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Alto Minho

Primeira central hidroelétrica do país reabre como museu de Ponte da Barca em 2017

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A primeira central hidroelétrica do país, em Paradamonte, Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), vai reabrir no verão de 2017 como museu após obras de 200 mil euros, disse hoje o presidente da Câmara de Ponte da Barca.

“Estamos a ultimar a candidatura aos fundos comunitários e o projeto está em fase final de elaboração do projeto, que não implica grandes intervenções. No verão do próximo ano teremos o núcleo museológico pronto a receber os visitantes”, afirmou o socialista Vassalo Abreu.

Em causa está o núcleo museológico da central hidroelétrica de Paradamonte, na freguesia de Britelo, “em pleno coração do PNPG”, classificado desde 2009, pela Unesco, como reserva da biosfera.

Em setembro passado, foi assinado o protocolo de cedência do espaço, pela EDP e pela Agência Portuguesa do Ambiente (AP) àquela autarquia do Alto Minho, com o objetivo de “a valorizar e transformar em mais um polo de atração turística do concelho”.

Vassalo Abreu, presidente da Câmara de Ponte da Barca. Foto de arquivo

Vassalo Abreu, presidente da Câmara de Ponte da Barca. Foto de arquivo

Para Vassalo Abreu trata-se de “um ícone da arqueologia industrial de Portugal” que passou a ser gerido pela autarquia “para o fazer renascer enquanto unidade interpretativa do antigo ciclo produtivo, a par das iniciativas já desenvolvidas no âmbito do percurso da hidroeletricidade e das visitas guiadas à Barragem de Alto Lindoso, numa parceria entre a EDP e o município”.

Segundo a autarquia, “a exploração da água e as suas marcas no território tem elevado potencial turístico, explicando ao visitante como decorria todo o processo de produção elétrica (desde a captação da água, à sua condução e posterior aproveitamento energético), levando-o a percorrer não só a central mas as suas estruturas complementares industriais (poços, levadas, linhas) e ainda percorrer o lugar de Paradamonte e conhecer as infraestruturas de apoio social e cultural da aldeia”.

A nova unidade interpretativa a criar naquele concelho, que tem mais de metade do território integrado no coração do único parque nacional do país, “será integrada na Rede Interpretativa do Património de Ponte da Barca, consolidada nos últimos dois anos e que inclui, em sistema de complementaridade, o Centro Interpretativo do Património “Fernão de Magalhães” e o Núcleo Expositivo da Torre de Menagem do Castelo de Lindoso.

PNPG – Parque Nacional Peneda-Gerês

Constituído a 08 de maio de 1971, o parque nacional, que se estende à Galiza, abrange do lado português cinco concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real. Além de Ponte da Barca, integra os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre e Terras de Bouro.

Tem mais de 70 mil hectares de área protegida, habitada por oito a nove mil pessoas. Atualmente, o PNPG tem cerca de 240 espécies de fauna vertebrada identificadas no território e 1.100 de flora, além de 500 sítios de interesse histórico e arqueológico.

Da área total, apenas cinco mil hectares pertencem ao Estado, enquanto a maior parte dos terrenos são baldios, o que obriga a um processo de articulação entre comissões locais e a direção do parque.

 

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