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Problemas de sono nos adolescentes podem ser resolvidos com menos ecrãs à noite

Estudo

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Foto: O MINHO

Os problemas de sono nos adolescentes podem ser revertidos em apenas uma semana limitando a utilização à noite de ecrãs emissores de luz como os dos telemóveis, ‘tablets’ e computadores, defendeu hoje a Sociedade Europeia de Endocrinologia.

A relação entre o uso destes equipamentos à noite e o sono dos adolescentes foi alvo de um estudo, que será divulgado em Lyon durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia, e que conclui que demasiada exposição noturna à luz, especialmente a luz azul emitida pelos ecrãs de ‘smartphones’, ‘tablets’ e computadores pode afetar o relógio biológico do cérebro e a produção da hormona do sono, melatonina, resultando numa disrupção no tempo e qualidade do sono.

“A falta de sono não só causa sintomas imediatos de cansaço e perda de concentração, como pode aumentar o risco de problemas de saúde mais sérios a longo prazo, tais como diabetes, obesidade e doença cardíaca”, sustentou a instituição em comunicado.

Outros estudos sugeriram que a privação do sono relacionada com o tempo de exposição a ecrãs pode afetar mais as crianças e os adolescentes do que os adultos, mas não investigaram a fundo como a exposição na vida real está a afetar o sono dos adolescentes em casa e como pode ser revertido.

O estudo hoje divulgado resulta de uma parceria entre o Instituto Holandês de Neurociência, a Universidade Médica de Amesterdão e o Instituto Alemão de Saúde Pública e Ambiente.

Os investigadores estudaram os efeitos da exposição dos adolescentes à luz azul dos ecrãs em casa. Aqueles que ficaram mais de quatro horas por dia à frente do ecrã adormeceram, em média, 30 minutos mais tarde e acordaram mais vezes do que os jovens que permaneceram menos de uma hora expostos àquela fonte de luz, além de outros sintomas de falta de sono.

Dirk Jan Stenvers, do Departamento de Endocrinologia e Metabolismo da universidade de Amesterdão, afirmou que os adolescentes passam cada vez mais tempo ocupados com os ecrãs e que as queixas relacionadas com o sono são frequentes nesta faixa etária.

“Aqui demonstramos muito simplesmente como essas queixas de sono podem ser facilmente resolvidas, minimizando o uso noturno de ecrãs emissores de luz azul”, conclui o investigador.

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Dormidas turísticas em Portugal aumentaram 3,4% em 2019, acima da média da União Europeia

Números do Eurostat

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O número de noites passadas em estabelecimentos turísticos subiu 3,4% em Portugal em 2019, acima da média de 2,4% da União Europeia (UE), com a percentagem de hóspedes estrangeiros a progredir 2,6%, segundo o Eurostat.

De acordo com dados divulgados, esta sexta-feira, pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na UE atingiu os 3,2 mil milhões em 2019, um aumento de 2,4% face ao ano anterior.

Em Portugal, no ano passado o número de noites em estabelecimentos turísticos aumentou 3,4%, para 76,9 milhões, mais 3,6 milhões de dormidas face a 2018, uma subida que representa o dobro daquela verificada entre 2017 e 2018 (1,7%).

Os dados do Eurostat revelam que, dos 76,9 milhões de pernoitas turísticas em Portugal ao longo de 2019, 51,1 milhões foram de hóspedes estrangeiros (mais 2,6% que em 2018) e 25,8 milhões de residentes (o que representa um aumento ainda mais vincado, de 5%).

No ano passado, a Espanha voltou a ter o maior número de dormidas (469 milhões, um avanço de 0,5% face a 2018), seguindo-se a França (446 milhões, mais 0,8%), a Alemanha (436 milhões, mais 4%) e a Itália (433 milhões, mais 0,9%), tendo estes dois últimos países invertido posições face a 2018.

