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Professores mantêm ações de luta porque nada está ainda resolvido

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Foto: Facebook de Fenprof

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai manter as ações de luta programadas na defesa da contagem do tempo de serviço dos professores, porque nada está ainda resolvido, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral da estrutura sindical.

Mário Nogueira disse que a Fenprof tenciona esperar por desenvolvimentos durante o próximo mês e promover uma “grande manifestação nacional” de docentes em meados de fevereiro.

O veto presidencial ao diploma do governo que contava parcialmente o tempo de serviço congelado dos professores é encarado pelo líder sindical como “uma boa notícia”, mas ainda não uma vitória.

Na quarta-feira, Mário Nogueira considerou “absolutamente adequada” e “correta” a decisão do Presidente da República e referiu que, no dia 03 de janeiro, os docentes vão estar à porta do Ministério da Educação para dizer ao Governo: ‘Estamos aqui para iniciar essa negociação’”.

Os sindicatos de professores ameaçaram, na semana passada, “bloquear o normal desenvolvimento do ano letivo” se o Governo não abrir negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado, mas não só, até ao final de janeiro.

Em conferência de imprensa em Lisboa, depois de terem estado reunidos com o Governo – que havia dado por encerradas as negociações com os professores – os sindicatos unidos em plataforma deixaram um ultimato ao Ministério da Educação (ME), dizendo que cabe ao executivo “escolher o que quer fazer” e que se durante o mês de janeiro não forem reabertas negociações – relativas ao tempo de serviço, mas também aposentação, horários e precariedade -, haverá consequências para o “normal desenvolvimento do ano letivo”.

Falando em nome da plataforma, Mário Nogueira, disse que as medidas que podem vir a bloquear o ano letivo estavam a ser discutidas pelos sindicatos e em fase de recolha de sugestões dos professores.

Ainda para 03 de janeiro está previsto o reinício da greve a todo o trabalho que não esteja previsto no horário de trabalho de 35 horas semanais, nos mesmos moldes em que esta decorreu ao longo de todo o 1.º período escolar.

A 09 de janeiro os sindicatos são ouvidos na Assembleia da República, pela comissão parlamentar de Educação.

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Dois feridos do acidente na Madeira continuam na Unidade de Cuidados Intensivos

Tragédia na Madeira

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Foto: Diário de Notícias da Madeira

Dois dos feridos do acidente com um autocarro turístico, na quarta-feira, na freguesia do Caniço, na Madeira, continuam hoje internados na Unidade de Cuidados Intensivos, de um total de 16 que continuam no hospital do Funchal.

“Temos dois doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos, três doentes internados na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios, os restantes encontram-se em enfermarias normais”, disse Miguel Reis, adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Miguel Reis fez esta noite, numa conferência de imprensa, o ponto de situação do estado de saúde dos doentes que permanecem internados naquela unidade de saúde.

“Ontem [quarta-feira] foram admitidos 28 pacientes, 26 de nacionalidade alemã e dois de nacionalidade portuguesa”, afirmou o clínico, adiantando que “neste momento permanecem internados no hospital 16 doentes, dois de nacionalidade portuguesa e 14 de nacionalidade alemã”.

Do total de doentes que deram entrada naquele hospital do Funchal, 11 já tiveram alta.

Quanto aos dois portugueses envolvidos no acidente e que ainda permanecem internados, Miguel Reis indicou que “a situação mantém-se estável” e com ambos “conscientes”, estando “uma doente internada na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios e um doente internado na enfermaria de Ortopedia”, respetivamente a guia e o motorista do autocarro.

Falando sobre o avião de transporte médico que vai chegar na sexta-feira à ilha da Madeira para levar os doentes que estejam internados de regresso à Alemanha, o responsável clínico informou que, “neste momento, decorre uma avaliação clínica com a equipa médica que veio” daquele país.

O objetivo é a avaliação dos doentes para que, “eventualmente não por critérios clínicos, mas por desejo dos próprios ou dos seus familiares, (…) sejam transferidos o mais rapidamente possível para o seu país de origem”.

“Foi esse o consenso a que chegámos, a nossa equipa aqui no hospital e a equipa que veio da Alemanha”, acrescentou Miguel Reis, vincando não existir “nenhum critério clínico que justifique essa transferência”.

“Ela [a transferência] a ser feita, e o número de doentes [que vão], irá depender única e exclusivamente da situação pessoal dos doentes que manifestem esse desejo, ou que os familiares, na impossibilidade de os doentes darem essa informação, manifestem esse desejo”, reforçou o adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Pelo menos 29 pessoas morreram no acidente com um autocarro que transportava turistas alemães, no Caniço, concelho de Santa Cruz, na quarta-feira à tarde.

