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Futebol

Preud’homme: “Vitória é uma equipa completa”

1.ª jornada do Grupo F da Liga Europa

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Foto: Divulgação

O treinador dos belgas do Standard de Liège, Michel Preud’homme, afirmou hoje que deseja o “melhor resultado possível” frente ao Vitória SC, equipa que considerou “completa”, na primeira jornada do Grupo F da Liga Europa de futebol.


Conhecido no futebol português pelas cinco épocas em que defendeu as redes do Benfica – cumpriu 199 jogos entre 1994/95 e 1998/99 -, o treinador, de 60 anos, realçou que o seu conjunto vai encarar a fase de grupos “jogo a jogo”, a começar pelo primeiro, frente a um adversário que considerou ter valia técnica e física.

“É uma equipa completa, capaz de se organizar, mas também de se projetar no ataque, graças a laterais ofensivos. É uma equipa técnica, mas também física”, observou, na conferência de imprensa de antevisão ao duelo de quinta-feira, decorrida no Estádio Maurice Dufrasne, em Liège.

Atual líder do principal campeonato belga, com 15 pontos após sete jornadas, o Standard quer também somar o “máximo possível” de pontos no Grupo F, mesmo ciente da “qualidade dos adversários”, acrescentou o técnico.

“No ano passado, tínhamos [no grupo J] Sevilha [Espanha] e Krasnodar [Rússia], que muitos subestimaram. Agora, temos Arsenal [Inglaterra] e Eintracht Frankfurt [Alemanha]. O Standard e o Vitória são os ‘outsiders’. Mas subimos do pote quatro para o três [no sorteio], numa evolução para continuar a crescer na Europa”, salientou.

Na segunda época seguida pelo clube onde iniciou a carreira de jogador, Michel Preud’homme reconheceu ainda que o médio Selim Amallah, lesionado, está indisponível para o reencontro entre belgas e portugueses 24 anos depois – os vitorianos ultrapassaram então a primeira ronda da Taça UEFA, com um triunfo caseiro (3-1) e um 0-0 em Liège.

“Ele treinou com o plantel, mas admitiu que não estava a 100%. Existem outras soluções no grupo, e é melhor não arriscar”, realçou.

Um dos 21 convocados dos belgas, o ponta de lança Renaud Emond, lembrou que o Standard venceu todos os jogos em casa na fase de grupos de 2018/19, mas realçou que a sua equipa está, para já, somente concentrada em derrotar o Vitória.

O Vitória SC, 10.º classificado da I Liga portuguesa, e o Standard de Liège, primeiro da I Liga belga, defrontam-se no Estádio Maurice Dufrasne, em Liège, a partir das 18:55 locais (17:55 em Lisboa), em jogo que vai ser arbitrado pelo russo Sergei Ivanov.

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Futebol

Clubes europeus podem perder quatro mil milhões de euros em receitas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os clubes europeus podem vir a perder quatro mil milhões de euros em duas temporadas, devido ao impacto da pandemia de covid-19, revela hoje um estudo a Associação Europeia de Clubes (ECA).

Num estudo que analisa uma amostra de 10 campeonatos entre 55, entre os quais o português e os ‘big-5’ (Alemanha, Inglaterra, Itália, França e Espanha), a ECA prevê que, apesar de sete destes terem recomeçado, em 2019/20 as perdas sejam de 1,6 mil milhões de euros.

Na próxima temporada, mesmo que esta seja jogada na sua totalidade, as perdas poderão atingir os 2,4 mil milhões de euros, num estudo que não tem em conta o mercado de transferências.

“Estes resultados mostram que o impacto financeiro da covid-19 nos clubes europeus é um choque sísmico”, disse o diretor executivo da ECA, Charlie Marshall.

Com os jogos à porta fechada, a ECA prevê que esta temporada os clubes percam 400 milhões de euros em bilheteira, um valor que deverá chegar aos 1,1 mil milhões em 2020/21.

“O impacto financeiro não para quando o jogo recomeçou. Vai continuar na próxima temporada e temos de tomar medidas para criar uma indústria do futebol mais sustentável para o futuro”, refere Marshall.

Normalmente, os clubes gastam 60% dos seus rendimentos em salários, um valor que pode atingir os 76% nas ligas fora das ‘big-5’ na próxima temporada.

Para Marshall, o próximo mercado de transferência vai dar uma ideia “do estado da saúde do futebol”.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, suspensas, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América – ou mesmo canceladas.

Na Europa, alguns campeonatos foram cancelados, como o francês e o holandês, mas Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e Portugal, entre outros, retomaram a competição.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 535 mil mortos e infetou mais de 11,52 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Futebol

“É gratificante garantirmos matematicamente a manutenção”

Ricardo Soares

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o Moreirense-Sporting (0-0), jogo da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “É importante e gratificante acontecer matematicamente o nosso principal objetivo [a permanência na I Liga], a quatro jornadas do fim. É sempre importante para nós.

