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Primeiro email português foi enviado de Braga, autor dá última aula na UMinho

Remonta a 1985

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Foto: Divulgação

José Valença foi um pioneiro da Internet em Portugal, quando em 1985 se enviou um email das antigas instalações da licenciatura de Matemática e Ciências da Computação, em Braga, para a Universidade de Manchester (Reino Unido).

A colaboração incluiu outros professores, como Vasco Freitas, também do Departamento de Informática da UMinho. “Pela primeira vez no país, trocou-se um email via modem a 200 bits por segundo, foi uma euforia!”, diz José Valença.

A cerimónia de jubilação de José Valença, professor catedrático da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, realiza-se esta sexta-feira, dia 18, pelas 15:00, no auditório A1 do campus de Gualtar, em Braga. A sessão conta com vários testemunhos e a última lição do homenageado, terminando pelas 17:30. A entrada é livre.

Em 1991 foi criada na UMinho a primeira “Home Page de Portugal”, em http://s700.uminho.pt/homepage-pt-html (hoje inativa), para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido.

“Via-se a Internet como algo só de académicos. A ideia era haver um mapa na Internet da Europa e, nos vários sítios, teria esta página portuguesa. A grande preocupação era quem controlava o quê, que todas as páginas deviam ter uma raiz”, recorda.

A “1ª Conferência World Wide Web” foi também na UMinho, em julho de 1995, e coordenada por José Valença. Já na década passada, o académico foi o consultor principal na criação do Cartão de Cidadão, fundou a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação e esteve ligado a projetos de segurança para vários ministérios do Governo, como o voto eletrónico, a lei sobre certificação digital, a fiabilidade do sistema financeiro e as eleições ao Parlamento Europeu.

A UMinho tem tido um papel ímpar nesta área, incluindo agora o supercomputador português e a rede mundial em tecnologias quânticas.

“Ganhou-se consistência nos conteúdos, na parte tecnológica, na qualidade de formação e na capacidade de mudar as pessoas, mobilizando-as para criar projetos. Mais: adquiriu-se uma cultura própria, dentro e para fora da instituição”, reforça o professor catedrático.

José Manuel Esgalhado Valença nasceu há 70 anos, em Lisboa. É licenciado em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Lourenço Marques (Moçambique) e doutorado em Engenharia pela Universidade de Oxford (Reino Unido).

Leciona desde 1980 na UMinho, tendo sido diretor de vários cursos, do Centro e do Departamento de Informática, do Centro Algoritmi, fundador do Laboratório de Software Confiável (HASLab/INESC TEC) e mentor dos grupos de investigação em Lógica e Métodos Formais, Criptografia e Segurança da Informação.

Foi ainda avaliador para a Comissão Europeia, a Fundação das Universidades Portuguesas e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, entre outras.

É autor de diversas publicações científicas e didáticas de referência, nomeadamente em áreas cujo ensino foi pioneiro em Portugal, e de livros, alguns até traduzidos em russo.

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Famalicão

Famalicão: Família perde tudo em incêndio. Junta de freguesia deixa apelo

Fradelos

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Foto: DR / Arquivo

A Junta de Freguesia de Fradelos, no concelho de Famalicão, lançou, esta sexta-feira, um apelo de solidariedade para com uma família daquela freguesia, que terá perdido todos os pertences num incêndio que deflagrou esta tarde, na sua habitação.

O casal, com duas filhas, uma de 3 anos e outra de 13, necessita, de acordo com a autarquia, de uma casa, na mesma freguesia, com uma renda acessível, para poderem habitar durante os próximos tempos.

Necessitam também de vestuário, roupa de cama, mobílias e eletrodomésticos.

A autarquia informa que os objetos serão recolhidos, este sábado, entre as 14:00 e as 17:00, na sede da junta de Fradelos.

