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Região

Produtores da Região dos Vinhos Verdes apostam no enoturismo

Economia

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Foto: DR

Com o mercado internacional a sobrepor-se em vendas ao mercado nacional num ano atípico, os produtores da Região dos Vinhos Verdes apostam e dinamizam o enoturismo para promover as produções de vinho, quintas e o noroeste de Portugal.


Quinta de Paços (Barcelos)

Nos 10 hectares da Quinta de Paços, em Barcelos, uma herança há mais de 15 gerações na família de Paulo Ramos, os efeitos da pandemia foram praticamente os mesmos, com as exportações a sobreporem-se ao mercado nacional e os cerca de 30 mil litros de vinho verde produzidos anualmente a terem como destino a Noruega, Dinamarca, Suécia, Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Suíça, Holanda, Japão e Líbano.

Foi há pouco mais de dois anos que Paulo Ramos começou a dinamizar a produção, cujo primeiro prémio internacional data 1876, promovendo o enoturismo na região com visitas e provas que chegaram a ter 30 a 40 pessoas por grupo.

Paulo Ramos. Foto: Facebook

Apesar de as visitas “serem já mínimas”, para dinamizar os 500 anos de produção de vinho, Paulo Ramos tem já “em papel” um projeto para reabilitar três casas perto da propriedade para receber e deixar pernoitar quem visita a quinta.

Quinta do Soalheiro (Melgaço)

Foi também com o propósito de receber quem visita a Quinta do Soalheiro, em Melgaço, que Maria João Cerdeira inaugurou em agosto a “Casa das Infusões”, um alojamento local amigo dos animais com capacidade para seis pessoas, no interior da propriedade.

Quinta de Soalheiro. Foto: Facebook

O que inicialmente parecia um projeto “arriscado”, rapidamente se tornou “numa surpresa”, uma vez que, em agosto e setembro, a lotação esgotou, com os portugueses a optarem por um destino de férias diferente.

Por tratar a sua produção “como quem trata de um jardim”, Maria João Cerdeira acredita ter conseguido “dar a volta” à covid-19, mantendo, por um lado, o enoturismo e, por outro, aumentando as vendas nos mais de 30 países com que já trabalhava.

Os rostos por detrás do Soalheiro. Foto: Facebook

Por primar também por projetos que, além de dinamizadores da região, “tenham sentido social, económico e sustentável”, a Quinta do Soalheiro decidiu, há cerca de um ano, acrescentar à sua lista as infusões, um produto cujas provas e vendas “têm corrido muito bem”.

Adega de Monção

São 19 os quilómetros que separam a Quinta do Soalheiro da Adega Cooperativa Regional de Monção, presidida por Armando Fontainhas e que este ano teve uma quebra de faturação entre os 10 e 12%.

As medidas e restrições aplicadas devido à covid-19, fizeram o setor da restauração, o principal “canal” de vendas a nível nacional, “retrair-se”, mas as exportações ajudaram a Adega, que tem 1.600 produtores associados, a manter o “equilíbrio das contas”.

Armando Fontainhas, Vânia Azevedo e Ricardo Bastos promovem vinho verde em Nova Iorque. Foto: Penny Weiss

Com a Eslováquia e a Bulgária a juntarem-se, este ano, à lista dos países de exportação, o objetivo de Armando Fontainhas para o futuro passa por “melhorar os canais” com a Polónia e os países nórdicos, deixando, por enquanto na “gaveta”, o projeto de criar na propriedade uma enoteca.

Quinta da Arca (Valongo, distrito do Porto)

Diana e António Monteiro gerem, juntamente com o pai, a mãe e outro irmão, 250 hectares de vinha divididos por diferentes quintas no país, sendo uma das propriedades a Quinta da Arca, em Valongo, distrito do Porto.

Se, antes da pandemia de covid-19, o mercado nacional representava 60% das vendas e o mercado internacional 40%, este ano, as contas “inverteram-se”, com as produções a terem maioritariamente como destino os Estados Unidos da América, Canadá e o Brasil.

Apesar de a covid-19 ter adiado a execução de projetos “mais ambiciosos”, como a reconstrução de uma casa, no Lugar de Ferreira, para receber turistas e servir de casa-museu, esta empresa familiar, constituída em 1983, aproveitou para reconverter algumas vinhas e fazer obras.

Para dinamizar a Quinta da Arca, estão a construir um novo espaço, composto por uma cave de barricas, uma sala de armazenagem, uma linha de engarrafamento e uma sala para receber turistas que estão de passagem, dada a proximidade ao Porto, ou que participam nas caminhadas de cariz solidário.

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Alto Minho

Casos ativos ‘disparam’ em Viana, Valença, Monção e Ponte da Barca

Covid-19

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Foto: DR

O Alto Minho tem, atualmente, 1.645 casos ativos de covid-19, mais 383 desde a passada sexta-feira, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, atualizados às 17:30 de hoje.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 4.086 casos, mais 755 desde o último balanço.

Há a lamentar 94 óbitos, mais seis.

Contam-se ainda 2.347 recuperados, mais 366.

A maior subida verificou-se em Viana do Castelo, com aumento de 170 casos ativos, contando o município com 493 casos ativos.

