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Vila Verde

Presidente de Vila Verde vai pedir instrução do “processo das multas”

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Foto: DR/Arquivo

O presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, vai pedir a instrução do processo judicial em que é acusado de prevaricação, por “não ter cometido qualquer ilegalidade” na fiscalização do estacionamento.

O autarca (PSD) negou ao O MINHO ter dado ordens aos fiscais municipais para não multarem, tendo apenas decidido que não haveria dupla penalização dos automobilistas que não pagavam parcómetro, isto porque a concessionária do estacionamento, a Sociparque, passava “avisos de estacionamento” de 6,8 euros e, em simultâneo, os fiscais deixavam um papel com uma coima de 30 euros. Uma dupla penalização para a mesma infração que “trazia os municípes revoltados”.

O edil atuou “para salvaguardar o cumprimento da lei, e o interesse público e de evitar a desordem e desacatos públicos”. E tinha um parecer do Provedor de Justiça contra a dupla penalização.

O Ministério Público (MP) acusou-o de prevaricação de titular de cargo político, por ter dado instruções para não se passarem multas de estacionamento. Ficou ainda acusado de Desacatamento ou seja, de recusa de execução de uma decisão judicial.

A acusação diz que, Vilela, em dezembro de 2013, decidiu não aplicar multas. Assim, até 2016, o Município apenas passou seis autos de notícia, enquanto a concessionária emitiu 37.196 avisos.

Para o MP, se a Câmara tivesse multado, as coimas teriam rendido 1,1 milhões de euros, a repartir pelo Estado (40 por cento), pelo município (30 por cento) e pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (30 por cento).

Em comunicado, Vilela sublinha que havia “confusão pública e dúvida sobre a legitimidade de a empresa aplicar a sanção” e que “não havia informação jurídica capaz de enquadrar a situação”. A firma foi notificada para parar com o procedimento, o que não fez, tendo-se, então, avançado com uma ação judicial, “que foi indeferida”.

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Braga

Morreu jovem atropelado esta madrugada na A3

De Vila Verde

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Foto: Facebook

O jovem de 20 anos que sofreu ferimentos graves na sequência de um duplo atropelamento na A3 não resistiu, acabando por morrer já durante a manhã desta terça-feira, no Hospital de Braga.

Luís Lopes, que residia em Moure, Vila Verde, foi atropelado por duas vezes ao quilómetro 96 da A3, em Vila Nova de Cerveira, durante esta madrugada.

O sinistro deu-se no sentido Sul / Norte, em Vila Nova de Cerveira, e fez ainda mais quatro feridos, entre os quais um bebé de sete meses.

Ao que O MINHO conseguiu apurar, o jovem estaria fora do carro quando foi abalroado por uma primeira viatura, tendo segundos depois sido atropelado por uma segunda viatura, com esta última a não parar para prestar assistência.

De acordo com os envolvidos no primeiro atropelamento, um casal que seguia com os filhos [um bebé de sete meses e uma menina de dez anos], a vítima mais grave estaria fora do carro já dentro da faixa da autoestrada, quando o terão colhido acidentalmente.

Estes testemunharam que se via algum fumo junto da viatura, o que poderá ter motivado a saída do condutor da viatura em plena autoestrada.

O casal, que acabou transportado juntamente com os filhos para o Hospital de Viana, por precaução, apontou ainda às autoridades que outra viatura terá atropelado a vítima segundos depois do primeiro atropelamento, mas não terá parado.

Já Luís Lopes acabou por ser transportada pela SIV de Ponte de Lima para o Hospital de Braga com prognóstico muito reservado.

No local estiveram os Bombeiros de Ponte de Lima, SIV de Ponte de Lima, VMER de Viana e GNR.

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Braga

Sociedade Portuguesa de Autores denuncia insultos e agressões a inspetor em Vila Verde

Cobrança de direitos de autor à Associação C.R. Amigos Cabanelas, correspondentes à utilização de obras protegidas num espetáculo: “É um edifício privado e uma festa privada, para sócios. Eu na minha casa não posso cantar o fado?”

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Foto: DR

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) denunciou hoje que um seu inspetor foi “ameaçado, insultado e agredido” em Vila Verde, quando “cobrava” a uma associação direitos de autor correspondentes à utilização de obras protegidas, num espetáculo.

Em comunicado, a SPA acrescenta que os factos remontam a 23 de julho, quando o inspetor Carlos Ventura se deslocou à Associação Cultural e Recreativa Amigos de Cabanelas “para garantir que seria efetuada a justa cobrança de direitos de autor correspondentes à utilização de obras protegidas, num espetáculo naquele local”.

“Os espetáculos ali realizados requerem a autorização da SPA, que não costuma ser solicitada, apesar de estar claramente determinada pela lei”, sublinha.

Segundo a SPA, Carlos Ventura “recebeu insultos e ameaças de dirigentes da coletividade” e, “para se proteger, foi forçado a correr em direção à viatura em que se deslocava, sempre perseguido por indivíduos que tentavam ostensivamente agredi-lo”.

“Foi duas vezes atingido, admite-se que com uma pedra e/ou um pau, ficando com lesões numa perna e num braço, o que o impede de desempenhar normalmente as suas funções”, acrescenta.

Contactado pela Lusa, o presidente da associação, David Araújo, disse-se “espantado” com as acusações e assegurou que não tem conhecimento de “rigorosamente nada”.

Segundo David Araújo, na noite de 23 de julho houve uma sessão de fados na sede da associação, integrada numa semana cultural.

“É um edifício privado e uma festa privada, para sócios. Eu na minha casa não posso cantar o fado?”, questionou.