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Braga

Meia centena de autocaravanistas ‘rolam’ pelo Minho e apregoam: “Isto é liberdade”

Quase todos foram campistas

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Quase todos foram campistas. Montavam tenda em qualquer parte da Europa. Depois, compraram uma caravana, ou uma casa rolante. Mas a necessidade de possuir uma viatura para atrelar a nova casa não agradava. Decidiram, então, tornar-se autocaravanistas. E em Portugal são cerca de oito mil.

Vítor Tavares, 73 anos, foi um dos fundadores da Federação Portuguesa de Autocaravanismo, “há mais de 40 anos”.

Antigo segundo-comandante dos Bombeiros de Campo de Ourique, em Lisboa, está, durante estes dias, em passeio pela região do Minho, face a novo encontro dos associados do Clube Português de Autocaravanas, que se realiza em Vila Verde.

Vítor Tavares. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO encontrou o grupo, com cerca de meia centena de autocaravanistas, no santuário de Mixões da Serra, freguesia de Valdreu, em Vila Verde, durante uma visita guiada. Estão “alojados” no Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega, no mesmo concelho.

O antigo elemento de comando dos bombeiros relembra a forma como a maioria dos associados entrou no “mundo da liberdade”, como lhe chama.

Amantes do campismo puro, no final da década de 70 e inícios de 80, com tendas enfiadas em Fiat’s 127, iam correndo partes da Europa. Mas chegou o dia em que compraram a primeira autocaravana. E daí, até aqui, foi sempre a rolar.

Vítor recorda ter comprado a sua primeira autocaravana, uma Renault Traffic, em 1983. “Foi a primeira a ser fabricada em Portugal”, diz. Volvidas três décadas e meia, percorreu a Europa (quase) toda. “Só me falta ir à Grécia”.

Recentemente, foi ao Cabo Norte, na ilha de Magerøya, norte da Noruega. “Oito mil quilómetros, ir-e-vir“. E o mapa confirma a distância de 4.115,8 quilómetros a separar Lisboa da ilha semiglaciar.

Isto é liberdade

Mário Prista, 69 anos, veio de Faro até Mixões da Serra e ficou “deslumbrado” com as paisagens. “Sou autocaravanista itinerante”, apresenta-se o algarvio sem sotaque de marafado. 

Mário Prista. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estive em Marrocos, Cabo Norte, praticamente toda a Europa, mas nunca tinha estado aqui”. Pertence ao CPA há vários anos e revela que, na zona algarvia, ainda não existe nenhum clube, mas, a breve prazo, será fundado o primeiro.

“Já se está a preparar a criação de um clube, para breve, na nossa região. Pertenço a várias associações, mas a verdade é que, na terra das férias de verão, não há clubes de autocaravanismo”, salienta.

Grupo da CPA percorre estradas municipais junto à ‘fronteira’ do Alto Minho. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Assim como os restantes associados do CPA, Mário consegue encaixar a descrição de décadas de atividade em três palavras com conjugação verbal: “Isto é liberdade”.

O Minho

Vítor Tavares, o segundo-comandante do CPA, mostrou-se entusiasmado quando foi sugerida a região do Minho para destino deste encontro. “Já cá estive várias vezes, na zona de Viana do Castelo, a ajudar no combate aos fogos florestais”, recorda.

“A minha mulher até gozava a dizer que, em vez de combater os fogos, eu ia era para as festas da Senhora da Agonia. Aqui somos sempre muito bem tratados”, revela, em tom de riso. “Esta terra é formidável”.

Grupo da CPA no santuário de Mixões da Serra, em Vila Verde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mário concorda: “Nunca tinha estado em Vila Verde, mas já conheço o Minho quase todo e sei que posso contar com boas pessoas, comida maravilhosa e uma beleza natural indiscritível”.

“O Minho não tem nada a ver com o Algarve. Em julho e agosto, é o destino por natureza, mas aqui é o ano inteiro”, diz.

“Só que de inverno é mais complicado”, acrescenta, enquanto se abriga de nova chuvada.

“Somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”

Paulo Barbosa é o atual presidente da direção da CPA, cargo que exerce há seis anos. Conta que a vinda à região do Minho passou por uma sugestão da ATAHCA, associação de desenvolvimento para as terras altas junto aos rios Homem e Cávado.