Segue-se Valença com mais 57 casos, contabilizando 201 ativos. Também Monção sofreu um aumento de 40 casos, registando agora 79 infeções ativas. Já Ponte da Barca aumentou em 21 o número de infeções, contabilizando 48 casos ativos.

Ponte de Lima aumentou em 34 casos ativos, contando o município com 408 casos ativos.

Arcos de Valdevez tem 115 casos ativos (+25), Melgaço 29 (+9) registaram subidas, Caminha 184 (+16) Cerveira 56 (+5) e Paredes de Coura 32 (+6).

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Guimarães

Câmara de Guimarães distribui mais de 20 mil máscaras às escolas

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães está a proceder à distribuição de máscaras em todas as escolas do concelho, reforçando esta medida que visa a proteção dos jovens vimaranenses no âmbito da atual pandemia, foi hoje anunciado.

No total serão distribuídas mais de 20 mil máscaras, devidamente identificadas pelos respetivos agrupamentos escolares.

Na mensagem dirigida às crianças e jovens, Domingos Bragança vinca “tempos difíceis” que “exigem de nós comportamentos de cidadania” e que “nos protejamos e que protejamos os outros”.

O presidente da Câmara de Guimarães alerta para o risco de contágio e o dever de cada um em cumprir as medidas de prevenção.

“Nenhum de nós quer ser infetado e nenhum de nós quer infetar as pessoas que amamos, os nossos pais, os nossos avós, os nossos familiares, os nossos amigos. E esse respeito por nós e pelos outros mostra-se também no uso de máscara, este novo adereço que passamos a usar e que é fundamental para dizermos não ao vírus. Esta máscara simboliza a vossa escola e o vosso município. Uma máscara que traz em si a garra do Vimaranense, do conquistador das boas e nobres causas! Uma máscara que simboliza o valor da escola, da aprendizagem e do conhecimento”, frisou Domingos Bragança, em mensagem enviada a todas as escolas.

Esta medida de apoio às escolas, com a oferta de máscaras, complementa-se ainda com as Equipas Multidisciplinares de Saúde de Suporte às Escolas que estão há três semanas no terreno com uma intervenção no âmbito da sensibilização para o cumprimento das medidas de prevenção.

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Braga

Orçamento de Vieira do Minho com “fatia mais significativa” para funções sociais

Covid-19

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Foto: DR

A maioria social-democrata na câmara de Vieira do Minho aprovou hoje um Orçamento de 17,57 milhões de euros para 2021 com a “fatia mais significativa” dedicada às funções sociais.

O documento, assim como as Grandes Opções do Plano para o ano 2021, mereceram o voto contra da oposição socialista, justificado pela “falta de audição” do partido na elaboração daqueles documentos.

Segundo explicou o presidente da autarquia, António Cardoso, o documento reflete o “combate à Pandemia provocada pela Covid-19” que, disse, “se tornou uma prioridade” para o executivo.

“Não é, pois, por acaso que, num Orçamento de 17 milhões e 570 mil euros, a fatia mais significativa seja destinada às funções sociais da autarquia”, afirmou o autarca na apresentação dos documentos.

António Cardoso referiu ainda que “este executivo pretende, por isso, continuar a pautar a sua atuação na construção de um concelho que promova a educação, que crie mais emprego e potencie mais investimento, assente numa governação baseada nos princípios da responsabilidade e da transparência”.

A autarquia prevê receitas correntes de cerca de 11 milhões e 307 mil euros e receitas de capital próximas dos seis milhões e 265 mil euros.

Segundo informação veiculada pela autarquia, “as despesas correntes correspondem a 57,5% da despesa do município, com um valor que ultrapassa os 10 milhões e 100 mil euros e incluem, para além das despesas com pessoal, aquisição de bens e serviços, transferências correntes e subsídios para as Juntas de Freguesia e associações”

As despesas de capital, esclarece o município, “representam 42,5% da despesa”, num total de sete milhões e 463 mil euros.

“As Grandes Opções do Plano apresentado estão direcionadas para as Funções Sociais, que absorvem mais de 50% do investimento, num montante que ultrapassa os cinco milhões de euros” e “as funções económicas absorvem mais de um milhão e 100 mil euros”, sendo que “esta verba destina-se à melhoria das vias de comunicação em todo o concelho”.

Nesta lógica, na área da Ação Social a autarquia “propõe-se manter um olhar sempre atento sobre as questões sociais, pelo que serão sempre assegurados os apoios às famílias mais carenciadas e às instituições sociais do concelho”, lê-se no documento.

“Os documentos apresentados devem ser aferidos no contexto de grande responsabilidade e confiança, tendo em consideração que as propostas deste executivo vão ao encontro de um conjunto de ações estruturantes apresentadas em 2013 e em 2017 aos vieirenses e que irão permitir a concretização dos objetivos globais ao longo deste segundo mandato”, destacou António Cardoso.

Em declarações à Lusa, a vereadora que encabeça a oposição Aurora Marques (PS) explicou o porquê doo voto contra dos socialistas.

“Nós votámos contra porque entendemos que a lei não foi cumprida na elaborarão destes documentos tão importantes para o concelho. Mais concretamente o art. 5º, nº3 da Lei nº24/98 de 26 de maio que indica que todos os partidos devem ser ouvidos na elaboração destes documentos. Como não fomos não os podíamos aprovar”, explicou a vereadora.

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