Em relação ao jogo, há que dizer que defrontámos uma grande equipa. Era nossa intenção entrar muito fortes e ter algum ascendente perante este adversário, que tem muita qualidade, conquistado pontos de forma segura, com um trabalho muito bom do Rúben [Amorim], baseado numa ideia [de jogo] diferente. Penso que a primeira parte foi claramente nossa. Criámos mais oportunidades e não me lembro de nenhuma do Sporting.

Depois da expulsão [do Halliche], que eu inicialmente pensei que era justa, mas não é nada justa, tivemos de nos reajustar. A superioridade numérica faz diferença perante uma equipa deste nível, mas fomos bastante seguros. Não me lembro de nenhuma oportunidade do Sporting. O Sporting dominou, mas nós controlámos o jogo. O empate foi justo. Prevaleceu o compromisso dos meus jogadores e a nossa qualidade defensiva.

A partir do momento em que ficámos reduzidos a 10 unidades, controlámos muito bem os espaços. Houve alguma intranquilidade por parte do Sporting, que perdeu muitas bolas fáceis. O Sporting teve de jogar por fora e isso, para nós, não foi problema, porque fechámos a baliza muito bem nessa situação. Há que dizer que a qualidade do adversário fechou-nos algumas saídas para o contra-ataque. Faltou-nos também frescura para isso a certa altura do jogo.

É fácil fazer uma retrospetiva [da época], embota faltem quatro jogos [para o campeonato terminar]. Tive uma entrada difícil no clube, com um conjunto de jogos com grau de dificuldade elevado. Entrou um treinador que conhecia os jogadores, mas a adaptação a um processo novo leva o seu tempo. Isto não é ‘carregar num botão’ e ‘acender uma luz’. Os jogadores sentiram confiança nas minhas ideias, mas demorou algum tempo para as coisas aparecerem. Vim para um clube com excelentes condições de trabalho e encontrei um grupo de jogadores que acreditou sempre. O Moreirense é agora uma equipa consistente defensivamente, que joga um futebol de alta qualidade.”

Rúben Amorim (treinador do Sporting): “Em termos de resultado, sim [o jogo tem sabor ‘amargo’]. A nossa ideia de jogo esteve lá todo o tempo. Quer a jogar com 11, quer com 10, conseguimos empurrar o Moreirense [para o seu meio-campo]. Se, na primeira parte, tivéssemos mais qualidade na definição, poderíamos ter criado mais oportunidades. Na segunda parte, dominámos, mas o jogo tornou-se estranho depois, com muitos lances junto à linha lateral, muitas substituições.

Não sei se [as decisões do árbitro] condicionaram ou não [o resultado]. O árbitro foi ver as imagens do último lance e achou que não era penálti [sobre o Coates]. Mesmo com o penálti e com a [eventual] expulsão do lateral-esquerdo [Abdu Conté], na segunda falta, devíamos e podíamos ter ganhado. Temos de definir melhor os cruzamentos e os remates. O Jovane apareceu muito na área, mas não marcámos.

Não concordo que o Moreirense tenha dominado [partes do jogo]. Não sei se o meu comportamento [muito interventivo no banco de suplentes] transmitiu muita ansiedade à equipa. Gostei do nosso jogo e estivemos mais perto do golo, quer com 11, quer com 10. Nas nossas saídas, temos problemas no último passe. Temos de continuar a trabalhar e a melhorar a equipa.

[O Sporting de Rúben Amorim não venceu ainda nenhum adversário acima do nono lugar] O Paços de Ferreira tem vindo a fazer um campeonato excelente, ganhou ao Rio Ave [3-2], que está na luta pela Europa, e perdeu com o Sporting [1-0]. O Gil Vicente perdeu connosco [2-1] e ganhou ao Rio Ave neste fim de semana [1-0]. Para mim, a vitória são três pontos. O Sporting não perde há seis [sete] jornadas.

Estamos numa fase muito inicial [do nosso trabalho]. Nunca olhei muito para a classificação. Sempre disse que não está nada decidido e que tínhamos um calendário difícil. Empatámos. Podíamos e merecíamos ter ganhado. Não ganhámos.

Com o Acuña em vez do Cris [Borja] no lado esquerdo da defesa [após uma substituição], ganhámos muito mais volume ofensivo. Cruzámos muitas vezes, mas não conseguimos marcar.

O [Eduardo] Quaresma precisa de respirar fisicamente, mas também mentalmente. Senti-o muito cansado e, apesar deste jogo ser muito difícil, achei que ele precisava de respirar. O Wendel também. O Battaglia teve uma excelente semana de trabalho e decidi trocar.”

