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País

Prémio aos profissionais de saúde pode deixar de fora maioria dos médicos

Diz FNAM

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) alertou hoje que o prémio aos profissionais de saúde, aprovado na quarta-feira, “não compensa o risco” e “pode deixar de fora a maioria dos médicos” que participam no combate à pandemia de covid-19.


Em comunicado, a FNAM lembra que a proposta do PSD, que foi aprovada em sede de especialidade do Orçamento Suplementar, visa todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que durante o estado de emergência tenham praticado, de forma continuada e relevante, atos diretamente relacionados com suspeitos e doentes infetados por covid-19, não sendo, contudo, “clara quanto à identificação dos profissionais” que serão abrangidos pelo prémio.

A este propósito, a FNAM sublinha que todos os profissionais, independentemente do local onde exercem funções (centros de saúde, urgências hospitalares, consulta, internamento ou, como a Saúde Pública, na comunidade), mesmo que em instituições ou unidades não exclusivamente dedicadas à covid-19, “têm tido um papel crucial na resposta à pandemia”, não só assegurando o atendimento a doentes com coronavírus, como também mantendo a prestação de cuidados a todos os restantes utentes.

“O exercício da profissão médica acarreta riscos significativos, que não estão limitados à pandemia por covid-19. No contexto da atual pandemia, para além da maior penosidade do trabalho, os médicos têm sido expostos a um elevado risco de infeção por SARS-CoV-2. Em consequência, centenas de médicos já foram infetados e lamentamos a morte recente de um colega”, sublinha a FNAM-

A Federação Nacional dos Médicos considera ainda que a “atribuição pontual de um prémio de desempenho e de majoração de dias de férias em 2020”, como previsto na proposta aprovada, “não compensa de forma justa” o risco a que os médicos estão sujeitos, diariamente e ao longo do exercício da sua profissão.

“Tal prémio não pode, em qualquer circunstância, substituir o estatuto de risco e penosidade que a FNAM sempre tem defendido”, realça aquela estrutura profissional.

A FNAM diz esperar que o Governo não venha criar desigualdades injustificáveis entre profissionais de saúde”, advertindo que os médicos “não aceitam outra atitude da tutela que não seja o reconhecimento do enorme esforço e abnegação” destes profissionais durante a pandemia.

A FNAM esclarece ainda que “aguarda uma posição de abertura por parte do Ministério da Saúde para negociar a proposta de estatuto de risco e penosidade acrescidos da profissão médica”, que recentemente apresentou ao governo.

Portugal contabiliza pelo menos 1.579 mortos associados à covid-19 em 42.454 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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País

OMS admite que pode nunca vir a exisitir uma “panaceia” contra a covid-19

Pandemia

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Foto: O MINHO / Arquivo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que talvez nunca venha a existir “uma panaceia” contra a pandemia de covid-19, apesar das investigações em curso que procuram conseguir uma vacina contra a doença.

“Não há nenhuma ‘panaceia’ e talvez não exista nunca” declarou hoje o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa, através da internet.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 685 mil mortos e infetou mais de 18 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.738 pessoas das 51.463 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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País

Queima das Fitas de Coimbra cancelado

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O cortejo da Queima das Fitas de Coimbra, que estava previsto ocorrer em outubro, foi cancelado devido à pandemia de covid-19, afirmou hoje à agência Lusa a organização.

“Dadas as circunstâncias e pensando de forma realista, nem nos carros alegóricos nem na plateia seria possível garantir um distanciamento razoável”, disse o secretário-geral da Queima das Fitas, Leandro Marques.

Segundo o responsável, ainda estão a ser estudados “todos os moldes possíveis para poder proporcionar uma festa aos estudantes”, mantendo-se a possibilidade de se realizarem os habituais concertos na Praça da Canção, ainda que com outras regras.

Devido ao investimento que os estudantes fazem para construírem o seu carro, a organização da Queima das Fitas vai abrir a dar a hipótese de participarem no cortejo de 2021, podendo haver dois carros de finalistas do mesmo curso nesse ano, referiu.

Comunicado da COQF aos representantes dos Carros do Cortejo ⚠️“Caros colegas,É com profundo lamento que informamos…

Publicado por Queima das Fitas em Sábado, 1 de agosto de 2020

De acordo com o presidente da Associação Académica de Coimbra, Daniel Azenha, “o objetivo é ter atividades da Queima das Fitas” em outubro e dar “uma resposta para o desconfinamento”.

“Pode haver alguns concertos, mas não como os conhecemos. Ainda estamos a tentar perceber o que é possível acontecer”, disse à agência Lusa o dirigente estudantil.

A Queima das Fitas tinha sido adiada de maio para outubro devido à pandemia, substituindo-se à Festa das Latas.

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País

Alfa/Acidente: Feridos mais graves mantêm prognóstico reservado

Em Soure

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Foto: DR / Arquivo

O estado de saúde de dois dos três feridos do acidente de comboio em Soure que continuam internados nos Hospitais da Universidade de Coimbra mantém-se com prognóstico reservado, disse à agência Lusa fonte hospitalar.

Segundo o gabinete de relações públicas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o maquinista do Alfa Pendular que, na sexta-feira, chocou com uma máquina que circulava na Linha do Norte é o ferido mais grave, encontrando-se internado na Unidade de Medicina Intensiva.

Embora não corra risco de vida, a vítima “mantém-se estável, do ponto de vista hemodinâmico ventilatório, e mantém prognóstico reservado”.

Os outros feridos, duas mulheres, estão internados na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios (UCCI), de acordo com o gabinete de relações públicas do CHUC.

“Uma das pessoas mantém-se estável do ponto de vista analítico e hemodinâmico, mas com necessidade de repetir exames de imagem para orientar os tratamentos a seguir. Também tem prognóstico reservado”, disse.

A outra doente “mantém-se estável em vigilância e com bom prognóstico”.

O descarrilamento do comboio Alfa Pendular, no concelho de Soure, distrito de Coimbra, com 212 passageiros, provocou na sexta-feira dois mortos, oito feridos graves e 36 feridos ligeiros.

Dos 44 feridos, quatro tiveram alta no local, 28 foram transportados para o CHUC, incluindo três crianças, e 12 foram assistidos no Hospital da Figueira da Foz.

Quase todos os feridos já tiveram alta hospitalar, à exceção dos três que permanecem internados em Coimbra.

O comboio seguia no sentido sul-norte com destino a Braga e o descarrilamento ocorreu após o embate entre o Alfa Pendular e uma máquina de trabalho, perto da vila de Soure, junto à localidade de Matas.

Segundo uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), a que a agência Lusa teve acesso, o veículo de conservação de catenária, no qual seguiam duas pessoas – as duas vítimas mortais -, passou um sinal vermelho e entrou na Linha do Norte, tendo sido abalroado pelo comboio Alfa Pendular.

Entretanto, a circulação ferroviária nas duas vias na Linha do Norte entre Pombal e Alfarelos, interrompida desde sexta-feira devido a um acidente, foi restabelecida hoje, com limitações de velocidade, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

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