Paulo Barbosa, presidente da direção do CPA. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Este já é o quinto encontro que fazemos só este ano, mas, mesmo em anos anteriores, nunca tínhamos vindo para a região mais interior do Minho. Há uns oito anos estivemos na costa do Minho, em Viana, Âncora e Caminha”, conta.

Paulo Barbosa destaca alguma dificuldade para autocaravanistas junto ao interior do país, sobretudo pela falta de locais onde possam substituir “as águas sujas” por água limpa.

“Na zona da costa há várias estações de serviço onde temos condições, mas nesta zona não temos estações e os parques de campismo são poucos”, lamenta.

“Há aqui o parque de campismo de Aboim da Nóbrega, cujo zelador (Domingos Costa), se mostrou disponível para nos receber e dar-nos condições”, destaca o dirigente, relembrando que “de três em três dias” é necessário “trocar as águas”.

“Precisamos de mais parques como este na região mais interior do Minho, somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”.

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Braga

Funcionários de empresa de Braga acusam Câmara de Valongo de “incumprimento da lei”

Parque VE

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Estacionamento. Foto: O MINHO (Arquivo)

Os seis funcionários que o Tribunal Judicial do Porto (TJP) mandou serem integrados pela Câmara de Valongo na sequência do resgate da concessão de estacionamento acusaram, nesta sexta-feira, a autarquia de incumprimento da lei ao não aceitar a integração.

Em comunicado, os seis funcionários da Parque VE, com sede em Braga, afetos à concessão reagiram em comunicado à recusa da autarquia liderada pelo socialista José Manuel Ribeiro citando a decisão do TJP que considerou “ilícito o despedimento dos trabalhadores”.

Contactada pela agência Lusa, a Câmara de Valongo, no distrito do Porto, disse em 12 de novembro, “estranhar” a decisão do tribunal, considerando que esta “contraria o princípio da igualdade definido na Constituição e na Lei, que faz depender o acesso à função pública de concurso público”, e avançou que vai recorrer.

Em comunicado datado de 13 de novembro, mas apenas hoje enviado à Lusa, os funcionários dizem ter-se apresentado naquela data na câmara, mas que “foram surpreendidos com a recusa do município em acatar a decisão judicial”, situação que dizem “não esperar de um executivo liderado pelo PS”.

Afirmando-se numa “situação desesperada” e sem “receber qualquer retribuição desde 28 de agosto de 2019, data em que operou a decisão de resgate por parte do município”, dizem-se “privados do mínimo de subsistência para o seu sustento e das suas famílias”.

O facto de “não estarem equiparados a agentes da autoridade pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária não é motivo para incumprimento da decisão judicial”, argumentam os signatários do comunicado, considerando reunir condições “para exercer as funções que mantinham na Parque VE”.

Acusando o executivo de “confundir a emissão de autos de notícia para instauração de processos de contraordenação com as cobranças dos valores de estacionamento previsto no regulamento”, afirmam-se “alheios” a esta situação.

A sentença surgiu no âmbito de um processo que teve início com a decisão da Câmara de Valongo de resgatar as concessões de estacionamento à superfície na sede do concelho e na cidade de Ermesinde, as quais estavam atribuídas à empresa Parques VE, SA, com sede em Braga.

O executivo municipal aprovou esta medida por unanimidade em 03 de janeiro, uma decisão que foi ratificada em 13 de junho, também por unanimidade, na Assembleia Municipal de Valongo.

A empresa Parque VE acusou em 24 de setembro a Câmara de Valongo de deixar no desemprego vários trabalhadores ao resgatar a concessão do estacionamento, com a autarquia a responder não ser responsável pelos funcionários.

Antes, em 02 de setembro, o município anunciou que tinha estabelecido um prazo de cinco dias à empresa Parques VE para a entrega dos equipamentos e bens afetos à concessão de estacionamento resgatada.

A Lusa tentou obter uma reação da autarquia, mas até ao momento não foi possível.

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