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Futebol

Moreirense empata com Sporting e ‘dá uma mão’ ao SC Braga

I Liga

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Foto: Twitter

O Moreirense e o Sporting empataram hoje 0-0, na partida de encerramento da 30.ª jornada da I Liga de futebol, em que os ‘cónegos’ ficaram em inferioridade numérica na segunda parte, mas os ‘leões’ não aproveitaram e viram o SC Braga aproximar-se na luta pelo terceiro lugar.

Após uma primeira parte com muito pouco espaço para se jogar, em que o domínio oscilou entre as duas equipas, um dos defesas ‘cónegos’, Halliche, foi expulso aos 51 minutos, após falta sobre Gonzalo Plata, quando o extremo avançava isolado para a área, mas a equipa de Alvalade, apesar dos muitos ataques, criou escassas oportunidades para garantir o quinto triunfo consecutivo na prova.

Com este empate, a equipa do concelho de Guimarães isolou-se no oitavo lugar, com 39 pontos, e garantiu matematicamente a permanência na I Liga, já que tem mais 12 pontos do que o 17.º, Portimonense, com vantagem no confronto direto, enquanto os lisboetas mantiveram o terceiro lugar, com 56 pontos, mais três do que o quarto, SC Braga.

O Sporting, que apareceu no relvado do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas com quatro novidades no ‘onze’ – Luís Neto, Battaglia, Acuña e Jovane Cabral -, teve mais bola nos primeiros 15 minutos, mas dependeu quase sempre da criatividade de Jovane Cabral e de Gonzalo Plata para quebrar a organização contrária, com pouco sucesso.

No primeiro jogo sem Iago, defesa que terminou o contrato em 30 de junho e rumou ao Al Taawon, da Arábia Saudita, o Moreirense surgiu em campo com Halliche no eixo da defesa e libertou-se gradualmente da pressão ‘leonina’, graças à dinâmica dos jogadores nos corredores e do médio Filipe Soares na zona central.

O médio, de 21 anos, protagonizou os dois lances mais perigosos da formação anfitriã na primeira parte: cabeceou à malha exterior lateral, aos 24 minutos, e rematou centímetros acima da trave, de ‘bicicleta’, aos 29.

Os pupilos de Rúben Amorim responderam ao ascendente momentâneo do conjunto de Guimarães ainda na primeira parte e levaram perigo à baliza de Pasinato num cabeceamento de Coates, por cima, aos 37 minutos, e num lance de Ristovski, em que Halliche impediu a ‘emenda’ decisiva de Sporar, aos 43.

O figurino do encontro mudou aos 51 minutos, quando Halliche foi expulso com cartão vermelho direto, após perder a bola para Gonzalo Plata no meio-campo defensivo e cometer falta quando o extremo equatoriano se preparava para seguir isolado para a baliza ‘cónega’.

Reduzida a 10 unidades, a equipa treinada por Ricardo Soares ameaçou o golo por Sori Mané, num golpe de cabeça, aos 62 minutos, mas, nessa altura, estava já obrigada a defender perto da sua área para conter os movimentos ofensivos dos homens de Alvalade.

Galvanizado pela entrada de Wendel, aos 61 minutos, o Sporting chegou com facilidade à área do Moreirense, mas raramente criou espaços entre a compacta defesa adversária para rematar à baliza. As exceções foram as tentativas de Sporar, aos 69 minutos, e de Jovane Cabral, num remate que rasou a trave, no último lance do jogo.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Sporting, 0-0.

Equipas:

– Moreirense: Pasinato, João Aurélio, Halliche, Rosic, Abdu Conté, Sori Mané, Alex Soares (Steven Vitória, 54), Filipe Soares (Nuno Santos, 90), Bilel (Luís Machado, 90), Gabrielzinho (Djavan, 62) e Fábio Abreu (Nenê, 90).

(Suplentes: Trigueira, Steven Vitória, Djavan, Ibrahima, Pedro Nuno, Nuno Santos, Luís Machado, Luther Singh e Nenê).

Treinador: Ricardo Soares.

– Sporting: Luís Maximiano, Luís Neto, Coates, Borja (Nuno Mendes, 61), Ristovski (Joelson Fernandes, 66), Battaglia (Wendel, 61), Matheus Nunes, Acuña, Gonzalo Plata, Jovane Cabral e Sporar.

(Suplentes: Renan Ribeiro, Rosier, Gonçalo Inácio, Doumbia, Wendel, Nuno Mendes, Rafael Camacho, Joelson Fernandes e Tiago Tomás).

Treinador: Rúben Amorim.

Árbitro: Tiago Martins (Associação de Futebol de Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Abdu Conté (18), Acuña (25), Borja (34), Pasinato (38), Steven Vitória (85) e Gonzalo Plata (90+5). Cartão vermelho direto para Halliche (51).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

Notícia atualizada às 23h38.

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