As maiores subidas comparativamente a 2018 foram registadas na Eslováquia (mais 12,6%), Lituânia (10%), Holanda (6,8%), Reino Unido (5,7%) e Roménia (5,6%), enquanto os maiores recuos foram observados na Grécia (menos 3,0%) e em Malta (-2,7%).

Entre 2018 e 2019, no conjunto da União, o crescimento de pernoitas foi exatamente o mesmo para residentes como para não residentes: 2,4% em ambos os casos.

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Governo prevê descontos para residentes e visitantes nas portagens no interior

Orçamento do Estado 2020

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Foto: valedecoa.pt / DR

A ministra da Coesão Territorial disse, esta sexta-feira, que o novo modelo de desconto das portagens para o interior do país prevê descontos para quem vive, para quem trabalha e para quem visita no fim de semana estes territórios.

“Estamos a trabalhar num modelo de desconto de portagens para o interior baseado em descontos de quantidades e descontos no fim de semana, que beneficiem os utilizadores frequentes, bem como aqueles que desejam visitar o interior”, afirmou a ministra Ana Abrunhosa, numa audição parlamentar no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Sem avançar com a percentagem de desconto ou com prazos, a ministra explicou que a proposta de redução das portagens nos territórios do interior se encontra em estudo, através de um grupo de trabalho constituído por membros dos Ministérios da Coesão Territorial, das Infraestruturas e da Habitação, e das Finanças, que está a trabalhar em “vários cenários para a redução gradual das portagens”.

“Vamos garantir, e estamos a trabalhar nesse sentido, num regime mais simples e claro para os cidadãos, com menores custos para os que habitam no interior e para os que o visitam, garantindo uma maior utilização de infraestruturas já construídas e uma redução da sinistralidade rodoviária”, explicou.

Ana Abrunhosa esclareceu ainda que esta medida não depende do OE2020, defendendo que a mesma deve ser implementada “o mais rápido possível”.

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PAN pede demissão de presidente da Agência Portuguesa do Ambiente

Aeroporto do Montijo

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Foto: comunidadeculturaearte.com / DR

O PAN pediu, esta quinta-feira, a demissão do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, considerando que não tem condições para continuar após o parecer positivo à construção do aeroporto no Montijo, e acusou a agência de ser “debulhadora dos ecossistemas”.

“No seguimento do anúncio de parecer favorável condicionado pela APA [Agência Portuguesa do Ambiente] ao aeroporto complementar do Montijo, o PAN considera que o atual conselho diretivo da APA não tem condições para continuar no exercício de funções, razão pela qual [o partido] pede a demissão do presidente e da direção”, afirma em comunicado o porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza, André Silva.

Na terça-feira, a APA anunciou que o projeto do novo aeroporto no Montijo, na margem sul do Tejo, recebeu uma decisão favorável condicionada em sede de Declaração de Impacte Ambiental (DIA) mantendo cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA – Aeroportos de Portugal “terá de dar cumprimento”, as quais ascendem a cerca de 48 milhões de euros.

De acordo com a nota do PAN, a decisão da APA confirma que “não existe em Portugal uma entidade verdadeiramente independente capaz de assegurar a salvaguarda dos valores ambientais”, acrescentando que esta agência é uma “lavandaria da imagem dos sucessivos governos” e “uma “debulhadora dos ecossistemas”.

O comunicado refere também que o partido vai contrariar “qualquer norma inscrita na proposta de Orçamento do Estado de 2020” destinada à viabilização do projeto de construção do novo aeroporto.

Por discordar da decisão da APA, o PAN vai apresentar uma iniciativa legislativa para alterar o “diploma que estabelece o regime jurídico de Avaliação de Impacto Ambiental”, uma vez que o partido considera que “não faz sentido que sejam os proponentes dos projetos a desenvolver” os estudos de impacte ambiental.

O Pessoas-Animais-Natureza vai ainda apresentar uma outra proposta para rever os “critérios de nomeação e de exercício de mandatos de altos cargos públicos”, de modo a garantir “o exercício transparente e independente dos mandatos e a sua não perpetuação no tempo”.

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