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Presidente do CDS-PP anuncia criação do primeiro núcleo do partido no Brasil

Na cidade de Santos

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Foto: DR

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, anunciou hoje durante uma viagem ao Brasil que o partido criou seu primeiro núcleo político no país, que começará a funcionar na cidade de Santos.

“O nosso objetivo de vir ao Brasil foi conhecer melhor as comunidades portuguesas, em particular em Santos, São Paulo e Rio de Janeiro. Vamos começar a fazer um trabalho de base e iniciar núcleos do CDS. Hoje, durante um almoço, vamos formalmente criar o primeiro núcleo do CDS no Brasil, precisamente na comunidade de Santos”, disse à Lusa.

Questionada sobre o facto de Santos ter a primeira representação do partido no território brasileiro, Assunção Cristas explicou que a cidade foi escolhida porque tem uma comunidade portuguesa muito antiga que é ligada a Ilha da Madeira, de onde é originário o candidato do CDS-PP ao Parlamento fora do círculo da Europa.

“Temos já o nosso candidato [ao Parlamento] fora do círculo da Europa que é doutor Gonçalves Santos, que já foi deputado e representante das comunidades portuguesas e agora juntou-se ao CDS (…) Ele está connosco também como presidente do CDS Madeira. Por isso escolhemos criar um núcleo aqui [em Santos] onde há muita gente originária da Madeira”, frisou.

Além de Santos, a presidente do CDS-PP disse que o partido pretende criar núcleos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“O nosso objetivo é implantar núcleos em São Paulo e no Rio de Janeiro onde também estamos a fazer um trabalho nesse sentido. Precisamos encontrar as pessoas certas, que se identifiquem com os valores e com os princípios do CDS-PP e que queiram trabalhar connosco começando na base, na raiz, para fazer este trabalho de implantação partidária”, afirmou.

“É um trabalho que não tínhamos feito ainda, claro que demora o seu tempo, mas estamos muito animados e entusiasmados com o acolhimento que tivemos”, acrescentou.

Assunção Cristas explicou que os núcleos do partido no Brasil ficarão responsáveis por atrair outras pessoas para a militância e dinamizar localmente a atividade partidária.

A presidente do CDS-PP iniciou uma viagem de quatro dias ao Brasil na última quinta-feira, onde visitou o hospital da Beneficência Portuguesa e participou num jantar de comemoração no Centro Cultural Português de Santos.

Assunção Cristas participa hoje num almoço na Casa da Madeira de Santos, local onde o núcleo do CDS-PP será formalmente criado e onde se realizará um encontro com jovens.

Nos próximos dois dias, Assunção Cristas viajará para as cidades de São Paulo e Rio e Janeiro, onde participará em celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 24 de janeiro: 3, 4, 6, 9 e 24 (números) e 5 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 28 milhões de euros.

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Bloco de Esquerda avisa que medidas acordadas para abstenção na generalidade não chegam

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Twitter / Arquivo

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, avisou esta sexta-feira que as medidas negociadas para viabilizar, na generalidade, o Orçamento do Estado para 2020 não chegam e a especialidade “tem o seu caminho próprio” com as negociações que estão em curso.

À margem de uma audição com pessoas com deficiência organizada pelo partido, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre se o voto contra na votação final global do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) está a ser equacionado depois de um grupo de crítico da direção, o movimento Convergência, ter desafiado a esquerda a “chumbar” a proposta do Governo caso o PS “mantenha a arrogância”.

“Negociámos muito a sério, garantimos neste Orçamento do Estado que começámos a cumprir a Lei de Bases da Saúde neste legado que nos deixou António Arnaut e João Semedo para salvar o SNS. Teremos o maior orçamento de sempre para o Serviço Nacional de Saúde, sem cativações, com o fim das taxas moderadoras, com o início da exclusividade, com investimento em equipamentos, e isso é muito importante”, lembrou, a propósito das medidas negociadas com o Governo para garantir a abstenção dos bloquistas na generalidade.