Na altura, estava também reunida no edifício uma associação de caçadores.

“Eu estava lá nessa noite, os meus companheiros de direção também estavam, e não vi nada do que a SPA agora vem agora falar”, acrescentou.

Segundo o comunicado da SPA, o inspetor foi assistido no Hospital de Braga e “está ainda a efetuar exames médicos para a deteção de outras eventuais lesões”.

“Na perseguição, foi-lhe destruído o telemóvel, o relógio, as botas e um casaco”, refere ainda o comunicado.

A SPA diz que apresentou queixa-crime por ofensas corporais e por crime de usurpação, “com o objetivo de assegurar a identificação e a punição dos perseguidores”. “Pretende a SPA que as coletividades assumam as suas responsabilidades, paguem os direitos convenientes pela utilização de obras protegidas nas suas atividades de entretenimento e que respeitem a integridade física, a competência e a dignidade de quem legitimamente representa a cooperativa dos autores portugueses”, sublinha o comunicado.

Para a SPA, situações como esta não podem ficar impunes, já que isso poderia “abrir a porta a outros atos agressivos, intimidatórios e de provocação que põem em causa uma instituição com 94 anos de existência, que representa cerca de 26 mil autores de todas as disciplinas e de todo o país e cujo presidente preside atualmente ao Grupo Europeu de Sociedades de Autores”

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Braga

Pároco idealizou e vendeu 425 cervejas para restaurar altares de igreja em Vila Verde

“Leve, fresca e efervescente”, como a vida deve ser

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Pe. Sandro Vasconcelos. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Leve, fresca e efervescente”. É assim apelidada a nova cerveja artesanal paroquial criada na paróquia de Rio Mau [Vila Verde], a partir da ideia do padre Sandro Vasconcelos e do cervejeiro amador Miguel Ângelo Vilas Boas. “E é assim que a igreja e a vida devem ser, como a cerveja”.

As palavras são do pároco que, necessitando de apoios financeiros para restaurar quatro altares da Igreja Paroquial de Rio Mau, resolveu criar 600 exemplares da “Cervigreja”, a primeira cerveja artesanal paroquial do país.

Exemplar da “Cervigreja”

O MINHO esteve na paróquia de Rio Mau à conversa com Sandro Vasconcelos que se mostrou entusiasmado com as vendas: “Das 600 produzidas vendemos 425 durante o fim de semana da feira aqui em Ribeira do Neiva [união de freguesias a que pertence Rio Mau]”. E já há mais pedidos do que cervejas disponíveis para os próximos tempos.

Feita a partir de trigo, porque “não poderia ser de outra forma”, este licor dos deuses foi a forma que padre Sandro encontrou para reunir “esmolas” sem ter que “novamente”, andar a “bater de porta em porta”, até porque a igreja já está quase toda restaurada graças às esmolas dos paroquianos.

“Faltavam os quatro altares e tive de pensar numa forma em que todos saíssem a ganhar com o donativo. Assim, fica a igreja a ganhar, porque vê os altares restaurados, e em contrapartida, quem dá a esmola fica a ganhar por beber uma cerveja exclusiva”, salienta.

Altares laterais da igreja de Rio Mau necessitam de pintura e restauro. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sandro Vasconcelos sublinha ainda que “até os não-crentes ou quem não liga muito à igreja estão a ajudar, porque ficam curiosos em relação à cerveja”.

E o feedback não podia ser melhor. O projeto acabou de nascer, mas, salienta o pároco, “o eco que temos é que já querem que a criança ande”. “Nesta fase estamos em articulação com a Alfândega de Braga, por isso está tudo legal, mas sabemos que temos de dar outro passo para que se possa responder aos apelos que temos tido”.

A procura pela cerveja tem sido muito. Desde empresários que querem oferecer a cerveja aos clientes no Natal até cafés e restaurantes, inclusive no Porto, que querem ter esta cerveja à venda. “E não querem qualquer lucro, o dinheiro é todo para o restauro”, sublinha o padre.

Porquê “Cervigreja”?

“O nome? Um dia, à noite, na cama, a rezar e a debater esta questão, surgiu-me a ideia de o nome ser Cervigreja. Cervi que vem de cerveja, igreja da igreja paroquial, e Cervigreja é o ideal, porque também dá a ideia de que quem a bebe está a pôr-se ao serviço da igreja”.

Sandro Vasconcelos garante que ninguém ficará embriagado com uma destas cervejas. É uma cerveja leve, “porque é assim que a igreja deve ser: leve, fresca cheia de vida e efervescente. É assim que deve ser a nossa vida, a igreja e a nossa cerveja”. A “Cervigreja” tem 5% de teor alcoólico, “não é agressiva”, aponta.

Sobre eventuais polémicas de associação da igreja à cerveja, o pároco recorda que as primeiras cervejas que surgiram foram fabricadas em abadias.

O futuro da cerveja

Embora a ideia inicial se tenha ficado pelas 600 cervejas, a ideia é “produzir mais”. “Nesta fase, a cerveja está apenas à disposição das pessoas a nível local, e ainda neste mês vamos escoar o produto com uma banca que vamos colocar aqui em Rio Mau, sobretudo para os emigrantes”.

Padre Sandro garante que “todos os dias o telefone toca, as redes sociais não param, e todos querem provar a cerveja”.

“Nesta fase é tudo feito legalmente mas por carolice, quanto ao futuro, logo se verá. A intenção não é tirar o lugar a quem vive disto, até porque estamos num concelho onde a cerveja artesanal é forte, mas acho que há espaço para todos. E recordo: o único objetivo da comercialização desta cerveja passa pelas obras da igreja paroquial”.

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