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Preços da gasolina e do gasóleo caem 1,6% e 3,7% em fevereiro

Covid-19

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Foto: DR

Os preços médios da gasolina simples em Portugal caíram 1,6% e os do gasóleo simples recuaram 3,7%, em fevereiro face a janeiro, devido ao impacto da pandemia de covid-19 na economia global, divulgou, esta quinta-feira, a ERSE.

Segundo o boletim mensal do mercado de combustíveis da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), “os preços médios de venda ao público dos combustíveis em Portugal sofreram uma redução, sobretudo devido ao impacto da pandemia de covid-19 na economia global, refletindo-se numa redução de preço das commodities”.

De acordo com o regulador, “no início do ano 2020 o preço médio de venda ao público (PVP) da gasolina simples 95 aumentou cerca de 3% face a dezembro de 2019”, mas “o mês de fevereiro terminou como PVP a descer cerca de 1,6% face ao mês anterior”, de 1,569 euros por litro para 1,544 euros/litro.

“A maior fatia do PVP paga pelo consumidor corresponde aos impostos, que na gasolina representam aproximadamente 62%”, nota.

Já no caso do gasóleo simples, “no início do ano 2020 o PVP aumentou cerca de 3,4% face a dezembro de 2019”, mas “o mês de fevereiro encerrou com o PVP em tendência decrescente (-3,7%), colmatando a subida do mês anterior”, recuando de 1,456 euros/litro para 1,402 euros/litro.

Também no gasóleo “a maior fatia do PVP paga pelo consumidor corresponde aos impostos, seguida do valor da cotação internacional e frete, as quais, cumulativamente representam cerca de 88%”.

Quanto ao GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) Auto, registou em fevereiro um “ligeiro aumento” de cerca de 1%, que contudo contrasta com o aumento “mais expressivo” de 7% que tinha ocorrido em janeiro. Dos 0,728 euros/litro de janeiro, o preço médio de venda ao público do GPL Auto passou para 0,735 euros/litros em fevereiro.

Segundo o regulador, em todos estes combustíveis foram os hipermercados que registaram “os preços mais competitivos” (em 7% no caso da gasolina simples, em 8,5% no caso do gasóleo e em 13% no GPL Auto), seguidos dos ‘low cost’.

Numa análise da variação geográfica de preços a nível nacional, a ERSE conclui que, apesar de os valores serem “pouco diferenciados” (em mais de metade dos distritos a diferença de preços médios por litro não ultrapassa os cinco cêntimos”, em fevereiro “Aveiro foi o distrito que registou os preços de gasóleo e gasolina mais baixos” e “Beja e Bragança os mais caros”.

“Em fevereiro, a diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos portugueses para a gasolina simples 95 e gasóleo simples é genericamente mais elevada nos distritos do litoral, à exceção de Aveiro, Braga e Coimbra”, refere, acrescentando que “Beja e Bragança continuam a ser os distritos onde os combustíveis rodoviários se verificaram mais caros face ao preço médio nacional”.

De acordo com o regulador, “Braga, Aveiro, Santarém e Castelo Branco, continuam a ser os distritos com gasolinas e gasóleos mais baratos em Portugal Continental”.

Já no caso do GPL engarrafado (butano e propano), “Vila Real continua a registar, para Portugal continental, a garrafa com o menor custo”, enquanto “Faro apresenta o mais elevado”.

“Em fevereiro, a diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos é mais pronunciada principalmente a sul de Portugal, sendo o gás engarrafado mais caro sobretudo nos distritos de Faro, Beja e Setúbal”, nota a ERSE.

“Contrariamente – acrescenta – os distritos mais a norte do país, como Viana do Castelo, Vila Real e Bragança apresentam os preços de GPL engarrafados mais baratos”, sendo que os distritos do interior mais próximos de Espanha também registaram preços mais baixos, à exceção de Castelo Branco.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 43 mortes e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 633 novos casos em relação a terça-feira (+26,8%).

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Grupo Fosun traz da China um milhão de máscaras e 200 mil testes

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

O grupo Fosun vai entregar no imediato 700 mil máscaras e 200 mil testes para despiste da covid-19 ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), enviados diretamente da China num avião proveniente de Xangai, foi hoje anunciado.

“O grupo Fosun mandou diretamente da China cerca de 138 metros cúbicos de equipamentos, onde se incluem um milhão de máscaras para uso pelos profissionais de saúde, das quais 700 mil serão entregues de forma imediata ao SNS, que os adquiriu, bem como 200 mil testes desenvolvidos pelo departamento médico da Fosun, a Fosun Pharma, que têm certificação CE”, refere a companhia em comunicado.

Segundo adianta, este primeiro avião proveniente de Xangai “transporta também equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde que serão doados ao Estado português pelo grupo Fosun, bem como testes de despiste da covid-19, com o apoio da Luz Saúde, do Millennium bcp e da Fidelidade”.

“Com este donativo a Fosun reafirma, assim, o seu compromisso estratégico com Portugal” e o empenho “em contribuir para prevenir e controlar esta epidemia no contexto internacional”, refere a empresa, salientando que, “perante a enorme escassez de equipamentos médicos, a logística tornou-se no mais complexo dos problemas que os Estados têm de ultrapassar para combater a propagação deste vírus”.

Segundo recorda, no âmbito da segunda fase das suas operações contra a pandemia de covid-19, desde 22 de março que a Fosun tem vindo a distribuir equipamentos de proteção médica “para ajudar na luta dos países com rápido surto epidémico, nomeadamente Itália, Japão, Coreia do Sul, Índia, Reino Unido, França e, agora, Portugal”.

