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Presidenciais: Filme dos acontecimentos

Eleições presidenciais 2021

em

Foto: JF São Victor

Filme dos acontecimentos do dia das eleições presidenciais em Portugal:

Domingo, 24 de janeiro

08:00 – As mesas de voto abriram às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.

08:15 – O primeiro-ministro, António Costa, fez um apelo ao voto, afirmando, no Twitter, que “é um direito fundamental e um exercício de cidadania”, e lembrou que para garantir as regras sanitárias, devido à pandemia de covid-19, estavam abertas mais de 12 mil secções de voto. “Há quatro medidas essenciais para o voto em segurança: utilizar máscara; manter a distância de segurança; desinfetar as mãos; utilizar caneta própria. A sua participação é essencial para reforçar a nossa democracia”, escreveu.

09:00 – As mesas de voto abriram às 08:00 (hora local) nos Açores, uma hora depois de Portugal Continental e da Madeira, devido à diferença horária.

Populares de Morgade que se opõem à exploração de uma mina de lítio a céu aberto nesta freguesia de Montalegre (Vila Real) bloqueram a entrada na assembleia de voto com cadeados nas portas e contentores de ecoponto, repetindo os protestos verificados nas europeias e nas legislativas de 2019. Os obstáculos foram removidos e a mesa de voto estava a funcionar normalmente às 08:00, hora do início do ato eleitoral. “Agora mantém-se o bloqueio no sentido de não haver ninguém a votar”, disse o presidente da Junta.

As mesas de voto abriram em todo o país sem problemas de maior e sem qualquer caso reportado de boicote, segundo o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), João Tiago Machado, sublinhando que a descarga dos votos antecipados atrasou o início da votação em alguns locais, levando à formação de filas.

Tirando esta circunstância, registaram-se apenas “três sítios em que houve contingências de abertura de portas”, mas que foram fácil e rapidamente resolvidas.

Boicote eleitoral em Cabeceiras de Basto. GNR chamada para abrir mesa de voto

Protesto pacífico com mais de cem pessoas apelou à abstenção em freguesia de Barcelos

10:00 – O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, votou na escola secundária do Lumirar, em Lisboa, afirmando que este ato eleitoral é “crucial” para Portugal e para o futuro coletivo.

“Eu apelo às pessoas que combatam no dia de hoje o vírus, cumprindo todas as regras e procedimentos de saúde pública para exercer o seu direito ao voto, mas combatam também a abstenção, que é um inimigo das democracias e que dá aos nossos adversários, aqueles que pensam diferente de nós a possibilidade de escolher por nós próprios”, disse.

Líder do CDS apela ao voto em segurança e que “combatam a abstenção”

10:10 – Depois de votar na Escola Secundária António Damásio, em Lisboa, o porta-voz do PAN, André Silva, mostrou-se disponível para o debate sobre a inclusão na Constituição da possbilidade de adiamento de eleições.

“Não houve consenso para que o adiamento se processasse, quer da parte dos candidatos, quer da parte dos partidos. De qualquer forma, como mecanismo previsto na Constituição é importante que o debate se faça e, existindo essa norma, nós apoiamos”, afirmou André Silva, antes de apelar à participação no ato eleitoral.

10:15 – O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, votou no Pavilhão Desportivo do Agrupamento de Escolas de Santa Iria da Azoia, em Loures, e apelou à participação no “importantíssimo ato eleitoral”.

Secretário-geral do PCP apela a participação em “importantíssimo ato eleitoral”

“[Perante] a situação que vivemos e a pressão a que as pessoas são submetidas, naturalmente, pode haver sensação de insegurança que leva a não vir participar neste importantíssimo ato eleitoral. Mas, respeitando as normas que as entidades públicas colocaram, vale a pena vir votar, porque a proteção na Saúde é um direito fundamental, o direito de votar também um direito político fundamental. Digo isto porque sei bem o tempo em que não podia votar”, afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas.

10:30 – O ex-presidente da República Ramalho Eanes votou em Lisboa e apelou ao voto dos portugueses, defendendo uma análise profunda dos resultados, no caso de a abstenção ser elevada, nomeadamente sobre a realização de umas eleições num período grave da pandemia.

10:40 – A candidata Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, votou no Pavilhão Mário Mexia, em Coimbra, após 40 minutos de espera na fila, e pediu aos portugueses para mostrarem orgulho na democracia e na liberdade.

Marisa Matias apela ao voto pelo orgulho na democracia e liberdade

Marisa Matias disse aos jornalistas que “a muita afluência e a boa organização” no processo “são dois excelentes sinais”. “Por isso, mantenho e faço um apelo às pessoas para que venham votar. Votar é seguro e é ao votar que mostramos orgulho na democracia e na liberdade”, afirmou.

11:15 – O antigo Presidente da República Jorge Sampaio votou na Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa, O antigo chefe de Estado, que exerceu o cargo entre 1996 e 2006, saiu sem prestar declarações aos jornalistas.

11:30 – O candidato Tiago Mayan Gonçalves votou na Uriversidade Católica no Porto, e apelou à participação nestas eleições presidenciais, garantindo que “votar é seguro”.

Tiago Mayan reforça a importância das eleições e diz que votar é seguro

“Este dia é importante, as escolhas que estão perante os portugueses são importantes e, portanto, façam, cada um a sua, mas que a façam”, disse o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, que esperou cerca de meia hora para votar. “Não tenham medo, que votar é seguro, está a ser seguro, as coisas estão a correr bem, apesar das filas tudo é fluído”, sublinhou.

