Seguir o O MINHO

Braga

Presidente da Câmara de Vila Verde nega interferência em concurso público

António Vilela ouvido no Tribunal de Braga

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Vila Verde negou hoje qualquer interferência num concurso público para chefe da Divisão Financeira do município, que o Ministério Público considera ter sido um fato à medida de uma candidata com alegadas ligações ao PSD.

No Tribunal de Braga, durante o julgamento do caso, em que é acusado de prevaricação, António Vilela (PSD) disse que não teve qualquer participação na elaboração do concurso e que a candidata vencedora não era do seu “círculo” de amigos nem das suas relações.

Vilela sublinhou que apenas a conheceu como “colega” num curto curso em contratação pública que fez em Coimbra.

Garantiu ainda que, em 2009, ano do concurso, não sabia que a candidata teria ligações ao PSD nem que ela tinha trabalhado na Câmara de Gaia, na liderança de Luís Filipe Menezes.

“Nunca a tinha visto ligada à máquina partidária”, referiu ainda o autarca de Vila Verde, que juntou ao processo uma declaração do PSD em que consta que, na altura, a candidata vencedora do concurso não era militante do partido.

A candidata haveria de se filiar no PSD em julho de 2011.

No processo em julgamento no Tribunal de Braga, são ainda arguidos os três membros do júri do concurso, designadamente o então vereador António Zamith Rosas, a chefe da Divisão Jurídica do município e o antigo professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho António Ferraz.

Todos respondem por um crime de prevaricação.

O Ministério Público (MP) considera indiciado que Vilela, com a colaboração dos demais arguidos, beneficiou nesse procedimento a candidata a quem pretendia entregar o referido lugar.

Para o efeito, segundo o MP, foram estabelecidos “desnecessários requisitos formais de provimento e injustificadas condições preferenciais específicas, para adequar o procedimento concursal ao perfil académico e de formação da referida candidata.

Entre essas condições, estão a obrigatoriedade de os candidatos terem licenciatura em Economia e/ou Direito, prestarem assessoria técnico-jurídica e estarem na “posse de especialização” na área da contratação pública.

Neste último ponto, o concurso previa a atribuição de classificação máxima a quem tivesse 60 horas de formação.

A candidata vencedora tinha frequentado, precisamente, um curso de contratação pública, de 60 horas, em Coimbra, também frequentado por António Vilela.

O autarca negou qualquer participação no estabelecimento desses critérios, afirmando que essa teria sido uma responsabilidade do júri.

Afirmou ainda que não intercedeu junto de ninguém para influenciar o desfecho do concurso.

No entanto, na primeira sessão do julgamento, os três elementos do júri também refutaram essa responsabilidade, alegando que se limitaram a “validar” a proposta que lhes foi apresentada pelos Recursos Humanos.

Um primeiro concurso para chefe da Divisão Financeira, restrito a pessoas vinculadas à Função Pública, tinha tido apenas uma candidata, que a Câmara decidiu não contratar, apesar de ter conseguido uma nota superior a 14 valores.

Apesar de ter um currículo adequado ao cargo, o júri considerou que a sua entrevista foi “muito má”, pelo que terá desaconselhado a sua contratação.

Foi aberto novo concurso, já não restrito a funcionários públicos, a que concorreram cerca de 40 pessoas.

Após a triagem, e face aos “afunilados” critérios do concurso, sobraram duas candidatas, uma das quais nem sequer se apresentou à entrevista.

O arguido António Ferraz já disse, em tribunal, que a candidata do primeiro concurso tinha “melhor currículo” do que a acabou por ser contratada.

O julgamento prossegue no dia 04 de março.

Anúncio

Braga

Parafarmácia de Braga doa materiais aos lares de idosos

Covid-19

em

Foto: O MINHO

Uma parafarmácia de Braga está a apoiar lares de idosos, com materiais de higiene e outros bens, devido “à responsabilidade social que é inerente para quem desempenha esta atividade”, tendo já auxiliado, a título gratuito, quatro instituições da cidade e dos arredores de Braga.

“Desde gel desinfetante, a máscaras, para funcionários, assim como luvas e produtos de lavagens, tenho disponibilizado, dentro das minhas possibilidades, mas se todos à medida das suas capacidades ajudarem, conseguiremos sem dúvida alguma vencer a pandemia”, disse esta quarta- feira a O MINHO o proprietário de A Botica da Saúde, na Rua Artur Garibaldi, sita na freguesia de Nogueira, à face da EN101, em Braga.