“Como empresa global com raízes na China, esperamos poder fazer a nossa parte para ajudar o mundo a vencer a luta contra o novo coronavírus o mais rápido possível”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da Fosun International recorda que “a Fosun desenvolve a sua presença há muitos anos em Portugal”, país que se tornou na sua “segunda cidade natal”.

“No momento da epidemia, a Fosun juntou-se às empresas do grupo em Portugal para manter uma estreita comunicação com o Governo português para fornecer um apoio total à luta local contra a epidemia”, refere Guo Guangchang.

Por sua vez, Jorge Magalhães Correia, ‘global partner’ do grupo Fosun, diz que “as participadas do grupo Fosun em Portugal têm trabalhado de forma muito próxima com as autoridades de saúde portuguesas e estarão sempre disponíveis para aprofundar esta colaboração em proveito de todos os portugueses”.

“Em nome do grupo Fosun quero agradecer ao Governo a forma eficiente como permitiu agilizar esta operação e agradeço também à Groundforce, à ANA Aeroportos e aos seus colaboradores as facilidades operacionais disponibilizadas”, refere, agradecendo ainda à TAP por “ter acautelado em tempo recorde todos os requisitos legais e regulamentares para a realização, em total segurança, desta operação via Xangai, um destino para o qual nunca voou”.

Cotada desde 2007 no índice principal da Bolsa de Valores de Hong Kong (00656:HK), a Fosun International Limited foi fundada em 1992 por cinco estudantes da Universidade de Fudan e opera em três linhas de negócio: saúde, felicidade e património.

Um novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril. O decreto do governo do estado de emergência entrou em vigor às 00:00 do dia 21 de março.

O país regista 140 mortes associadas à covid-19 e 6.408 infetados, segundo o boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Notícia atualizada Às 16h05. Corrigiu valor dos metros cúbicos de equipamentos transportados, que são cerca de 138, e não cerca de 180, como anteriormente estava escrito.

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Mais de 36.000 testes realizados até 25 de março, diz secretário de Estado

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Laboratórios públicos e privados já realizaram, até 25 de março, 36.677 testes à covid-19, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

“A capacidade laboratorial tem aumentado ao longo da epidemia” de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, com um “crescimento expressivo do número de testes” desde 15 de março, tendo no dia 25 de março sido analisadas 5.100 amostras, disse o secretário de Estado na conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia de covid-19, que já provocou 140 mortos em Portugal.

António Lacerda Sales ressalvou, no entanto, que os dados disponíveis são ainda provisórios.

O secretário de Estado adiantou ainda que no âmbito do reforço de capacidade vão chegar esta semana a Portugal mais, 200.000 testes, que se somam aos 66.000 recebidos na semana passada, incluídos em abastecimentos que incluem também equipamento de proteção individual destinado a profissionais.

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PSP aguarda que PGR clarifique situações de crime de desobediência

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A PSP aguarda que a procuradora geral da República (PGR) clarifique as situações de crime de desobediência durante o estado de emergência devido à covid-19, devido aos diferentes entendimentos dos magistrados sobre a validação das detenções.

Num documento oficial da PSP, a que a agência Lusa teve hoje acesso, é referido que a polícia está em contacto com a PGR, que está a elaborar uma diretiva para o Ministério Público sobre as situações de desobediência, à luz dos artigos 3.º e 5º. do decreto lei 2-A-2020 do estado de emergência.

O artigo 3.º determina o confinamento obrigatório e o artigo 5.º refere-se ao dever geral de recolhimento domiciliário.

No mesmo documento é sustentado que a PSP considera que o crime de desobediência não se verifica apenas nas situações em que os cidadãos violam o artigo 3.º, no qual é obrigatório o confinamento a quem está infetado com o vírus da covid-19 e a todos a quem as autoridades de saúde tenham determinado a vigilância ativa.

A violação do artigo 5.º do decreto-lei, que determina que só é possível circular em espaços e vias públicas para comprar bens essenciais, para ir às farmácias, para trabalhar, por motivos de saúde, para fazer atividade física de curta duração (passeios higiénicos) e para passear animais de estimação, entre outras razões, também configura um crime de desobediência, no entendimento da PSP.

Os magistrados judiciais e os do Ministério Público têm entendimentos diferentes da lei e, na última semana, um juiz de instrução criminal de Santarém considerou ilegal a detenção de jovens que estavam na via pública e ordenou a sua libertação imediata.

No despacho judicial é referido que o Ministério Público, apesar de considerar que os jovens violaram o dever geral de recolhimento domiciliário, entendeu que a polícia devia conduzir as pessoas ao seu domicílio e não detê-las por desobediência.

“Nota-se pois que o legislador não incluiu a violação do artigo 5.º no âmbito das situações nas quais as forças de segurança podem cominar [impor uma pena] e participar por crimes de desobediência”, escreveu o juiz de instrução no despacho, a que a agência Lusa teve acesso.

“Deve entender-se que tal omissão foi intencional e que o legislador não quis que a violação desta norma fosse criminalmente punida”, acrescentou o magistrado.

Magistrados de outras comarcas têm validado as detenções por desobediência e condenado os arguidos.

As forças de segurança detiveram 70 pessoas por crime de desobediência na última semana, no âmbito do estado de emergência, informou no domingo o Ministério da Administração Interna.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril. O decreto do governo do estado de emergência entrou em vigor às 00:00 do dia 21 de março.

Um novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Portugal regista 140 mortes associadas à covid-19 e 6.408 infetados, segundo o boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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