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Cávado

Presidente da Câmara de Esposende defende intercâmbio entre municípios

Benjamim Pereira falou durante congresso dos Municípios

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Foto: Benjamim Pereira / Facebook

O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, defendeu hoje a criação de um projeto de intercâmbio de curta duração entre municípios de diferentes densidades territoriais para troca e partilha de experiências, atividades e negócios.

Durante uma intervenção no XXV Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a decorrer desde sábado em Aveiro, o autarca referiu que este projeto não implica “grandes custos”, sendo “perfeitamente acomodado” nos orçamentos municipais.

“Mas, se não for nos orçamentos municipais, certamente através do Orçamento do Estado ou, eventualmente, aproveitando o PT2030 [fundos comunitários]”, disse o social-democrata.

Benjamim Pereira referiu que os custos passam, essencialmente, por despesas de transporte, alimentação e, casualmente, alojamento temporário.

O objetivo deste projeto passa, primeiro, por olhar para o território português e perceber a “triste desigualdade” que existe entre os territórios do interior e do litoral, nomeadamente aqueles que são de baixa e alta densidade, sustentou.

E, a partir daí, acrescentou, numa lógica de “solidariedade” e não de minorar uns municípios em função de outros, estabelecer intercâmbios para partilhar boas experiências ou atividades entre, preferencialmente, municípios de alta densidade e baixa densidade.

O presidente da Câmara de Esposende considerou que “urge” promover um contacto mais estreito entre os territórios, aproveitando os pontos fortes de cada um, e adotando políticas e ações tendentes à promoção da cooperação.

“Em causa está a implementação de um conceito segundo o qual duas cidades/municípios, em diferentes e distintas áreas geográficas de Portugal, se ligam para promover o contacto humano e as relações culturais com o objetivo de promover projetos de interesse mútuo”, frisou.

A título de exemplo, Benjamim Pereira apontou a troca de experiências entre serviços municipais, a deslocação de grupos culturais ou visitas de escolas, idosos ou empresários.

O propósito é os municípios “beberem um pouco” da cultura e das tradições uns dos outros, fazendo com que estas não se percam.

O autarca propõe que este intercâmbio tenha a duração de dois anos e que, após esse período, seja avaliado.

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