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Braga

Professora da UMinho coordena Observatório das Comunidades Ciganas

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A vianense Maria José Casa-Nova, professora do Instituto de Educação da Universidade do Minho, acaba de assumir a coordenação do Observatório das Comunidades Ciganas. O Gabinete de Comunicação da UMinho adiantou que, “esta unidade informal está ligada ao Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e à secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Lopes Monteiro”.


Para Maria José Casa-Nova, “este convite significa o reconhecimento de todo o trabalho científico e de intervenção politico-cívica” que tem desenvolvido com a população cigana desde 1991. “Para mim, aceitá-lo é o prolongamento do meu comprometimento com uma determinada mudança social, no sentido da humanização das sociedades”, considera.

O Observatório – acrescenta a UMinho – “tem como missão o estudo e o acompanhamento estratégico e científico da população cigana em Portugal e o apoio ao ACM, sobretudo na produção de recomendações para a conceção de políticas públicas”. A investigadora explica que o trabalho do Observatório se desenvolverá em torno de quatro dimensões fundamentais: realização e publicação de investigação científica nacional (e investigação internacional comparada); parcerias com centros de investigação e organizações não governamentais; participação em conferências, reuniões e redes nacionais e internacionais ligadas à população cigana e às problemáticas da desigualdade, da discriminação e dos Direitos Humanos; publicação de uma newsletter e realização de conferências nacionais e internacionais científicas e sobre os projetos do Observatório das Comunidades Ciganas.

“O desenvolvimento deste trabalho conjunto auxiliará a elaboração de políticas públicas teórica e empiricamente sustentadas, a visibilização positiva da população cigana na sociedade portuguesa e a projeção internacional do Observatório, da produção científica e das políticas públicas portuguesas neste âmbito”, resume a responsável.

Nota biográfica

Maria José Casa-Nova nasceu em Viana do Castelo em dezembro de 1963. Fez o mestrado em Educação Intercultural pela Universidade do Porto, o doutoramento em Antropologia Social pela Universidade de Granada, em Espanha, e é docente da UMinho há mais de duas décadas. Pesquisa no Centro de Investigação em Educação da UMinho e no Grupo de Investigação em Infância e Educação em Contextos Migratórios da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB), em Espanha. É conselheira do ACM, membro da Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial e membro do Conselho Geral da UMinho, coordenando também o Núcleo de Educação para os Direitos Humanos.

A nível internacional, é membro da Rede Europeia de Estudos Romani, do Observatório Europeu das Políticas para Grupos Ciganos e, entre outros, faz parte da direção da Rede de Investigação “Relações étnicas, racismo e antissemitismo” da Associação Europeia de Sociologia. Realizou estadias na UAB, na Universidade de Greenwich e no University College London, ambos no Reino Unido.

Liderou e participou em projetos de investigação nacionais e internacionais; atualmente coordena a equipa portuguesa do projeto “RISE-Roma Inclusive School Experiences”, financiado pela Comissão Europeia. Tem dezenas de publicações sobre Sociologia da Educação, Educação Intercultural, Políticas Educativas, Etnografia, Cultura Cigana, Género, Cidadania, Direitos Humanos e participa na imprensa e em iniciativas na sociedade.

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Braga

Centenas contra o racismo em Braga (com máscara mas sem grande distanciamento social)

FOTOGALERIA

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Fotos: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O protesto solidário pela morte do norte-americano George Floyd, ocorrido no passado dia 25 de maio, às mãos de um agente de polícia, decorreu este sábado na Avenida Central, no centro de Braga, à semelhança das restantes maiores cidades do país.


Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Com testemunhos de vítimas de racismo e preconceito, dezenas de cartazes com mensagens e gritos de protesto, a manifestação juntou cerca de 200 pessoas, todas com máscara, mas sem grandes regras de distanciamento social, apesar do esforço da organização.

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Braga

Todos os bombeiros de Amares infetados já recuperaram da covid

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os seis operacionais assalariados dos Bombeiros Voluntários de Amares que estavam infetados com covid-19 já recuperaram e regressaram ao trabalho.


O MINHO falou com Domingos Ferreira, responsável do comando daquela associação humanitária, que confirmou a ‘boa nova’, dando conta de que regressaram com “todas as medidas de segurança”.

O comandante-adjunto acrescenta ainda que já está formado uma equipa de combate a incêndios integrada no dispositivo especial, em prontidão, caso surja algum incêndio no concelho, algo que ainda não aconteceu desde que foi estabelecida.

Recorde-se que os primeiros casos de bombeiros contagiados ocorreu a 02 de maio, com dois casos positivos. Foram, entretanto, confirmados mais quatro casos, mas já todos recuperaram.

Durante o mês de maio, a sombra de novos contágios pairou sobre o corpo ativo, com o receio de que o quartel tivesse de ser encerrado, face à falta de operacionais. Mas a questão foi contornada com o serviço a ser assegurado em exclusivo por elementos voluntários.

Segundo o relatório da DGS por concelho de sexta-feira, existiam no concelho de Amares 78 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus.

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Braga

Primeira feira junto ao Estádio Municipal de Braga decorre sem incidentes

Feiras e mercados

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Foto: DR / Arquivo

A primeira feira semanal dos comerciantes que operavam no exterior do mercado de Braga está a decorrer, hoje, “sem incidentes” na Alameda do Estádio.


A vereadora do setor, Olga Pereira revelou hoje a O MINHO que a feira está a ter uma afluência “razoável” estando a ser realizada de acordo com as regras de segurança impostas pela Direção Geral de Saúde e que passam por uma distância de dois metros entre cada tenda, por corredores próprios para a entrada e a saída de pessoas e pelo uso de máscara.

“A Câmara congratula-se com a realização da feira. Ao contrário do que, por vezes foi dito, a nossa intenção sempre foi a de dar a oportunidade aos vendedores de exercerem a sua atividade noutro local, já que a zona exterior do mercado não tinha condições para que as regras de segurança fossem cumpridas”, salientou.

No local está, também, uma força da Polícia Municipal “para ajudar a que tudo corra bem” e para que cada feirante ocupe o lugar que lhe está determinado.

Recorde-se que os feirantes realizaram vários protestos em frente ao edifício dos Paços do Concelho exigindo que o Município lhes passasse um documento em como voltariam para o exterior do mercado.

A vereadora recusou-se a passar o dito documento, dizendo que a palavra da autarquia é suficiente, mas, em resposta a um abaixo-assinado entregue pelos feirantes, presidente da Câmara reafirmou que o direito ao regresso estava garantido, o que levou o grupo a desistir do protesto e a aceitar a ida para junto do estádio.

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