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Braga

Presidentes das 33 freguesias de Vila Verde ao lado de António Vilela

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Os presidentes das 33 juntas de freguesia do concelho de Vila Verde tornaram esta noite pública a sua “solidariedade para com o Dr. António Vilela, reiterando o apoio e confiança na sua integridade moral com que sempre pautou a condução dos destinos de Vila Verde“, após um encontro com o autarca, através de um comunicado a que o jornal O Vilaverdense teve acesso.

Na passada terça-feira, António Vilela foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas dos crimes de corrupção e prevaricação, participação em negócio e abuso de poder. Ontem, quarta-feira, o autarca eleito pelo PSD saiu em liberdade, após interrogatório, ficando proibido de se ausentar do país e de contactar com o outro arguido no processo.

Na manhã de quinta-feira, António Vilela veio a público comentar a situação desencadeada nas últimas 48 horas. Também em comunicado a que o mesmo jornal teve acesso, o autarca afirma que “na sequência das notícias falaciosas publicadas em diversos órgãos de comunicação social, relativas à investigação que decorre no Tribunal de Braga, esclareço dever neste momento tranquilizar todos os Vilaverdenses e dar conta da minha disponibilidade para continuar a lutar pelos interesses de Vila Verde e dos Vilaverdenses”.

“A minha participação em todo este processo do aumento de 51% do capital da sociedade Escola Profissional Amar Terra Verde circunscreve-se apenas no âmbito das deliberações dos órgãos coletivos que presido e, por isso, declino toda a responsabilidade individual em qualquer acto”, acrescenta.

José Luís Nogueira, dono da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), também foi constituído arguido.

Comunicado na íntegra

Na sequência dos recentes acontecimentos vindos a público envolvendo o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, as Presidentes e os Presidentes de Junta de Freguesia e Uniões de Freguesia do Concelho de Vila Verde, presentes em reunião nos Paços do Concelho, decidiram unanimemente e de forma livre manifestar a sua solidariedade para com o Dr. António Vilela, reiterando o apoio e confiança na sua integridade moral com que sempre pautou a condução dos destinos de Vila Verde.

Esperam por isso, que a Justiça prossiga os seus trâmites com a independência e transparência necessárias para o apuramento da verdade e para o reforço das liberdades e garantias dos cidadãos, na defesa dos superiores interesses do Concelho de Vila Verde.

Vila Verde, 16 de fevereiro de 2017.

As/Os Presidentes de Junta de Freguesia e Uniões de Freguesias do Concelho de Vila Verde

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Braga

“Variações”, parcialmente rodado em Amares, é o mais nomeado nos prémios do cinema português

Prémios Sophia

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O filme “Variações”, de João Maia, sobre o músico António Variações, parcialmente gravado na freguesia de Fiscal, em Amares, lidera os prémios do cinema português Sophia, com 17 nomeações, revelou hoje a Academia Portuguesa de Cinema.

“Variações”, o filme português mais visto em 2019, com quase 280 mil espectadores, está indicado para os Sophia de, entre outros, melhor filme, realização, argumento original, fotografia e elenco principal, encabeçado por Sérgio Praia no papel de António Variações.

Com 15 nomeações surge “A Herdade”, de Tiago Guedes, seguindo-se “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, e “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, com seis nomeações cada, e “Snu”, de Patrícia Sequeira, com cinco.

Os Prémios Sophia são uma iniciativa da Academia Portuguesa de Cinema e repartem-se em 23 categorias.

Para o Sophia de melhor filme estão indicados “Variações”, “A Herdade”, “Diamantino” e “Vitalina Varela”, estando os respetivos cineastas nomeados para melhor realização.

Na representação em papéis principais estão nomeados Albano Jerónimo (“A Herdade”), Carloto Cotta (“Diamantino”), Igor Regalla (“Gabriel”), Sérgio Praia (“Variações”), Inês Castel-Branco (“Snu”), Margarida Vila-Nova (“Hotel Império”), Sandra Faleiro (“A Herdade”) e Vitalina Varela (“Vitalina Varela”).