No entanto, a líder do BE deixou o aviso que “isso não chega” e que “a especialidade tem também o seu caminho próprio”, no qual os bloquistas estão empenhados.

“Estamos a fazê-las [as negociações]. Até quando é que vamos estar a trabalhar, enfim, o Bloco de Esquerda, como sabem, nunca desiste”, respondeu, quando questionada sobre as negociações em curso.

Perante a insistência dos jornalistas para perceber se é possível o BE vir a votar contra um OE2020 que terá plasmadas as medidas acordadas com o Governo na generalidade, Catarina Martins referiu que “o orçamento será aquele que sair depois das votações na especialidade”.

“E é sobre isso que o Bloco de Esquerda se vai debruçar. Até lá, estaremos a lutar por cada uma das medidas que consideramos importantes“, salientou.

Entre essas medidas estão três fundamentais na área da deficiência, elencadas pela líder bloquista, para que Portugal cumpra a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

A primeira tem a ver com a dotação necessária para cumprir a lei das acessibilidades que há mais de 20 anos que está em vigor e “os edifícios ainda não estão adaptados e portanto as pessoas com deficiência continuam com problemas de mobilidade a ficar fechadas em casa porque não têm acessibilidades”.

“Queremos, para além disso, que o apoio na assistência pessoal, as horas de assistência pessoal aumentem porque as pessoas com deficiência, que estão dependentes de alguém que as ajude, têm que poder contratar as horas necessárias. Só assim se consegue a autonomia”, detalhou, sendo por isso preciso um reforço de dotação orçamental.

Uma outra medida exigida pelo BE é o direito à reforma antecipada para pessoas com deficiência sem penalização porque, na perspetiva de Catarina Martins, “uma pessoa com deficiência não pode ser obrigada a reformar só depois dos 66 anos”.

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CGTP diz que Ano vai ser “inevitavelmente” de contestação social

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses

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Foto: Arménio Carlos / abrilabril.pt / DR

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse esta sexta-feira, em Lisboa, que este ano vai ser “inevitavelmente” de contestação social se o Governo e as empresas continuarem a insistir num modelo de baixos salários.

O líder da intersindical falava aos jornalistas, em Lisboa, no final do plenário de sindicatos da CGTP, órgão máximo entre congressos, o último com Arménio Carlos como secretário-geral, que termina o seu segundo e último mandato em fevereiro.

“Inevitavelmente [este vai ser um ano de contestação] se continuarmos a ser confrontados com o modelo dos baixos salários e com a manutenção de uma legislação do trabalho que desequilibra as relações de trabalho, que generaliza a precariedade, que reduz os rendimentos”, afirmou Arménio Carlos.

“É por mais evidente que os trabalhadores vão lutar”, reforçou o secretário-geral da CGTP, defendendo que “hoje, mais do que nunca, é preciso valorizar os trabalhadores e o país” e que isso passa por aumentar salários, pela estabilidade e segurança no emprego e a regulação dos horários de trabalho.

Segundo Arménio Carlos, estas ideias foram aprovadas por unanimidade no plenário de sindicatos da CGTP, assim como foi aprovado um “apoio solidário às lutas” agendadas, como a manifestação nacional da função pública e a greve no setor da distribuição, ambas para o dia 31.

O dirigente da CGTP disse que ficou também confirmada a realização de “uma semana pela igualdade entre homens e mulheres”, de 02 a 06 de março, bem como a concretização, no dia 26 de março, de uma manifestação dos jovens trabalhadores contra a precariedade.

Já o 1.º de Maio será “especial” em 2020 porque comemora-se num ano em que a CGTP faz 50 anos e em que se celebram 130 anos das comemorações do Dia do Trabalhador, acrescentou.

“Vamos ter um período de intervenção muito ativa, onde o 14.º Congresso da CGTP vai ser o ponto alto desta central sindical”, realçou Arménio Carlos.

Questionado sobre quem será o seu sucessor, o líder da CGTP disse que a questão ainda não foi discutida e que os novos órgãos serão conhecidos até dia 15 de fevereiro, último dia do congresso da central sindical.

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