IVA zero

Adelino Veloso, responsável técnico com 48 anos de experiência na área, lamenta que o Governo “esteja a beneficiar do preço alto dos desinfetantes, bem como de outros artigos, quando deveria colocar o IVA mínimo ou nulo nesse tipo de produtos”.

“Só desse modo pode ajudar a combater a pandemia de covid-19, uma vez que todos os dias, aqui, constato haver pessoas que não têm dinheiro para adquirir o que precisam”, acrescenta.

Vendo ao preço que compro

“Nesta fase, eu como profissional, estou a fazer o melhor que sei e que posso, infelizmente pagamos alto e por isso temos de vender alto, não sendo por mim que há inflação, muitas vezes chego a vender ao preço que compro só para servir as pessoas, especialmente quem é cliente habitual ou aqueles que mais necessitam”, afirmou Adelino Veloso a O MINHO.

 

Continuar a ler

Braga

Estrada que liga Braga a Famalicão com obras nos próximos meses

Em Celeirós

em

Imagem via Google Maps

A Estrada Nacional 14, que liga Braga a Famalicão, vai sofrer condicionamentos no troço que atravessa a freguesia de Celeirós, por motivos de obras, anunciou hoje o município.

Em comunicado, a Câmara de Braga dá conta do reordenamento da travessia urbana realizada pela Infraestruturas de Portugal, com prazo de execução de três meses (90 dias)

A travessia em causa fica situada junto ao cemitério de Celeirós.

Continuar a ler

Braga

Estudante de Braga recupera em casa à espera de “abraçar a família sem medo”

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa / DR

* Reportagem de Ana Cristina Gomes, da agência Lusa *

Sintomas ligeiros, quarentena em casa: Carolina, de 19 anos, diagnosticada com covid-19, está fechada no quarto há semanas, ainda não sabe quando pode sair, mas sabe que quer muito “abraçar a família sem medo”.

“Sinto-me presa. Sempre gostei de dividir o espaço de trabalho e o de descanso e agora o meu quarto é o sítio de tudo”, desabafa Carolina Assunção, estudante de Engenharia no Porto, residente em Braga, já sem sintomas mas “um bocado perdida” quanto à fase em que poderá concluir a quarentena, pois aguarda desde 23 de março, altura da confirmação da infeção, o telefonema do hospital que o delegado de saúde pública disse que ia chegar.

António Assunção, médico de 49 anos, pai de Carolina, considera “muito extraordinária” a situação vivida com a família, devido à ausência de contacto hospitalar.

“Só a consigo enquadrar, pensando que o hospital percebeu que os pais eram médicos e optou por não ligar. O delegado de saúde disse-lhe que ia ser contactada pelo hospital sobre o tratamento em casa, para aguardar orientações do hospital e o contacto nunca chegou”, observou, em declarações à Lusa.

Agora que passaram os sintomas (febre, cansaço, dor de cabeça, alterações do palato, dificuldades em engolir, garganta inflamada, ataques de tosse), a filha, Carolina, sente-se “muito perdida” sobre se terá de aguardar “mais uma/duas semanas ou um mês” para dar por concluída a quarentena.

A infeção, julga tê-la contraído enquanto participou na organização de um evento que juntou estudantes de engenharia de vários pontos da Europa na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

“Voltei para casa, em Braga, quando a FEUP anunciou o cancelamento das aulas presenciais, a 11 de março. Os primeiros sintomas surgiram logo, mas era uma febre baixa. Depois foram piorando”, recorda.

Foi aí, ao “quinto dia de febre mais alta”, que os pais acharam que não seria uma virose e, após contactos infrutíferos com a linha Saúde 24, recorreram à linha de Apoio ao Médico e, apesar da ausência de ligação a um caso confirmado, conseguiram que a filha fosse testada.

Desde 22 de março que nunca mais ninguém da família saiu de casa.

Carolina continua com aulas na faculdade, à distância, mas enquanto esteve doente ficou “um bocado perdida”, na “fase pior nem conseguia pensar nisso”.

Confinada ao quarto, lê, fala ao telemóvel com os amigos, canta, faz alongamentos. “É uma rotina um bocado aborrecida”, desabafa.

Quando puder deixar as quatro paredes, “provavelmente” não vai poder sair de casa, mas finalmente poderá “abraçar os pais”.

Portugal registou hoje 187 mortes associadas à covid-19, mais 27 do que na terça-feira, e 8.251 infetados (mais 808), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com dados da DGS, a grande maioria dos infetados (7.525) está a recuperar em casa, 726 (mais 99, +15,8%) estão internadas, 230 (mais 42, +22,3%) dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Continuar a ler

Populares