Para melhor documentário concorrem “Até que o porno nos separe”, de Jorge Pelicano, “Chuva é cantoria na aldeia dos mortos”, de Renée Nasser Medora e João Salaviza, “Lupo”, de Pedro Lino, e “Terra Franca”, de Leonor Teles.

O Sophia de melhor série ou telefilme será disputado entre “Luz Vermelha”, de André Santos e Marco Leão, “O Nosso Cônsul em Havana”, de Francisco Manso, “Sul”, de Ivo M. Ferreira, e “Teorias da Conspiração”, de Manuel Pureza, todas exibidas na RTP.

“A Fábrica”, de Diogo Barbosa, “A Herança”, de Paulo A. M. Oliveira, “Arriaga”, de Welket Bungué, e “Invisível Herói”, de Cristèle Alves Meira, estão nomeados para melhor curta-metragem de ficção.

Na categoria de curta documental foram selecionados “Estas Mãos São Minhas”, de André Miguel Ferreira, “Kalani – Gift from Heaven”, de Nuno Dias, “Lá Fora as Laranjas Estão a Nascer”, de Nevena Desivojevic, e “Raposa”, de Leonor Noivo.

Para o Sophia de melhor curta de animação estão indicados “Assim Mas Sem Ser Assim”, de Pedro Brito, “Equinox”, de Bruno Carnide, “Maré”, de Joana Rosa Bragança, e “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias”, de Regina Pessoa.

Destaque ainda para a nomeação, a título póstumo, do músico e compositor José Mário Branco, para o Sophia de melhor banda sonora original pela música para o filme “A Portuguesa”, de Rita Azevedo Gomes.

Nesta categoria estão também nomeados Armando Teixeira (“Variações”), Manuel Cruz (“Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”) e The Legendary Tigerman (“Caminhos Magnétykos”).

A música “Coro Menor”, de José Mário Branco, para um poema de Charles D’Orléans, interpretada por Ingrid Caven para aquele filme de Rita Azevedo Gomes, também está nomeada para os Sophia na categoria de melhor canção.

Este ano, o prémio de carreira será entregue aos realizadores Alfredo Tropa, António-Pedro Vasconcelos e Fernando Matos Silva.

Hoje, na revelação dos nomeados dos Sophia, a Academia Portuguesa de Cinema anunciou já outros três prémios ligados ao cinema: O livro “Leitão de Barros: A Biografia Roubada”, de Joana Leitão Barros e Ana Mantero, venceu o prémio Arte & Técnica, Pedro Ribeiro venceu o prémio de melhor ‘trailer’ para o filme “Variações”, e Catarina Sampaio, o de melhor cartaz para o filme “A Herdade”.

A cerimónia dos prémios Sophia decorrerá no dia 22 de março no Casino do Estoril, Cascais.

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Braga

“Mulheres de Braga” quer espaço físico para apoiar “24h/dia” vítimas de violência doméstica

Associação Mulheres de Braga (AMBRAGA)

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um grupo de mulheres de Braga que nasceu em 2019 para combater a violência doméstica constituiu-se formalmente em associação e procura agora espaço para uma sede, onde possa estar disponível diariamente para acudir a uma qualquer emergência.

A presidente da Associação Mulheres de Braga (AMBRAGA), Emília Santos, disse, esta quarta-feira, à Lusa que já há um grupo de 25 pessoas disponíveis para colaborar, entre advogados, sociólogos e assistentes sociais, entre outros, para que o espaço possa estar disponível 24 horas por dia.

“Só nos falta mesmo um espaço, mas já estamos a trabalhar para o encontrar”, referiu.

Sublinhou que a ideia da associação é ter sempre “dois ou três quartos” disponíveis para acudir “na hora” a um qualquer caso de violência doméstica.

“Nestas situações, qualquer minuto a mais pode ser fatal”, afirmou Emília Santos.

Criada a 14 de fevereiro, data simbolicamente escolhida por ser Dia dos Namorados, a AMBRAGA pretende apoiar pessoas vítimas de violência doméstica, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais, promover medidas de combate/prevenção da violência doméstica e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas e sociais focadas no estatuto da vítima.