As vítimas mortais, 11 homens e 18 mulheres, são todas de nacionalidade alemã.

Uma das vítimas morreu no hospital central do Funchal, onde deram entrada 28 feridos, dois dos quais portugueses – o condutor e a guia.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, garantiram hoje que os dois feridos portugueses no acidente com um autocarro turístico na Madeira “estão estáveis” e não há vítimas em risco de vida.

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Programa transfronteiriço de 4 milhões vai permitir circulação de artistas e projetos culturais

Projeto cultural

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Foto: DR

O Programa Centro Magalhães vai envolver um investimento de quatro milhões de euros e permitir a “circulação de artistas e de projetos culturais” entre o Alentejo, Algarve e a Andaluzia (Espanha), revelou hoje a ministra da Cultura.

“O tripé” baseado na “história, criatividade e cooperação” é o que melhor representa o projeto, resumiu Graça Fonseca, em declarações aos jornalistas no final da apresentação do programa, que decorreu no Mosteiro de São Bento de Cástris, em Évora.

Financiado pelo INTERREG V A Espanha Portugal (POCTEP) e integrado no projeto mais amplo denominado SPHERA Cástris para as Indústrias Culturais e Criativas, o Magalhães vai ser executado a partir deste ano e até 2021.

Segundo a ministra, o programa “vai ligar projetos nas zonas do Alentejo, Algarve e Andaluzia”, em Espanha, estando presente “a dimensão da cooperação e da rede”, pois “vai permitir a circulação de artistas e de projetos culturais” entre as regiões.

“Portugal é um país com um património muito rico, mas tem uma dimensão não comparável com outros países, nomeadamente o nosso vizinho, Espanha”, assinalou, apontando a necessidade de criar “projetos que construam redes para além do território e do mercado portugueses”.

Graça Fonseca congratulou-se com o facto de o projeto, que envolve cerca de quatro milhões de euros, permitir “continuar a preservação do Mosteiro” de São Bento de Cástris e ter “uma programação sustentada, com residências artísticas e centros expositivos”.

“Tem uma dimensão de residências artísticas, que vai permitir ter artistas residentes a programar, como também tem uma parte de incubação, uma dimensão de apoio ao empreendedorismo e apoio a projetos na área das indústrias culturais e criativas”, realçou.

De acordo com a governante, os quatro milhões de euros abrangem as componentes de “reabilitação das infraestruturas” e “programação” e serão aplicados nos dois polos do programa, o mosteiro e a Escola de Artes da Universidade de Évora.

Também em declarações aos jornalistas, a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, indicou que já foram investidos em obras no mosteiro, nos últimos quatro anos, “mais de 600 mil euros”.

“Temos vários espaços que foram recuperados, fizemos agora as instalações elétricas e estamos a fazer as casas de banho”, mas são “intervenções à escala das nossas possibilidades e sempre intervenções relativamente pequenas para a dimensão do monumento”, indicou.

Com o apoio financeiro do Programa Centro Magalhães, vai ser possível realizar “uma intervenção mais consequente e abrangente”, frisou, admitindo que ainda “não dá para fazer tudo aquilo que é necessário”

O Mosteiro de São de Bento de Cástris, classificado como monumento nacional, poderá, neste projeto, acolher residências, intercâmbios de arte, ciência e património, e incubação de indústrias criativas e culturais.

Será também um novo espaço cultural na região, com salas de exposições permanentes e temporárias, para usufruto dos cidadãos, segundo a tutela.

Na Escola de Artes da Universidade de Évora, irá nascer um laboratório criativo com equipamentos de fabricação digital e prototipagem rápida, aberto aos estudantes da universidade, a artistas, criativos e à população em geral e que servirá como espaço de apoio à incubação de indústrias criativas.

“Pretende-se desenvolver linhas de ação transfronteiriças que reforcem a capacitação do setor das indústrias culturais e criativas das regiões envolvidas: Alentejo, Algarve e Andaluzia”, segundo o Governo.

No Alentejo são parceiros do programa a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a Universidade de Évora, tendo a candidatura sido promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

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Embarcação de pesca localizada e tripulantes estão bem

A bordo da embarcação estão 10 pessoas

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Foto: DR/Arquivo

A embarcação de pesca que estava incontactável desde a noite de quarta-feira foi hoje encontrada e todos os tripulantes estão bem de saúde, disse à Lusa fonte da Marinha.

Segundo o porta voz da Marinha, comandante Fernando Fonseca, a embarcação, que lançou um alerta na noite de quarta-feira e que estava a ser procurada, está a navegar sem problemas e a caminho de Peniche, distrito de Leiria, apresentando apenas danos no mastro de comunicações.

A bordo da embarcação, que foi detetada pela Força Aérea, estão 10 pessoas, nove tripulantes e um biólogo.

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