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Viana do Castelo

Primeiro navio oceânico 100% construído em Viana do Castelo já navega nos mares do Norte

MS World Explorer, de 70 milhões de euros, construído nos estaleiros de Viana do Castelo

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MS World Explorer ao largo de Viana do Castelo. Foto: Facebook de Mário Ferreira

O empresário Mário Ferreira apontou hoje a “complexidade” do primeiro navio oceânico “integralmente concebido e fabricado” em Portugal como um dos fatores do atraso, de cerca de três meses, na partida dos estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo.


“Quando se está a desenvolver um protótipo de uma série que se quer construir, é normal que os atrasos aconteçam. São navios muito específicos e muito evoluídos tecnicamente que requerem um conjunto de testes e de provas, após a construção, que são bastante demorados”, disse hoje o empresário em declarações à agência Lusa.

O navio MS World Explorer, um investimento de 70 milhões de euros da Mystic Invest de Mário Ferreira, é o primeiro de uma série de três já encomendados. Foi batizado em abril nos estaleiros da WestSea e deveria ter zarpado em maio, mas a partida aconteceu a 01 de agosto.

Hoje partiu de Reiquiavique, Islândia, para uma viagem de 13 dias, com 180 passageiros alemães a bordo para uma viagem aos mares do Norte até à Gronelândia.

No início de setembro, O MS World Explorer parte para os Fiordes da Noruega e para o mar do Norte. Depois regressa a Portugal para “preparar a travessia transatlântica até ao Brasil, a caminho da Antártida onde o navio português irá realizar cruzeiros de expedição, no final deste ano”.

Foto: Facebook de Mário Ferreira

Mário Ferreira, que partiu de Viana do Castelo a bordo do World Explorer até à capital da Islândia, onde atracou na segunda-feira, adiantou que “os testes e as afinações de todos os sistemas fizeram com que o prazo se alongasse mais do que o previsto”.

“Queremos ter um bom navio”, disse, adiantando que a viagem entre Viana do Castelo e a Islândia, decorreu durante “quatro dias e meio e dentro do previsto”.

Segundo o empresário, “os problemas com que a tripulação se foi deparando ao longo da construção já foram melhorados e corrigidos”.

Mário Ferreira acrescentou que a “experiência” adquirida com este “protótipo” vai ser importante na construção do segundo navio da série, “em fase avançada”, na WestSea, subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

“O segundo navio tem de estar em atividade em maio de 2020 porque já estão bilhetes vendidos para essa altura”, destacou, referindo-se ao MS World Voyager. Já o MS World Navigator deverá começar a operar em 2021.

A construção destes dois navios representa um investimento de 165 milhões de euros, financiado pelo ICBC Leasing, Banco Industrial e Comercial da China.

Mário Ferreira queixou-se ainda da “grande dificuldade” na contratação de mão-de-obra qualificada para a construção dos navios que encomendou aos estaleiros de Viana do Castelo.

“Tem-se notado uma grande dificuldade na mão-de-obra qualificada. Os prazos de entrega de equipamentos estão também bastante mais alargados do que o costume”.

O empresário justificou aquela “dificuldade” com a “grande concorrência que o setor da construção naval, vive na Europa”.

“Os estaleiros de Viana do Castelo e os de Vigo, na Galiza, têm uma concorrência muito forte do norte da Europa. Na Alemanha, e na França, também estão com muita necessidade de capacidade técnica. Todos tentam captar os técnicos mais talentosos. Isto é fruto da pujança de todo o setor da construção naval na Europa e ao qual o estaleiro de Viana do Castelo agora também se juntou”, sustentou.

Mário Ferreira defendeu a aposta na formação de quadros intermédios.

“Precisamos de pessoas que percebam de mecânica, eletricidade, carpintaria. Durante anos, o nosso ensino não estava muito orientado para essas áreas. O que se tem notado é que os bons mecânicos, eletricistas e carpinteiros já estão com alguma idade e muitos a pensar a reforma os mais jovens são poucos. Precisamos de mais gente, no país, com estas especialidades”, especificou.

O navio tem 126 metros de comprimento, 19 metros de largura e 4,7 metros de calado, oito pisos, sendo que seis são para os 200 passageiros e 110 tripulantes.

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Viana do Castelo

Viana: No último domingo do verão houve quem fosse à praia (e quase se afogasse)

Afife

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Foto: Arquivo

O calendário juliano marca este domingo como sendo o último do verão de 2020, um período de férias atípico marcado pelas condicionantes de uma pandemia como a nossa geração nunca viu.

Com o verão quase a terminar (outono chega na terça-feira), e apesar do tempo instável que se tem sentido ao longo dos últimos dias, houve quem se aventurasse nas praias do Minho, existindo uma ocorrência de pré-afogamento numa praia de Viana do Castelo.

Ao que apurou O MINHO, dois homens, na casa dos 40 anos, escaparam à morte nas águas da costa da praia de Afife, ao início da tarde deste domingo.

Uma das vítimas “atrapalhou-se” quando nadava, levando a que um amigo o tentasse resgatar, mas acabou também ele por se ver aflito na água do mar.

Os dois acabaram por chegar ao areal pelos próprios meios, bastante estafados, o que motivou um pedido de alerta de emergência. O alerta foi dado às 15:59.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo para prestar os primeiros socorros às vítimas. Transportaram ambos para o Hospital de Santa Luzia, por precaução.

A Polícia Marítima registou a ocorrência que parece fechar o verão nos areais de Viana. Com uma tragédia evitada.

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Viana do Castelo

César Mourão em Viana: “Uma cidade muito bonita, mas não sabem brincar”

O programa Terra Nossa gravado em Viana do Castelo foi transmitido este sábado na SIC. César Mourão visitou a ribeira de Viana e conheceu algumas das figuras emblemáticas por entre pescadores e vendedoras. Esteve também com os Sons do Minho e ainda fez algumas ‘macacadas’ com o artista plastosonoro João Ricardo, em plena Praça da República. No entanto, o apresentador referiu que Viana é uma cidade muito bonita mas onde não sabem brincar. Vídeo: SIC

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Foto: SIC Notícias

O programa Terra Nossa gravado em Viana do Castelo foi transmitido este sábado na SIC. César Mourão visitou a ribeira de Viana e conheceu algumas das figuras emblemáticas por entre pescadores e vendedoras. Esteve também com os Sons do Minho e ainda fez algumas ‘macacadas’ com o artista plastosonoro João Ricardo, em plena Praça da República. No entanto, o apresentador referiu que Viana é uma cidade muito bonita mas onde não sabem brincar. Vídeo: SIC

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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