11:30 – Depois de votar na Escola Secundária do Lumiar, em Lisboa, o candidato João Ferreira apelou à participação dos eleitores e considerou que o ato eleitoral estava a decorrer num “cenário de grande segurança e tranquilidade”.

João Ferreira diz que votação decorre com “segurança e tranquilidade”

“Apenas numa secção de voto, que foi a minha, as coisas estiveram mais demoradas. Em todo o caso, em cerca de 30 minutos, fiquei despachado, isso não é nada quando podemos decidir sobre aquilo quer se vai passar nos próximos cinco anos”, advogou, destacando que existe “uma organização dos processos, dos procedimentos, das deslocações, com bastante material desinfeção, com os membros das mesas bastante protegidos”.

11:45 – O candidato Vitorino Silva votou em Rans, no concelho de Penafiel, e mostrou-se confiante de uma afluência maciça às urnas. “Vale a pena votar. O voto é o que nos une à democracia e a democracia é o melhor sistema. Temos de defender a nossa democracia. É preciso ter coragem para sair de casa, em tempo de pandemia, mas vale a pena”, disse Vitorino Silva.

Vitorino Silva diz que voto defende a democracia

11:45 – O presidente do PSD esperou 15 minutos para votar na Escola Bom Sucesso, no Porto, com elogios à forma como o processo eleitoral foi aqui organizado e deixando um apelo para que as pessoas votem.

“Estou convencido que, da forma como estamos a votar, não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus e estou à vontade porque eu fui um dos que achava que se deveria adiar as eleições. Estou a dizer isto com essa autoridade moral”, afirmou.

“Não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus”

12:00 – A afluência às urnas situava-se nos 17,07%, incluindo os dados da votação antecipara, que teve mais paticipação do que em anos anteriores. Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 15,82%. Nas presidenciais de 2016, a taxa de abstenção atingiu os 51,3%.

Afluência às urnas até às 12:00 foi de 17,07%

12:42 – O candidato André Ventura, líder do Chega, votou na Escola Básica e Jardim Infantil do Parque das Nações, Lisboa, e também se dirigiu aos eleitores para incitivar a participoação no escrutínio.

“A arma que temos de usar é o voto”, diz André Ventura

“Votar nunca foi um ato tão importante como é hoje, porque o nosso futuro está em causa. Quando o futuro está em causa, a arma que temos de usar é o voto, independentemente de em quem [votar] ou em que projeto. É importante que não pensemos amanhã que deixamos outros decidir por nós”, disse aos jornalistas.

12:45 – Depois do apelo ao voto via Twitter, o primeiro-ministro, António Costa, votou na Escola Básica Jorge Barradas, em Lisboa, após 30 minutos de espera, e renovou o apelo, apesar de “demorar um bocadinho mais” por causa da pandemia, agradecendo àqueles que asseguram o ato eleitoral.

Queria agradecer, muito em particular, aos milhares de pessoas que estão a sacrificar o seu domingo para estarem nas mesas de voto, para assegurarem o normal funcionamento deste ato eleitoral”, disse António Costa.

13:00 – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata a um segundo mandato, votou em Celorico de Basto, saudou o facto de as eleições estarem a decorrer no cumprimento das regras sanitárias exigidas pela pandemia.

Sei que está a decorrer muito bem por todo o país o voto, com distanciamento, com respeito das regras sanitárias, com paciência das pessoas onde há filas”, afirmou Marcelo, que apelou ao voto: “Respeito os que não vão votar por medo da pandemia, os que não vão votar porque não querem votar. Eu respeito todos. Aquilo a que eu apelo é que aqueles que possam votar, queiram votar, ultrapassem os receios e os medos”.

15:07 – A candidata Ana Gomes saudou a afluência às urnas, mas lamentou que muitos dos que “quereriam votar” não o pudessem ter feito, em particular os emigrantes, depois de ter aguardado cerca de meia hora para votar na Escola Secundária de Cascais.

Ana Gomes saúda afluência mas lamenta muitos que “não puderam” votar

“Muitas pessoas que quereriam votar não poderão”, disse Ana Gomes, questionando porque não se encontraram alternativas atempadamente, como o voto eletrónico. “Uns porque estão doentes, outros em isolamento profilático. Tenho particular pena que muitos dos nossos emigrantes não tenham podido votar e só não votaram porque não se legislou a tempo e horas”, acrescentou.

A afluência às urnas situava-se nos 35,44%. Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, à mesma hora, a afluência foi de 37,69%. Nas presidenciais de 2016, a taxa de abstenção atingiu os 51,3%.

16:45 – O ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva votou, em Lisboa, e disse que os portugueses estão a dar “uma lição de grande civismo” ao votar nas eleições presidenciais deste domingo, no contexto da pandemia da covid-19. “Estas eleições ocorrem num tempo anormal, um tempo de grande tristeza. (…) Mas é preciso lutar. Eu acabei de cumprir o meu dever cívico. Nós não podemos baixar os braços neste tempo tão difícil e, neste tempo tão difícil, de acordo com as informações, os portugueses estão a dar uma lição de grande civismo”, declarou.

19:00 –  Assembleias de voto encerraram em Portugal Continental e na Madeira. Nos Açores, fecham uma hora mais tarde, por causa da diferença horária.

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