A ideia é disponibilizar apoio, social, jurídico e psicológico às vítimas de violência doméstica, no decorrer dos processos judiciais, após o seu término ou sempre que necessário.

Promover atividades que visam contribuir para o aumento da autoestima e independência emocional das vítimas e auxiliá-las na integração do mercado de trabalho, de forma a contribuir para a sua autonomia económico-financeira, são outros objetivos.

A AMBRAGA propõe-se ainda colaborar com estruturas representativas da justiça, das polícias, da saúde, da segurança social e ainda com as autarquias locais e outras entidades públicas ou particulares.

Pretende igualmente promover e participar em programas, projetos e ações de sensibilização e formação na área da violência doméstica, bem como contribuir para a adoção de medidas legislativas, regulamentares e administrativas, facilitadoras da defesa, proteção e apoio à vítima de violência doméstica, com vista à prevenção dos riscos.

Em novembro de 2019, as “Mulheres de Braga” entregaram na Assembleia da República uma petição com cerca de oito mil assinaturas, que pede medidas prioritárias de proteção das vítimas de violência doméstica.

Na sequência dessa petição, Emília Santos vai ser recebida, de 26 a 28 de fevereiro, por todos os partidos com assento na Assembleia da República.

Intitulada “Basta de nos matarem”, a petição exige a criação de gabinetes especializados para o atendimento às vítimas nas esquadras policiais em todo o país, garantindo a presença de agentes especializados para este atendimento 24 horas.

Pede ainda o reforço da formação dos agentes judiciários e dos serviços sociais de apoio aos tribunais e criação de tribunais mistos (criminal e família e menores) especializados para julgar todas as questões relacionadas com a prática daquele crime num processo único.

A criação de mecanismos de “efetiva” aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à proteção da vítima após a denúncia, criando planos de segurança e seu acompanhamento ao longo do processo, é outra das reivindicações.

A petição apela também à promoção de medidas legislativas que assegurem a segurança da vítima e seus filhos durante o processo, designadamente mediante aplicação de medidas de coação eficazes que protejam as vítimas do agressor e lhes permitam manterem-se na sua residência.

Quer igualmente a proteção das crianças vítimas diretas ou indiretas de violência e abuso sexual, suspendendo-se os contactos com o agressor até ao fim do processo-crime e, em caso de condenação, restrição das responsabilidades parentais em conformidade com o crime.

O movimento Mulheres de Braga foi criado, em setembro de 2019, depois da morte de uma mulher, degolada em frente ao Tribunal de Braga pelo antigo companheiro.

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Braga

“Sentimento de insegurança” em freguesia de Braga. Autarca responsabiliza EDP

Falta de iluminação pública

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Foto: O MINHO

Uma alegada acumulação de avarias na iluminação pública de várias ruas da União de Freguesias de Crespos e Pousada, no concelho de Braga, está a preocupar José João Correia, presidente daquela autarquia situada a cinco quilómetros a noroeste da cidade.

As falhas são registadas em, pelo menos, seis ruas (Devesa, Berredo, Padrão, Chousas, Portas e Moutorro), vias frequentadas por crianças e idosos que não se sentem seguros, face aos relatos de furtos que vão existindo um pouco por todos os concelhos do distrito de Braga.

“As ruas em questão são frequentadas por várias crianças e idosos e as falhas na iluminação causam um sentimento de insegurança entre a população”, aponta

“A falta de iluminação potencia o sentimento de insegurança entre a população, principalmente em zonas mais rurais e mais isoladas”, disse o autarca, agastado com uma alegada indiferença dos responsáveis pela substituição das luminárias.

“Já identificamos e reportamos todas as situações [à EDP] onde há falhas de iluminação em várias ruas de Crespos e Pousada e em causa estão ruas frequentadas por muitos seniores e crianças”, sublinha.

O MINHO tentou contactar os serviços administrativos da EDP, mas não obteve resposta para esta questão.

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