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Prisão preventiva e tratamento psiquiátrico para jovem que ateou 9 fogos em Arcos de Valdevez

Estudante iniciava incêndios por diversão

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Foto: O MINHO

O jovem detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, suspeito de atear nove fogos florestais, todos em Arcos de Valdevez, ficou na tarde desta sexta-feira já em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, onde terá as condições para receber o tratamento psiquiátrico, segundo decidiu o juiz de instrução criminal de Viana do Castelo.

Segundo as investigações da PJ, o jovem, de 17 anos, estudante, solteiro, terá ateado nove fogos florestais, “para diversão”, em menos de dois meses, de 12 de fevereiro a 04 de abril, na zona onde reside, a União de Freguesias de São Jorge e Ermelo, em Arcos de Valdevez.

A detenção do jovem seguiu-se a alerta do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural, dado que os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se numa zona “onde existiam condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando enorme risco”e “perigo concreto para as pessoas, para os seus bens patrimoniais e para o ambiente”, segundo a PJ de Braga.

“Os fogos consumiram vegetação herbácea, mato e arvoredo, principalmente pinheiros, só não atingindo maiores proporções devido à rápida e eficaz intervenção dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez”.

A freguesia onde ocorreram os incêndios -São Jorge e Ermelo – tem sido “recorrentemente e há vários anos a esta parte alvo de ignições com natureza dolosa que resultam em grandes áreas ardidas”, diz a PJ.

Octogenário com apresentações semanais

Entretanto, o octogenário de Valença ficou com apresentações semanais na GNR, devido a dois fogos florestais, ambos cometidos em áreas rurais, que terá ateado, na freguesia em Sanfins, concelho de Valença, tendo sido também detido pela Polícia Judiciária de Braga.

Antigo emigrante nos Estados Unidos da América, o detido, de 80 anos, agora reformado, encontra-se indiciado pela autoria de dois fogos florestais, na freguesia de Sanfins, em Valença, alegando que seria para “limpar mato”, renovar terrenos aptos para pastagem, uma prática ancestral, tendo, numa das situações, sido destacado um meio aéreo, face ao rápido propagar das chamas, devido ao vento que então se fazia sentir, nesta zona raiana.

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