Presidente da Federação Portuguesa reitera repúdio por uma nova competição

Fernando Gomes, presidente da FPF. Foto: DR

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reiterou hoje a ideia de que a criação de uma Superliga “é uma péssima ideia para o futebol”, por violar “todos os princípios do mérito desportivo”.

“Já em [outubro de] 2020 manifestei a minha total discordância e repúdio pela criação de uma Superliga. Três anos depois, mantenho a minha opinião. Acho que é uma péssima ideia para o futebol, pois viola todos os princípios do mérito desportivo”, assinalou o dirigente, numa nota divulgada no site oficial da FPF.

Fernando Gomes reafirmou a posição depois de o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerar hoje contrária à legislação europeia a decisão da FIFA e da UEFA de proibir futebolistas e clubes de participarem em competições privadas, tal como a Superliga proposta em 18 de abril de 2021.

“A concretizar-se, prejudicaria muito o futebol como um todo e os clubes portugueses em particular. Por isso, a FPF foi, é e será convicta e frontalmente contra competições organizadas fora das federações e ligas, e apoia de forma firme o modelo desportivo europeu”, concluiu.

O TJUE, o mais alto órgão administrativo da UE, considerou que a UEFA e a FIFA abusaram da sua “posição dominante” na sua ação contra a criação da controversa Superliga de futebol.

Real Madrid e FC Barcelona são os resistentes entre os 15 fundadores do projeto original – apesar de só terem sido revelados 12 -, que preconizava uma competição com 20 clubes, que foi contestada por diversos quadrantes, desde as estruturas da modalidade até aos governos nacionais, passando pelos próprios adeptos.

Em outubro de 2022, foi criada a empresa A22, promotora do projeto, que readaptou o plano inicial, em fevereiro de 2023, sob novos princípios e um modelo com 60 a 80 clubes, que fosse aberto, sem membros permanentes e alicerçado no mérito desportivo.

Também já hoje, a empresa promotora da Superliga, a A22, propôs “uma nova competição europeia aberta”, com “64 clubes divididos em três ligas” de futebol nos masculinos e 32 clubes repartidos por duas ligas” em femininos.

“A nova proposta de competição é o resultado de um extenso diálogo durante os últimos 18 meses, com muitas pessoas do mundo do futebol envolvidas”, assinalou Bernd Reichart, diretor executivo da A22.

 
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