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Produção de automóveis em Portugal aumenta 17,2% até outubro

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A produção de automóveis em Portugal registou um aumento de 17,2% até outubro face ao mesmo período do ano anterior, tendo sido produzidos 290.227 veículos, indicou hoje a ACAP — Associação Automóvel de Portugal.

A taxa de crescimento homólogo da produção de veículos entre janeiro e outubro foi mais acentuada nos ligeiros de passageiros, que avançaram 21,5% para as 236.778 unidades.

Já os comerciais ligeiros e os pesados registaram aumentos de 1,2% e 2,8%, respetivamente, face ao mesmo período de 2018.

Segundo a ACAP, os dados confirmam “a importância que as exportações representam para o setor automóvel já que 97,1% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo”.

No caso dos ligeiros de passageiros, 99,4% dos veículos produzidos em Portugal são exportados, afirma a associação.

A Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional, com 97,5%, com a Alemanha a liderar (23,8%), seguida por França (15,3%), Itália (13,2%) e Espanha (10,9%).

Relativamente à produção registada no mês de outubro, a ACAP adianta que saíram das fábricas instaladas em Portugal 31.839 veículos automóveis, um crescimento homólogo de 14,7%.

Neste mês, a produção de veículos ligeiros de passageiros registou um aumento de 33,5% face ao mês homólogo para 25.718 unidades, enquanto a de comerciais ligeiros e de pesados caiu 28,5% e 19,9%, respetivamente.

A ACAP refere que em outubro foram montados em Portugal 262 veículos pesados e, nos primeiros dez meses do ano foram montados 2.620 veículos pesados.

“Destes 2.620 veículos pesados que foram montados em Portugal, 2.433 foram exportados, ou seja, 92,9% dos veículos totais. A América é o principal destino destes veículos, que recebe 86,1% do total das exportações”, explica a associação.

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País

Ministro da Defesa desvaloriza movimentos “tipo zero” nas Forças Armadas

João Gomes Cravinho

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Foto: twitter.com / DR

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, desvalorizou, esta quarta-feira, os movimentos de protesto, inorgânicos e anónimos nas Forças Armadas “tipo Zero” afirmando que “são praticamente inexistentes”.

“Tenho visto referências na comunicação social sobre o aparecimento de movimentos tipo Zero nas Forças Armadas, mas é só na comunicação social. Não o sinto nas Forças Armadas. Francamente, são praticamente inexistentes”, afirmou o ministro durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado de 2020 (OE2020) numa audição conjunta das comissões de Orçamento e da Defesa Nacional, na Assembleia da República, em Lisboa.

A questão tinha sido levantada por João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, afirmando que o Governo “não pode ficar cego, surdo e mudo” e responder às expectativas que são levantadas.

Na resposta, Gomes Cravinho afirmou que este tipo de atitude e o aparecimento destes movimentos “não corresponde minimamente ao que tem sido a impressão” que colheu “nestes 15 meses de convivência com as Forças Armadas”.

Além do mais, o anonimato “não corresponde à maneira de ser” dos militares, justificou ainda.

Em 17 de janeiro surgiu um documento não assinado de um movimento que se autodenomina Militares Unidos contra a falta de aumentos ou promoções e de condições de segurança e em que se pede que os militares, praças, sargentos ou oficiais, mostrem o “descontentamento”.

E apelavam a que não comparecessem nos refeitórios à hora de almoço ou ficassem na unidade até ao arriar da bandeira nacional, na terça-feira, véspera da apresentação do Orçamento do Estado de 2020 (OE2020) no parlamento, pelo ministro da Defesa Nacional.

A Associação de Praças das Forças Armadas apoiou e associou-se a este protesto simbólico, enquanto a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) se demarcou embora tenha admitido compreender os motivos da iniciativa.

No final de 2019, a AOFA alertou para o aparecimento de movimentos de “tipo zero”, a exemplo daqueles que surgiram nas forças de segurança, na PSP, neste caso na Marinha portuguesa.

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João Almeida do CDS-PP quer fortalecer partido e depois pensar em plataforma alternativa ao PS

Sucessão de Assunção Cristas abre debate estratégico sobre o futuro do partido

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Foto: Facebook de João Almeida / DR

O candidato a presidente do CDS-PP João Almeida escusou-se, esta quarta-feira, a comentar em detalhe a reeleição de Rui Rio para líder do PSD, declarando ser necessário o fortalecimento dos centristas e trabalho posterior para uma “plataforma alternativa ao socialismo”.

“Temos em primeiro lugar que fortalecer o CDS e fazer o CDS recuperar a representatividade que tinha, e depois trabalhar uma plataforma alternativa ao socialismo, à direita do PS, e, portanto, aí obviamente que as pontes com o PSD são sempre importantes”, considerou o dirigente centrista, falando à agência Lusa na ilha Terceira, nos Açores.

No que refere à região autónoma, João Almeida garante, a ser eleito líder do CDS, um “acompanhamento muito próximo para o desafio eleitoral” deste ano, as regionais.

E prosseguiu: “Conheço as nove ilhas dos Açores, conheço os 19 concelhos, já fiz várias campanhas regionais aqui e sou eu que acompanho as matérias relativas à região na Assembleia da República”.

A Lei do Mar e matérias referentes à Base das Lajes e à “importância geoestratégica dos Açores” são assuntos destacados pelo candidato como essenciais para a região.

Os candidatos à liderança do CDS são Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos e Carlos Meira.

O 28.º Congresso nacional, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas, que decidiu deixar o cargo na sequência dos maus resultados nas legislativas de outubro de 2019 – 4,2% e cinco deputados.

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Endividamento da economia aumenta em novembro para 724,7 mil milhões de euros

Banco de Portugal

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Foto: DR

O endividamento do setor não financeiro da economia aumentou em novembro 672 milhões de euros para 724,7 mil milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o BdP, deste montante, 320,1 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 404,6 mil milhões de euros ao setor privado.

“Relativamente a outubro de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 0,7 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se, essencialmente, ao acréscimo de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do setor público”, sinaliza.

O aumento do endividamento do setor público traduziu-se na subida do endividamento face ao setor financeiro, administrações públicas e empresas, parcialmente compensada pela redução do endividamento externo.

A manutenção do valor do endividamento do setor privado “reflete o decréscimo do endividamento das empresas privadas, que foi compensado pelo aumento do endividamento dos particulares face ao setor financeiro”, sinaliza ainda o BdP.

A descida no endividamento das empresas privadas resultou da diminuição do financiamento face ao setor financeiro, em 1,1 mil milhões de euros, parcialmente compensada pelo aumento do endividamento externo (de 0,9 mil milhões de euros).

Em novembro, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 1,0%, menos 0,3 pontos percentuais do que o registado no mês anterior, enquanto a taxa de variação anual do endividamento total dos particulares aumentou 0,1 pontos percentuais, para 0,7%.

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