeleólogos.

Os quatro portugueses entraram pelo Cueto, e cerca de 30 horas depois deveriam ter saído por Covendosa.

São 695 metros de desnível com um intrincado sistema de poços e túneis.

Os espeleólogos portugueses ainda conseguiram avançar 50 metros de profundidade durante hora e meia, mas a subida das águas impediu o resto do percurso.

O resgate foi feito pelas autoridades espanholas e concluído com sucesso ao final da tarde desta segunda-feira.

Continuar a ler

País

Quase 50 empresas vão promover frutas e legumes portugueses em Madrid

Fruit Attraction

em

Foto: DR / Arquivo

Quase 50 empresas e organizações de produtores vão estar, através da associação Portugal Fresh, entre terça e quinta-feira, em Madrid, a promover legumes e frutas portuguesas, na Fruit Attraction, uma das maiores feiras do setor da Europa.

A comitiva portuguesa tem vindo a crescer, passando de 20 empresas e organizações em 2011, ano em que a associação se estreou no certame, para 46, conforme, avançou, em comunicado, a Portugal Fresh.

A área ocupada também será a maior de sempre, com o stand português a alcançar os 600 metros quadrados (m2), mais do dobro do que tinha em 2011 (275 m2).

“A diversidade da oferta portuguesa aumentou consideravelmente e os pioneiros da promoção internacional – empresas do setor das peras e maçãs – estão hoje muito bem acompanhados por pequenos frutos, laranjas, tomates, kiwis, uvas, abóboras, couve portuguesa, cenouras, batatas e tantos outras que garantem uma mistura de aromas, sabores e cores únicas”, destacou, citado no mesmo documento, o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

A participação portuguesa nesta feira insere-se na estratégia de promoção externa da associação, que tem como objetivo alcançar 2.000 milhões de euros de exportações do setor em 2020.

Em 2018, as vendas para os mercados externos representaram 1.500 milhões de euros.

Entre as 46 entidades portuguesas que vão estar presentes na Fruit Attraction, encontram-se 29 empresas como a Lusomorango, a Beirabaga, a Quinta do Pizão e a Central Fruitas do Painho.

Por outro lado, vão também marcar presença nove associações, onde se encontram, a Associação Nacional de Kiwicultores (APK) e a Associação Portuguesa da Castanha (Refcast).

No stand português vão ainda estar oito parceiros como a Hubel, a Magos e a Caixa Agrícola.

Criada em, 2010, a Portugal Fresh conta, atualmente, com 87 sócios, que representam mais de 4.500 produtores portugueses.

Entre os objetivos desta associação encontram-se a valorização da origem Portugal e o incentivo ao consumo de frutas e legumes.

No total, a Fruit Attraction vai receber 1.800 empresas de 130 países e são esperados 90 mil visitantes.

Continuar a ler

País

Especialista defende fixação de pessoas nas zonas florestais remotas

Domingos Xavier Viegas quer minimizar incêndios florestais

em

Foto: DR / Arquivo

O professor universitário Domingos Xavier Viegas defendeu, na Lousã, a fixação de pessoas nas zonas florestais remotas, para que o interior possa enfrentar as alterações climáticas e minimizar os riscos de incêndio.

“Verificamos que muitos desses territórios são atualmente ocupados por cidadãos estrangeiros, que não são propriamente eremitas”, disse Xavier Viegas à Agência Lusa.

O investigador da Universidade de Coimbra, especialista em incêndios rurais, falava à margem de um encontro de discussão no âmbito do projeto europeu de investigação “Resilient Forest”, coordenado pela Universidade Politécnica de Valência, em Espanha.

“É possível fixar população nessas zonas florestais”, algumas das quais foram povoadas no passado, e “podemos pensar num outro tipo de pessoas” para o efeito, designadamente jovens que pretendam “encontrar condições ambientais” para uma nova vida, preconizou.

Nas últimas décadas, famílias de outros países, maioritariamente da União Europeia (UE), instalaram-se na Serra da Lousã, por exemplo, em diferentes concelhos que têm sido devastados pelos fogos, nos distritos de Coimbra e Leiria.

“Estes cidadãos não têm problemas em escolher para viver locais remotos no meio das serras”, salientou Xavier Viegas, indicando que esta tendência é comum a diversos municípios de norte a sul de Portugal.

Na sua opinião, a aposta no turismo deve ser acompanhada por medidas do Estado e das autarquias que promovam outras atividades económicas, que criem oportunidades de emprego e incentivem o regresso das pessoas às áreas florestais do interior.

“É mais agradável visitar um território onde vivem pessoas”, sublinhou o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Cofinanciado pelo programa LIFE+ da UE, o projeto “Resilient Forest” tem a participação de uma equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI, cujo laboratório funciona no aeródromo da Chã do Freixo, junto ao polo da Lousã da Escola Nacional de Bombeiros.

No encontro, com a presença de representantes das câmaras municipais e de outras entidades da região, foram debatidas iniciativas de índole ambiental que têm sido desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Ceira, afluente do Mondego, um dos casos de estudo do projeto.

Continuar a ler

Populares